Indo ao dicionário…

Na continuação do post anterior…e ainda com o sangue a ferver, depois de uma noite às voltas na cama;

Melaria é: Estabelecimento ou conjunto de instalações onde se processa e embala o mel.

As Unidades de Produção Primária (UPP) de mel são estabelecimentos onde se procede à extração e embalamento de mel ou outros produtos apícolas, provenientes da própria exploração, com destino a estabelecimento de extração e processamento, venda ao consumidor final ou comércio a retalho local

Pólen: Conjunto dos grãos minúsculos produzidos pelas flores das angiospérmicas ou pelas pinhas masculinas das gimnospérmicas, e que constituem os elementos reprodutores masculinos, que fecundam os óvulos e originam as sementes.

Mel: Substância espessa e doce, amarelada ou acastanhada, produzido pelas abelhas a partir do néctar das flores e armazenado nos favos.

Assim, e estando nós subordinados a ser ” um Ramo da Zootecnia” e portanto sermos enquadrados na producção animal…daí o Governo ter passado (mal a meu entender) os Produtos de Utilização Animal  para Medicamentos de Utilização Animal. Como tal, basta ler a definição de Pólen, para ver que devemos ser os únicos Zootécnicos que produzem produtos de categoria Vegetal!! Pólen!!!!

Após procurar e esclarecer o que significa cada um dos termos anteriores, estamos pois no conhecimento reconhecido pela lei de que a UPP pode trabalhar os outros produtos apícolas, mas mais importante do que isso é entender que o mel é reconhecido como produto animal, algo que penso ser correto, pois é processado internamente pela abelha a 2 níveis, tanto no interior da abelha como depois desidratado e maturado no favo no interior da colmeia.

 

Assim, o pólen surge noutra categoria, a dos produtos de origem vegetal, pois nunca chega a entrar na própria abelha, como ainda nunca chega a entrar na própria colmeia, sendo colhido  antes de nela entrar.
Produto transformado: Os géneros alimentícios resultantes da aplicação de tratamentos como o aquecimento, fumagem, cura, maturação, conservação em salmoura, secagem, marinagem, extracção, extrusão, cozedura, etc., ou de uma combinação desses processos e/ou produtos; podem ser adicionados de outros géneros alimentícios, condimentos, aditivos ou auxiliares tecnológicos. – Assim e neste âmbito há espaço para interpretação de que o pólen poderia eventualmente caír nesta gama de produtos, no entanto a secagem do mesmo ocorre a uma temperatura que está dentro da temperatura ambiente de um dia de verão, podendo inclusive ser seco ao ar quando a temperatura permite, e esta desidratação não altera o aspeto do produto, pelo que deixa de fazer sentido a qualificação como produto transformado.
Numa UPP pode ser feita a venda de até 650kg de mel a retalho, (penso que) no distrito da mesma. No meu caso nada é vendido a retalho, pelo que me enquadro perfeitamente no que define as regras da UPP…neste caso uma UPP dedicada ao pólen!
Então sendo assim, e segundo a legislação disponibilizada pela APIMIL
Nada é ao que li até agora dito acerca do pólen,…pelo que é a definição que tem de vigorar no meu entendimento “As Unidades de Produção Primária (UPP) de mel são estabelecimentos onde se procede à extração e embalamento de mel ou outros produtos apícolas, provenientes da própria exploração, com destino a estabelecimento de extração e processamento, venda ao consumidor final ou comércio a retalho local”
Com base em tudo o que aqui explico e que penso ser claro…pede-se à DGAV mas sobretudo ao Governo que competentemente enquadre a apicultura numa só lei, moderna e capaz!!, e sobretudo que responda às necessidades dos Apicultores…
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Revoltado!

Estou absolutamente revoltado!

Acabo de construír a minha unidade de processamento de pólen, de a registar como UPP, de o fazer com material lavável, com tintas laváveis, tetos laváveis, material de congelamento dedicado ao pólen, material de secagem e de limpeza que é todo em inox e que foi comparticipado por um projeto PRODER (Eu+Estado Português+Comunidade Europeia).

E agora…eis a informação que me chega;

“Confirmo que o entendimento atual da DGAV relativo à sua questão é que o pólen não poderá ser produzido nas UPP, mas apenas em melarias.

Este entendimento baseia-se no seguinte enquadramento legal:

  • a alínea a, do artigo 2.º, do Decreto-Lei n.º 1/2007, define «Unidades de produção primária» como “…os que procedem às operações conexas constantes do anexo I do Regulamento (CE) n.º 852/2004, em mel ou outros produtos apícolas provenientes da sua própria exploração, com destino a…”
  • duas operações efetuadas na produção deste produto da apicultura (congelação e desidratação) não se encontram identificadas como operações conexas/associadas no ponto 1, do cap. I, do anexo I do Regulamento n.º 852”

O que fazer?

Como proceder?

Há alguma melaria que tenha material e condições mais capazes que as minhas? Ou sequer há alguma melaria no meu distrito que me possa fazer o serviço?

