Abelhas Raínha/Queen Bees/ Matka/ der Konigen/Regina Api

As raínhas são o centro das nossas colméias, são a alma que faz pulsar a colónia e, juntamente com o esperma nelas contido, são as indutoras de personalidade e capacidade das nossas obreiras.

Em Portugal a grande maioria dos apicultores presta muito pouca atenção a isto, tendo bastante mais atenção a práticas curativas do que preventivas e indutoras de melhoria no longo prazo.

Nos meus apiários o 2014 foi o primeiro ano de selecção que envolveu todas a colméias, e em que mesmo assim deixou bastante a desejar em muitos pontos. Mas em que foram já feitos avanços que agora estão evidentes na condição das colméias. Sobretudo nos apiários onde esta foi levada mais a rigor.

Mesmo entre colméias selecionadas as diferenças existem, sendo no entanto bem menores do que nas restantes (e que agora são poucas). Das ibéricas sobra pouco, mas as resistentes são abelhas que me surpreendem pela positiva, estando apenas em 2 apiários, mas estando a bater-se por merecer que algo delas seja aproveitado. Provávelmente Zangãos de 3 ou 4 colónias que são filhas das melhores 2as deste ano. A 14 morreu, mas tem duas irmãs que se arrancarem a par das outras amarelas serão equacionadas. Pena serem agressivas…

Mas o processo de selecção é um trabalho infinito, e daí eu estar a socorrer-me de abelhas em que este trabalho é feito desde tempos quase imemoriais, afim de que o possa usar como atalho para atingir resultados visíveis em poucos anos.

As diferenças saltam à vista, no temperamento, vitalidade, capacidade de postura e trabalho, asseio das colméias, fecundidade, odor das colméias, tipo de selagem do mel.

Faltam anos de trabalho pela frente, e resultados estabilizados só em 2016, já com todas as raínhas a serem fecundadas por zangãos puros com grau de certeza bastante elevado, e que permitam alguns ajustes mais pessoais através de escolha de linhagens pai que sobressaiam de entre as testadas.

Devagar constrói-se paulatimente algo que tem sempre de ser baseado em conhecimento e na aquisição de material genético apurado de forma regular. No conhecimento daquilo que é necessário para reforçar a vitalidade ao máximo, para poder aproveitar o clima que temos, e fazer as abelhas menos susceptíveis aos ventos e rigores do agreste.

Há que entender que preciso de abelhas capazes de voar com vento e frio, tal como de arrancarem bem na primavera, mas não sendo necessáriamente explosivas.

Vejo vantagens óbvias nas que pausaram postura por completo em 2 pequenos períodos de estio, pois quebraram os ciclos de reprodução à varroa. Quando cruzadas com os zangãos mestiços estão a mostrar colónias equilibradas e muito imunes ao frio, com abelhas muito duráveis e a arrancarem postura com este fluxo de inverno, tendo passado incólumes pelas chuvadas. Peso que em Janeiro terão 3 ou 4Q de cria a nascer…talvez mais. E mesmo com 2 ou 3 mil crias/Quadro, darão 10 000 amas que permitirão um turnover rápido, e se tudo for normal permitirão um Fevereiro perto de subir à 2a câmara de cria.

A estratégia de alimentação está a funcionar em todos os apiários, e pela primeira vez na minha vida prevejo uma cresta de inverno. Não uma mini-cresta, mas uma cresta a sério.

Quando vejo a evolução do meu maneio nos últimos anos, o que aprendi, o que mudei e o que ainda sinto ter de mudar no futuro, vejo claramente que nós “Portugueses” temos tanto espaço para melhorar, e que se deixarmos de ser teimosos e trocarmos essa teimosia por curiosidade e vontade de absorver conhecimento, poderemos atingir coisas que pensávamos não serem possíveis. Na minha zona nunca ninguém crestou no Outouno, nunca ninguém crestou no Inverno, mas também nunca ninguém ousou tentar, nem pensar se isso seria possível, ou pensar no que seria necessário para tornar isso numa realidade. Temos de deixar de ser desenrascados apenas e começarmos a ser organizados e mais metódicos e conhecedores.

