Proteína

Axei que deveria experimentar nas abelhas, e assim, procurei o que se dá às abelhas do lado de lá do atlântico.
Ainda haveremos de ver o resultado e apenas o irei comercializar se o resultado for satizfatório.
Mas para já, nada de micro bifes proteicos pagos ao preço do oiro!!

Antes sim, alimento proteico verdadeiramente testado e micronizado, com excelente palato, afim de tentar ter abelhas muito saudáveis e fortes logo na saída do verão.

Cada torta tem 456 gramas de alimento proteico (ao invés dos mini bifes de 200gr que por cá se usam). Acompanharei com xarope (1,2lt/colmeia) e farei esta alimentação a pico do verão por 2x a cerca de 100 caixas. Ou seja, serão 912gr de proteína e 2,7kg de xarope também ele com micronutrientes já adicionados.
A ver o que dizem as colmeias a Sul e as do Agreste na entrada da tágueda…
Assim que hajam resultados…colocarei à vista de todos, quer sejam eles positivos ou nem por isso!!
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Manhã no Laboratório

Na passada semana passei uma manhã de laboratório improvisado.
Foram 8 quadros de larvas, e um total de 212 larvas trasladadas. Serão pelos vistos mais manas do que os 101 dálmatas!!

Mas aqui não mora a Dona Cruela, e portanto o fruto do trabalho deve redundar em belas raínhas que encabeçarão alguns apiários de producção e bastantes núcleos formados para 2018.

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Não tarda espero postar fotos da fase final das realeiras, na chegada à estufa, cerca de 48h antes do nascimento, e após as abelhas fazerem a sua criteriosa selecção.

Começo finalmente a acertar o passo com as vírgens!!, e portanto vou deixar nascer em casa mais umas dezenas delas, afim de ir alargando as experiências.

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A correr…

São dias loucos, trabalho intenso.

Sem tempo para sequer escrever mais do que um par de linhas.

Dentro de semanas atinjo finalmente a solo a capacidade de fecundar 220 raínhas a cada 25 dias.

As colmeias estão soberbas, o mel é pouco, os mini-núcleos pulam de vida, as vírgens fecundam agora bem e em quantidade. E de repente tenho mais abelhas do que poderia alguma vez ter imaginado…cumpri todas as encomendas, chegam para lotar ao máximo todos os apiários…mas as mãos não chegam a todo o lado. Já há abelhas com 10 semanas sem mim, e os núcleos estão a dias de estarem todos cheios.

Há um par de fotos apressadas…mas sem tempo para descarregar e editar.

Assim que descanse voltarei aqui.

Esta semana o Rúben tem estado comigo, tem ajudado e muito…mas mesmo a 2, hoje foram quase 7horas de fato vestido, mais armazém e viagens. Deixei de sentir dôr nas pontas dos dedos, mesmo lacetadas, com a pele dura e a caír, gretadas.

É definitivamente carga demais!! “”Aguenta rapaz enquanto podes!!””

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Mais um Impacto!

A Varroa é como o Exterminador contra o qual o Harnold lutava…tem uma plasticidade que lhe permite tomar impactos, atrasamo-la um pouco, mas pouco depois estará de volta…

Assim, sem muito que possamos fazer a não ser incorporar e escolher as abelhas mais tolerantes, é chegada a hora de lhe parar o ciclo reprodutivo!

Qual o modo mais fácil de fazer isto?

Na minha opinião, a próxima semana é a semana que inicia o pico do fluxo a Norte do Tejo, na zona onde tenho as minhas colmeias. Assim se há momento em que trocar de raínhas é fácil é agora.
Portanto, a melhor maneira de atrasar as varroas é impedindo que se reproduzam.

Juntarei pois o útil ao agradável em 4 dos meus maiores apiários.

As abelhas já ocupam as alças que ocuparão até final…muitas ou poucas, daqui em diante é encher o que está e pouco mais.

Portanto, basta encontrar a raínha, tirá-la com 400gr de abelhas para povoar novos núcleos de fecundação…e no seu lugar deixar 2as belas realeiras abertas (48h pós translarve)!!, assim as realeiras dadas serão cuidadas e mimadas pela própria colmeia e nascerão 10 dias mais tarde. Uma pausa de postura de cerca de 18 dias ocorrerá e o moral da colmeia não deve ser muito afetado. Há ainda a vantagem de parar a producção de zangão, a taxa reprodutiva da varroa baixar e as abelhas poderem assim com menor esforço terminarem o seu precioso mel.

Tenho certeza de que as minhas realeiras serão a futura raínha?…não tenho, mas tendencialmente sim, pois nascerão bastante antes da concorrência e muitos dos estudos apontam para que 2as em cada 3 raínhas nascidas 24h ou mais antes da concorrência encabecem a colmeia. Além disso dou 2as realeiras colocadas em quadros diferentes, e portanto maximizo essa chance.

Usa-se assim a Natureza em nosso favor.

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Apesar de;

Apesar de não ser possível fazer reset ao Abril, e a ter no apiário que hoje visitei um enorme número de abelhas, criadeiras, doadoras e tudo o que é necessário para ir fazendo realeiras… vim de sorriso para casa!

Nas colmeia que é doadora de zangão e que não mexi para criar realeiras, são 4 as alças que caminham para cheias, apesar deste ano o Abril não ter ajudado nadinha.
Nas que mexi apenas 1a vez, são cerca de 2as alças de lés a lés. Assim sendo não é mau…tendo em conta que já dali saíram acima de 500 realeiras e que mais sairão nas próximas semanas, que dali tirei 4 alguidares de pólen, que dali tenho feito bastantes enxames também…
Venho feliz!

O cardo é pouco este ano, tal como a soagem…mas estão lindos.
A silva tem já uns 5% abertos, e é como de costume a mais previsível das florações, nunca adiantando nem atrasando mais do que um par de dias.

