Colheita de 2018

Em 2018 os produtos apícolas do Agreste ganham novos contornos.

O nosso mel multiflora é de agora em diante enfrascado com esta apresentação, numa parceria que une 2 produtores e muita vontade de crescer.

Mel de Mafra

O nosso pólen também já tem rótulo…e além de ser pólen doce, tem características de sabor e apresentação muito diferenciadas em relação ao que usualmente se vê no mercado, sendo marcado por ser exclusivamente produzido pelas plantas do Oeste e Ribatejo, sendo cada lote enfrascado após a secagem sem misturas de pólens de diversas proviniências. É um pólen com Terroir!!

PolendeMafra

Espero que gostem das fotos! E se houverem lojas com vontade de os ter nas suas prateleiras, podem contactar 911 749 417, pois é o Luís e a Katy que tratam da expedição e acordos de venda.

Para muito breve, esperamos poder mostrar a linha Bio, que herdará o rótulo do Agreste.

Espero que gostem dos sabores de 2018! temos alguns milhares de frascos prontos a chegarem à vossa mesa.

 

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Finalmente Paz!

A “Guerra Apícolda de 2018” tem sido um autêntico carrossel.

Mas a tardia cresta está feita, boa parte das meias alças arrumadas, ceras passaram a broas, broas dos anos anteriores passaram a ceras moldadas, enfim, o curso natural vai tomando caminho.

Aqui e acolá espreitei a varroa para ficar com o coração tranquilo. E confirma-se de que tudo está como deve!

A boa surpresa vem das meias alças que ficaram no campo…estão a encher devagarinho mas no sentido ascendente…e o pico da mmiséria já passou, com muitas abelhas nas caixas e quase tudo o que é núcleo em modo de prontidão para encher uma colmeia num àpice.

Amanhã começo a preparar a campanha do pólen, com o 2º arrumo do armazém deste verão, desta vez sem o Rúben e o Sr. João. Há ainda canís que não vêm vassoura há tempo demais, há a casa das galinhas e o quintal. Serão pelo menos 2 dias de limpeza antes de atacar a UPP, deixar as arcas vazias e limpas, de deixar o canto das raínhas como deve, de preparar a vidinha para um Setembro que antevejo com 40 dias de trabalho a 10/14h por dia.

Serão feitos mais de 250 núcleos segundo as minhas previsões…estarão mais de 270 capta pólen a cumprir a sua função.

Serão dias Loucos…que terminarão com os desdobramentos e aplicação do gotejado de oxálico e colocação de 2ton de pasta logo após a cresta.

Seremos 3 a trabalhar nas 2as semanas mais intensas.

Ajude São Pedro a erguer uma montanha de lindo Pólen côr de Oiro…e a encher mais alguns verdinhos de 320kg com o doce sabor de Outono e a erguer mais algumas cidades em lindas casinhas de madeira.

Habemus que sonhar…habemus que trabukir!!

Depois de tudo isso…Hora de Paz e descanso dos Guerreiros.

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O INE!

Se isto servir para alguém, é só replicarem o processo.

Temos de saber quantificar a quantidade de varroas que temos na nossa colmeia, afim de conhecermos a evolução do parasita, eficássia dos tratamentos e podermos antecipar o futuro…chamo-lhe de “minha bola de cristal”.

Passo 1, vem do post anterior, e é a recolha de abelhas na zona do ninho, retirando umas quantas de cada uma das colmeias que escolhemos para a amostragem.

 

Passo 2, é a filtragem, ficando as abelhas e passando as varroas e a àgua com sabão.

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Passo 3, é a contagem de abelhas e de varroas.

Passo 4…matemática!

Neste caso cerca de 250/70 abelhas para 5 varroas…portanto 2% de infestação! O que nesta altura é tranquilo (na minha zona, em que os enxames estão prestes a iniciar forte expansão), e visto que só levaram 1a dose de Apiguard (Timol = extrato de tomilho) e com apenas 25g

Note-se que este ano todas as minhas amostras dão um número de varroas totais dentro das colmeias que é similar ao do ano anterior. Apenas o número de abelhas é superior, estando as caixas Reversíveis com cerca de 18 000 abelhas de média e as Lusitanas com cerca de 25 000. Portanto 2% de 25 000 são mesmo assim umas impressionantes 500 varroas, as quais apenas não provocam sintomas pois os níveis de cria estão a cerca de 18/20 000 neste momento, com pequenas bolsas de zangão em quase todos os ninhos desenvolvidos.

Caso as colmeias não fossem colher pólen e todas divididas como o serão por 2x até início de Outubro, e seria obrigatório dentro de 30 dias baixar a varroa para menos de 150 varroas, com um tratamento de eficássia relativamente elevada, na ordem dos 80%, afim de não se ter dissabores até ao meio/fim do Inverno.