Por outro lado aprendem-se coisas em lugares improváveis, adaptam-se à nossa realidade coisas de outras latitudes. Da Noruega ao Perú, da Austrália ao Canadá. Mas sobretudo um agradecimento muito especial a um Argentino que se tornou Kanguru, A um Americano sem medo de partilhar e debater com algém que tem idade para ser seu filho, e a alguns Europeus do centro e norte da nossa Europa que além de partilharem, me receberam tão bem e como um igual, nunca tendo deixado de manter contacto mesmo após o meu regresso.

 
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Sobre abelhasdoagreste

Jovem, apicultor apaixonado e que comercializa inovação apícola.
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16 respostas a Abelhas Raínha/Queen Bees/ Matka/ der Konigen/Regina Api

  1. Bernardino da Silva Gomez diz:

    Olá Afonso,
    Ao ler esta tua mensagem, fez-.me lembrar um frase que eu tenho habito de falar com muitos apicultores, eu sempre digo que em apicultura, dois mais dois nunca são quatro, porque, pelos anos que me lembro, nunca vi um igual. Hora pela meteorologia, ou por doenças , etc, etc.Não sei mas o irmão adam levou décadas para criar uma raça de abelhas, mas mesmo depois de tantos anos ainda não estão na perfeição, ele em pessoa o disse, que tinha tinha que ser aperfeiçoada mas já não seria no seu tempo, esperava que outros apicultores continuassem este seu sonho.
    As Abelhas são uma caixinha de surpresas, o que elas levaram milhões de anos a fazer nós não vamos mudar em meia dúzia.

  2. Bernardino, o meu trabalho não é mais do que procurar aproveitar esse trabalho já feito “em primeiro lugar” e depois se um dia puder, dar também eu o meu contributo.
    Escolher as potenciais reprodutoras é algo tão específico que tem de ser feito com cuidado. No entanto algumas características de maior herditabilidade podem fixar-se com 3 ou 4 anos de selecção. Outras menos herditáveis demoram uma década ou mais.
    Há pessoas que sabem muitíssimo mais do que eu sobre isto, e que há que aprender com eles, pois conseguem aliar características nas suas abelhas e sobretudo conseguem estabilizar essas características, que podem e devem ser aproveitadas por nós apicultores de producção.

  3. Bernardino da Silva Gomez diz:

    Afonso, tens toda a razão, o mal é que esses apicultores que sabem muito acabam por morrer sem divulgar tudo o que sabem.
    eu gostava de Seleccionar mais as nossas abelhas, mas o meu tempo é pouco, talvez quem sabe quando me reformar ah, ah. No entanto tenho as minhas ideias as quais vou tentar desenvolver e as quais já trabalho no terreno, quando tiver resultados comentarei.
    abraço Dino.

  4. Bernardino, há excepções felizmente. Mas muitos acham que de tudo se deve fazer segredo infelizmente. O que observo é que mesmo entre os mais experientes o conhecimento de maneio tradicional existe, mas maneio moderno e sobretudo entender a biologia da abelha é algo que muito poucos entendem aprofundadamente. E na parte de seleccionar, axam que não vale a pena, ou pura e simplesmente não se querem dar ao trabalho. Pois é muito mas muito mais fácil encontrar uma colméia cheia de células reais de enxameação em Maio e usá-las, o que resulta na proliferação desses genes, que no ano seguinte darão uma montanha de zangãos e perpetuam a baixa produtividade. Ando feliz com as abelhas, pois aparecem resultados bonitos.