O Estado aceita os meus impostos quando passo uma fatura de pólen seco e limpo…o Estado ajudou-me com material e solução de secagem e limpeza…e agora sou um “Fora da Lei”!

Terei de mudar a minha residência fiscal para Espanha?…e aí já posso secar pólen numa garagem qualquer…mesmo que este venha de Portugal.

Solução procura-se…

 

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Por dias…

A casa do Pólen deve ficar pronta amanhã,

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Azulejo pronto, pintura a esta hora já com a 2a demão a secar, ficam a faltar dentro de dias as janelas e porta, e amanhã os acabamentos do teto e a parte elétrica e lavatório.

20m2 para o meu oiro…que se a previsão do tempo se mantiver, começa a ser garimpado já dentro de poucos dias com uns 35 capta pólen e esperando-se que até final de Fevereiro este número quadruplique.

O Carrascal que estará apenas dedicado a pólen e mel, e de onde não espero tirar qualquer mel, espero que renda 16 – 18 semanas de captação.

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Não é preciso comentar…

Há pessoas que realmente o melhor que merecem é serem lembradas para a posteridade de forma cómica. Pois infelizmente não existe outra maneira de encontrar uma coisinha que seja positiva. Então na vertente ambiental/climática/de sustentabilidade…um verdadeiro desastre propositado.

Sem Título

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Ajude…

Eis um “Survey” que a UE está a fazer aos seus cidadãos e que tem a finalidade de perceber como onde e quando é que a população quer ver protegidos os seus polinizadores. Ou seja, avaliam a importância dos mesmos para a população…

Link para o “Survey”

O seu contributo é tão simples como aderir…preenchedo o formulário que está disponível em várias línguas.

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Congresso Ibérico de Apicultura

Dentro de poucos dias decorrerá em Coimbra o Congresso Ibérico de Apicultura.

Pode encontrar aqu em Congresso Ibérico toda a informação necessária à participação.

Como apicultor profissional tinha todo o interesse em ir, e apenas não o farei por considerar que o custo total de 300 Eur que implica (150eur de inscrição + viagens e alimentação) é bastante superior àquilo que estou disposto a dispender, ainda para mais não havendo acesso a ir apenas 1 dos dias e estando eu a 150 Km de distância. Como me interessava a tarde de dia 1 e a manhã de dia 2 e manhã de dia 3…terei de ficar em casa (já junto uns trocos para a ida a mais um AbelhasPeloMundo…)

Se alguém fôr, agradeço o feedback para poder dar notícias aqui no blog!

P.S. – felizmente conheço pessoalmente alguns dos oradores e boa parte do seu trabalho académico, mas penso sobretudo que a manhã do dia 3 deveria ser aberta às associações do setor, e deveriam ser apresentadas propostas específicas para uma vertente apícola em algumas escolas profissionais agrícolas.

 

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Definição de prioridades!

Como têm podido acompanhar ao longo destes anos, desde que há blog…a minha exploração evoluiu de uma forma muito marcante desde que era apenas um apicultor com 2 enxames.

Agora que muito mudou…é tempo de continuar este crescimento, não tanto em termos de efetivo (pois estou a atingir um ponto que é o máximo que consigo cuidar sozinho), mas sobretudo perceber que não faz qualquer sentido hoje em dia ter atividades que não sejam realmente amigas do ambiente. Pois este será sem dúvida alguma o foco que a Humanidade terá de ter nas próximas décadas…ou deixará de haver um sistema ordeiro de Humanidade.

Assim, há que traçar um plano, sabendo que não se fazem as coisas da noite para o dia. Mas que tem de haver um plano, esse plano tem de ter objetivos bem definidos em espaço temporal, e tem de ser ambicioso, pois é a única forma de realmente fazer mudar as coisas com a minha contribuição individual.

Assim, tracei o plano de à excepção do uso de gás no fogão e maçarico (desinfecção de material), tornar a minha exploração energéticamente independente no que a diesel e eletricidade diz respeito, fazendo não só o meu transporte e o das minhas colmeias, como a secagem e congelação do pólen com recurso a energia renovável na sua totalidade. Faz sentido do ponto de vista financeiro e do ponto de vista ambiental. Uma poupança de mais de 3000 euros anuais, que em troca exigirá um investimento inicial substancial…

Mas é o custo da chegada ao futuro…algo imperativo e que se pertendemos continuar a viver num Planeta lindo…temos de o fazer já!

 

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The National Honey Show! 2017 (parte 2)

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The National Honey Show! 2017

Ontem deixei-vos uma das apresentações do que penso ser o melhor evento apícola anual do UK.

Continuo com esta série de vídeos, hoje e amanhã.

Aqui, os convidados são sempre as pessoas de maior relevo na comunidade apícula, quer do Reino Unido, quer de todo e qualquer Nação em cujo o orador se consiga expressar em Inglês. Pessoas que nos podem ensinar muito sobre apicultura…por definição são estas as pessoas a serem Ouvidas..

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A wise man…

Listen…

Before you go all in… may be better to wire your hears to your brain!!

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