É este o meu INE, que de momento não fará mais tratamentos nem tirará amostras, pois até agora todos os apiários estão em linha com o previsto e com a % de infestação a não ultrapassar os 3% nem nos apiários certificados em MPB.

Portanto a minha tolerância permite o convívio com até 5% em convencional e 7/8% nos MPB nesta altura do ano, tendo algum tempo portanto, não sendo necessário um maneio dedicado e propositado e poupando assim cerca de 300 eur em diesel/alimento.

Tudo contas!!, algo essencial à apicultura.

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Vamos de férias?

Aqui há dias pedi folga às abelhas…

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…mas a resposta delas foi; Nem penses nisso!!

Chama mas é o INE e trata das estatísticas…só vais de férias se a varroa estiver como deve!!

Neste caso a amostra de um apiário MPB em que a varroa se encontra a 3% com as colmeias a receberem pólen do cardo que já começou a abrir.

Ninhos em expansão…por pelo menos 60 dias, quererá dizer que o número de varroas multiplicará por 6 e o número de abelhas multiplicará por 3 nesse período.

Assim Sendo em Setembro há que dar mais uma taraulada nelas…

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Continuando a falar sobre custos!

Continuo a  falar pois sobre os custos inerentes à exploração apícola.

Na minha ótica é essencial manter baixos os custos operacionais, pois uma cadeia de custos alta (aquisição massiva de raínhas fecundadas, de pasta proteica, de transumâncias, de equipamentos que não sejam de uso intensivo) e fácilmente se fala de 5 a 10 000 eur anuais de custos extra.

Vejamos

300 raínhas fecundadas/ ano  – 5500 Eur

amortização e manutenção de sala de extracção xpto – 1500 Eur

transumância de 150 colmeias a uma floração falhada (6 viagens entre levar/trazer/manutenção) – 800 eur

Assim e num repente se arranjam 7 800Eur de custo, que se teria de somar ao anteriormente descrito.

Na minha opinião uma sala de extracção equipada é um armazém ocupado qu precisa de pinturas, telhados, imi’s, agua, luz, limpeza e se usa 10 dias no ano. Sai demasiado caro excepto se tivermos 1000 ou mais colmeias produtoras e várias campanhas em searas.

Quanto às raínhas, a compra de 50 raínhas numa altura de tempo escasso é beneficiosa…mas a compra sistemática de raínhas fecundadas ou de vírgens com as suas falhas inerentes e facilidade de sermos nós a fazê-las…não é comportável por uma exploração dedicada ao mel.

Já as transumâncias de inverno e primavera dividem-se entre fiáveis e não fiáveis. Por exemplo o eucalipto produz bem apenas em 30% das campanhas, enquanto uma seara de girassol para óleo produz em 90% devido à estabilidade climatérica. Diferenças que podem fazer ou não valer a pena!!

Depois falamos ainda do aproveitamento de outros produtos, tais como venda de enxames, de próplis, de polinização bem paga!!, ou pólen. Aí sim, uma exploração poderá ver compensados alguns destes investimentos.

É que a tesouraria de uma exploração é algo muito importante!!, e por vezes investimentos que parecem garantidos, levam demasiado tempo a retornar, ou nem ser sequer retornável.

Esta é uma posição que a meu ver nos defende dos frequentes anos maus, que ao se ter uma cadeia de custos fixos pesada … e poderá fácilmente fazer uma exploração que de outro modo seria viável, a ir por àgua abaixo.

P.S. – Deixo-vos um exemplo prático…de que dinheiro só é dinheiro quando nos entra no bolso. Estas cerca de 30 raínhas valiam 500 eur, e mais 1000 em quadros de cria e abelhas…bastaram 2 dias muito quentes, um canto onde o vento não tocava e… sim, muitas das histórias de sucesso que ouvem não mostram os fracassos com clareza. E há muitos tropeções pelo meio!!

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Fogo sem chamas…

Não há muito a dizer!

Os núcleos são sempre os que mais sofrem devido à menor massa crítica e menor distância entre placas quentes (as paredes).

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Vespa Aziática, desenvolvimentos!

Parece estar por poucos anos uma solução eficaz para a vespa…veremos!

Blog Francês que explica os desenvolvimentos…Blog Francês que explica os desenvolvimentos…Blog Francês que explica os desenvolvimentos…

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Negócio apícola – Cadeia de custos

Gosto muito de me sentar a fazer as contas sobre o quanto custa cada ano da minha atividade. Não sendo picuinhas ao ponto de colocar cada café nem aquele par de luvas fixe ou a ida a naquele dia aquele sítio. Pois ser demasiado picuinhas nas contas não compensa o tempo perdido a contabilizá-las.