Também na introducção de vírgens, vi hoje que apesar de ter de alterar um procedimento a coisa pode dar-se com qualidade…e já estão mais no forno que levarão pinturas à nascença. A ver!!, para já vou alterar o tempo de orfanização para 72h e testar com mais um lote de 10.

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Devido a;

Por estes dias tenho estado adoentado, com febres e uma amigdalite que me fez inclusive não fazer realeiras esta semana. Assim, vou-me dedicando à aprendizagem.

Quanto mais leio, mais apresentações vejo, mais vou ganhando a percepção de como é importante ouvirmos alguns subtis pregaminhos que a Natureza nos apresenta.

No caso desta apresentação que me chegou via partilha Facebook de um amigo, talvez (quase de certeza) que não compreendemos a importância de dar às abelhas a capacidade de escolha sobre qual a raínha desejada, em vez de lhes impormos uma solução única. Daí que na minha opinião devamos sempre que possível colocar 2as realeiras a nascer ao invés de uma (dando algum grau de liberdade) e daí que seja tão importante que apenas se recolham à incubadora as realeiras a 48h do nascimento, pois damos também às abelhas a possibilidade de destruirem algumas realeiras que elas sintam não serem de qualidade pretendida.

Ou seja,

Há que escutar as abelhas!!, e apesar das exigências da modernidade, não lhes passarmos por cima.

Cada vez me sinto mais tentado a adquirir e incorporar 2as linhagens de abelhas comprovadamente tolerantes à varroa no coração da minha exploração, e depois deixar de adquirir matriarcas, fazendo sim um protocolo de apenas 3 passos para escolha das que serão as mamãs das próximas gerações, e incorporando de 3 em 3 anos uma nova pontada de genética.

Mas isso obrigar-me-ia a alterar profundamente procedimentos e a ter de marcar e numerar todas as minhas raínhas, bem como 3x no ano estabelecer um protocolo de avaliação de infestação de varroa, e só funcionará se eu introduzir raínhas em todas as colónias fecundadas aqui no meu centro (que quase não é poluído com genes alheios), e ainda ter de deixar a introducção de realeiras nos mini-núcleos, para me dedicar de cabeça a vírgens marcadas.

Será que estou à altura de fazer isto e acompanhado por um livro genealógico que me permita manter registos sempre atualizados?

Interrogo-me se tenho essa capacidade…não sei se a tenho,

Mas se conseguir dominar o sucesso na introducção de vírgens por toda a campanha com +90% de sucesso, estarei um passo mais próximo.

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Choveu…a horta bio agradeceu!

 

Além de apis, há a hortinha para a casa…, isto, mais 6 pimentos, 24 lindos tomateiros e espinafres. De fruta, há as nespreas, a ameixa branca, limões, azeitonas, nozes, pessegos, kiwis, 3 pés de xuchu, lucilima para o chá. Mini-horta. muita comidinha.

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Organização

Sinto que o crescimento da minha operação está a gerar necessidade de me organizar bastante melhor e portanto tenho de começar a pensar onde poderei ir aprender mais sobre o tema de organização e metodologia no trabalho, para que não me escape por entre os dedos muito do trabalho que vou fazendo. Assim, vou começar por aprender mais um pouco sobre introducção de vírgens, ao invés de realeiras, vou testar já em breve uma nova forma de fecundar uma quantidade bastante superior de raínhas e vou começar a ler sobre organização e metodologia no trabalho para pequenas empresas/negócios.

A necessidade de um armazém maior cresce a olhos vistos, e sobretudo de um sistema que me permita carregar tudo à palete, com grua, mesmo dentro do armazém. Mas aqui esbarra contra a capacidade financeira.

A necessidade de um carro diferente também cresce, mas o que necessito custa quase tanto como um apartamento. Ou seja, entre armazém eviatura seriam 100 000 eur, algo impensável para já…

Tenho também pensado em deixar de produzir o instável mel em metade dos apiários, apostando muito mais no certinho pólen e venda de enxames a peso, com a opção com e sem raínha.

Vamos fazer um test drive para já…e analisar a rentabilidade!

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Feridas saradas!

O céu sarou finalmente as feridas do solo,

Os ribeiros voltam hoje a correr, os ovos da mosquitada seguem para ser comida de sardinha.

As viroses, sobretudo de cria ensacada têm agora a vida mais dificultada, quer pelo fluxo que se dará mal páre a chuva, quer seja pelas àguas estagnadas onde elas bebiam terem sido renovadas e portanto diluido a carga vírica, ou mesmo pela mudança que se está a dar nas fontes de pólen e néctar.

Há pois condições para que o horrendo ano que se perspetivava, venha a ser apenas mau. E mesmo o tomilho Alentejano agora bem regado poderá surpreender.

Para já a esperança é renovada, o solo deixou de estar rachado e as condições de humidade que favorecem tanto a sobrevivência da cria como o puxar de cera…voltam a estar reunidas.

A alma do apicultor também refresca, e por mais fartinho de saber que o grande calor nos baterá à porta já de seguida, é sempre melhor que este chegue com tudo ensopado e silvas e orégãos nutridos.

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No Centro de Portugal

Pelo Centro de portugal pude encontrar algumas das Raínhas nascidas e fecundadas aqui no Agreste no passado Outono, e o que encontrei deixou-me um papá orgulhoso, bem como escutar que as aceitações das realeiras têm corrido muito bem 😉 , tanto no apiário do Rui como no do Alexandre.

Assim anda a vida apícola nestes dias em que a Primavera resolveu regressar.

Amanhã é dia de substituição em mais 2 apiários das raínhas de 2016…desta vez com recurso a um lote de fecundadas.

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