  5. Eduardo Gomes diz:

    Olá Afonso
    Sempre que venho ao teu blogue fico mais bem disposto. É incrível a tua energia e a tua esperança!
    Eu neste momento estou a trabalhar nos bastidores para definir se vale a pena avançar com um projecto pessoal de introduzir linhas VSH, conhecidas por abelhas resistentes à varroa, num dos meus apiários. O trabalho de bastidores tem passado por fazer pesquisa, contactar criadores na Europa e EUA com estas linhas, participar nos fóruns americanos beesource e VSH breeders, contactar por mail vários especialistas europeus e americanos.

    Depois de muita informação já recolhida, junto de alguns dos maiores especialistas na área, cheguei a um impasse para o qual ainda ninguém me deu uma solução satisfatória: como controlar devidamente as zonas de fecundação ou de congregação de zângãos, para que as características VSH não se percam em parte nas F1 e na quase totalidade nas F2, quando estas novas gerações tiverem de acasalar em campo aberto com zângãos “rafeiros” das minhas ibéricas, ou de um outro apicultor ali na zona.

    Não procuro que tu me respondas a esta questão pois ela não é de fácil. Pergunto-te acerca daquilo que é o teu projecto: como esperas manter as tuas linhas estrangeiras relativamente puras, se um qualquer apicultor amanhã colocar na tua zona 50, 100, ou 200 colmeias da linha iberiensis? Como vais controlar os acasalamentos em campo aberto, sem recurso à inseminação artificial, das tuas rainhas estrangeiras?

    Se tens boas ideias acerca disso julgo que também me poderão ser úteis para continuar o meu projecto VSH no nosso cantinho aqui à beira-mar.

    Um grande abraço e a melhor das sortes para ti e para as tuas abelhas!
    Eduardo Gomes

    • Peço desculpa intrometer-me na vossa conversa 🙂 no entanto acho que havendo mais intervenientes, mais opiniões surgem e outras conclusões se podem tirar. Luto há alguns anos (mais precisamente, desde 2007) na seleção das minhas novas abelhas (colmeias) escolhendo com base em duas características: Higiene (Limpeza rápida e Boa propolização) e Agressividade (Menos…). A produção tem se revelado melhor no resultado destas escolhas. Nota: Não crio rainhas por opção… Deixo-vos a pergunta sobre algo que li aqui: “Porquê abandonar a linha iberiensis?”

    • Olá Eduardo,

      Ena, saudações por essa fantástica intenção. O meu apoio para ela!!
      Quanto a VSH é algo que podes adquirir em abelha Ibérica se quiseres. Há um projeto na cantábria que já tem excelentes resultados e podes falar com eles, e começar com raínhas deles.
      Raínhas VSH com genes demasiadamente acentuados de limpeza diminuem imenso a produtividade dos apiários de producção, pelo que as puras só servem para gerar filhas ou zangãos que cruzadas com outras linhas produtivas mantenham produtividade.
      Se quiseres manter a pureza, tens de arranjar um sítio minimamente isolado, e ou compras um par de raínhas anualmente, ou insemiinas uma dúzia delas, ou continuas a seleccionar de entre as tuas depois de inserires esses genes, aproveitando assim parte do que tens.
      As minhas espero manter puras tendo a zona saturada, e como esta zona não é muito interessante em termos apícolas, essa hipótese hesiste mas não é provável.
      Espero ter ajudado em algo! É sempre bom esta interessante e saudável discussão.

      Cristóvão, eu não desisti das Ibéricas. Ainda este ano me vão enviar 3 da galiza. Mas elas têm de se bater de igual para igual com as outras para terem futuro. Sobretudo a enxameação é algo que me causa muita apreensão, pois na minha zona durante a primavera é crítico que não enxameiem numa determinada altura, ou perco a minha chance de sustentar económicamente o meu projeto, visto a minha zona ser agreste.

      Abraço a todos, e desculpem a resposta tardia.

  6. joao paulo diz:

    bom dia

    pode-se encontrar informação sobre este tema na pagina buckfast Portugal,

    paulo monteiro

    • Eduardo Gomes diz:

      Boa tarde Paulo Monteiro
      Pelo que consigo ver no blogue a informação ainda está “fechada”. Não será possível abrir um pouco a porta? Obrigado!