Assim proponho um exercício de contas simples, e que não englobam o investimento. Contas anuais…

Contabilidade em nome individual – 600Eur

Seguros – Viatura+Armazém+RespCivil da atividade+Acidentes trabalho – 1500Eur

Diesel – 2500Eur

Viatura – manutenção + iuc+inspecção – 900 Eur

Custos Operacionais – Eletricidade+Agua+Gás+Roupa+desgaste de maquinas (motosserra e roçadora+extras – 2 400 Eur

Alimento Para colmeias – 1kg de pasta+2kg de xarope – 2,50/colmeia*400 – 1 000Eur

Tratamento homologado via Pan + 1 homologado – 4 * 400 – 1 600Eur

Para despesas extra de diversos não equacionados – 1 000 Eur

Vamos em 11 500 euros se não me atraiçoam as contas de cabeça…

O que falta aqui!;

Amortização de investimento, renovação do parque de madeiras, renovação de viaturas, manutenção de armazém… suponhamos 4 000eur a guardar anualmente para quando a dolorosa chegar!!

Total…quer produzas ou não, quer contabilizes esta última parcela ou decidas empurrar com a barriga para diante e andar uns anos de olhos fechados. Saíram do bolso 15.500 eur para manter apenas a porta aberta.

Portanto nunca se esqueçam da última parcela…

Com as alterações climáticas nada será como dantes! E ainda havendo paraísos no interior Alentejano ou numa ou outra zona favorecida, a verdade não é essa.

Numa zona vulgar, as expectativas de médias a 10 anos superiores a 10kg/caixa Invernada em condições são uma falácia…e diria que sem transumar a searas, é bom apontar para esse número.

É que cada vez que alguém que nada sabe de abelhas me liga a pensar em 500 caixas…fico bastante nervoso!!

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Hi there!! Is your Name Varroa?

Today again, with the aim to share important info with the biggest number possible of beekeepers, let me adress to all of you in English.

Here is the info about varroa control,

Controlo de Varroa

PDF

This is in my view an important study, showing what alternatives do you have and what to expect from it.

Hope it’s usefull!!

P.S. – vamos continuar por mais algum tempo a falar de varroa, pois será o tema do ano, neste que é um ano com cria de zangão presente durante todo o verão e colmeias com o dobro da população normal para a época.

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Alterações climatéricas e apicultura!

Hoje, com a chegada do grande calor, estamos infelizmente a 24/48h de ver os noticiários de novo abertos com chamas e mais chamas.

Passou 1 ano, e talvez nem 25% do que deveria ter sido limpo o foi de facto e muito menos com o critério que uma boa política ambiental deve orientar.

Fruem assim medidas de caráter excepcional que se irão diluir com o passar dos anos em relação ao que em 2017 sucedeu.

Medidas de ordenamento sério e cadastramento de todas as terras…nada feito!

Já quanto à apicultura, ainda hoje falava na TV um meteorologista conhecido, explicando que as ondas de calor serão muito mais frequentes e intensas, e que no prazo de 25 anos poderão ser 5 a 7ºC mais elevadas que na atualidade.

Basta conhecermos o nosso território para compreendermos que um enxame mesmo forte passa muito muito mal com temperaturas acima de 40ºC, e no ano de 2017 com o pico de 47ºC de Junho tive várias caixas cujas alças, e mesmo ninhos derreteram, matando o enxame.

Portanto picos de temperatura superiores a 50ºC no interior irão muito provávelmente inviabilizar a atividade apícola em regiões inteiras do nosso interior, pois é altamente improvável que um enxame sobreviva a temperaturas da casa dos 55ºC.

Que alternativas temos, sabendo como é produtivo de bom mel o nosso interior, sempre e quando os enxames chegam à intensa e curta floração com força e vitalidade capazes de a aproveitar?!

Surge-me assim na mente que a única forma de poder continuar a contar com essas zonas no longo prazo, será a transumancia de todo o efetivo para juntinho ao mar durante os meses de grande calor, sobretudo na faixa a Norte de Sintra.

De todo me agrada a opção, mas vou-me cada vez mais mentalizando de que terei de ter parte da minha exploração a funcionar desta forma dentro de 10 anos, se quero poder continuar a crescer e atingir as 1000 caixas no médio prazo, sem abdicar do muito mais rico em mel interior.

Para tal fará necessáriamente falta o reconhevimento pela DGAV de apiários grandes e que sirvam de poiso temporário, onte todas as colmeias possam ser alimentadas, saneadas de parasitas e mantidas até às primeiras flores do interior aparecerem de novo.

Será económicamente válida a tese? de transumar 500 ou 1000 colmeias 2x por ano?

Um grande desafio!! Aberto às vossas opiniões e participação também..

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