  7. Eduardo Gomes diz:

    Afonso tens algum contacto do pessoal da Cantábria (e-mail, link, telefone,…)?

    Soube há pouca horas no beesource, atrás através de um colega espanhol, que as rainhas que estavam a ser melhoradas para o comportamento VSH na Universidade de Cordoba, Espanha, de há 6 anos a esta parte, foram roubadas juntamente com as colmeias. Fiquei desolado! Já os tinha contactado e tinha esperança que aí encontrasse resposta para iniciar este projecto com a cepa iberiensis.

    Os americanos dizem já ter linhas VSH mais equilibradas (boa resistência à varroa e boas produções). O Kefuss, o Juhani Lunden e o Erik Osterlund, na Europa, também afirmam o mesmo. Contudo como não acredito que para uma operação profissional seja financeiramente viável e fazível trabalhar em Portugal com uma cepa que não seja hiberiensis (opinião que é também a de um grande especialista americano em VSH Robert Danka com quem troquei e-mails) vou aguardar que me possas dizer mais alguma coisa acerca do pessoal da Cantábria.

    Julgo que o Paul Jungels tem algumas linhas buckfast com o traço VSH caso estejas interessado.
    Obrigado pela tua atenção. Um abraço!

    P.S.—No beesource já encontrei alguma informação com os detalhes da técnica “acasalamento ao luar” (estou tão cansado de escrever em inglês, que aportuguesei o nome da técnica). Fiquem descansados os organizadores do encontro que não serei eu a tornar público os detalhes da técnica : ).
    Eduardo Gomes

  8. joao paulo diz:

    muito bom dia

    eu não tenho qualquer participação na pagina buckfast Portugal, nem na organização do encontro, o qual respeito, claro, só o mencionei pelo tipo de fecundação, que parece dar mais algumas garantias de controle sobre o mesmo, mas como nunca fiz, não posso dizer sobre a sua eficácia.

    neste tema de fecundação e melhoramento da nossa abelha a minha convicção mantem-se passa por criar estações de acasalamento, encontro-me a trabalhar na Suíça, e aqui existe estações de acasalamento. buckfast, carnica, e no cantão em que eu estou é zona protegida da abelha negra, pois aqui também existe o dilema abelha nativa/ abelha importada, existindo duas estações de acasalamento de abelha negra,

    paulo monteiro

    • Eduardo Gomes diz:

      Olá Paulo
      Tinha ficado com a ideia que pertencias à organização do encontro. Fica esclarecido. Quero agradecer-te a referência ao blogue pois já me permitiu fazer mais algum caminho.

      Um estudo científico que me chegou às mãos entretanto aponta para uma taxa de sucesso de acasalamento com os zângãos desejados de 85%. Não vou dar as referências do estudo para não ser acusado de “sabotagem” ao encontro previsto onde esta técnica vai ser apresentada.
      A primeira impressão que me deixa é que é uma técnica muito eficaz mas que do ponto de vista logístico é exigente. O australiano que inventou a técnica é um criador profissional de rainhas, o que já nos diz qualquer coisa sobre o grau de mestria que esta técnica exige.

      A Suiça é o país dos relógios e da organização! Por aqui as coisas são um pouco diferentes como deves saber. Conheço mal a Suiça (estive no país uma vez apenas) mas a sua orografia parece-me que permite criar mais facilmente “ilhas” de congregação de zângãos no interior do país.
      Um abraço para ti e que tudo te corra bem!
      Eduardo Gomes

  9. joao paulo diz:

    boa tarde

    não, não faço parte, tenho pena de não ir, pois aprende-se sempre algo, conheço pessoalmente um apicultor que utiliza esta técnica, mas não posso falar em percentagens ou o método pois só
    falou o básico o tempo não dava para mais, mas também me interessei pelo assunto, e fiz algumas pesquisas e penso que existe pormenores importantes nesta técnica.

    sim tem razão o tipo de relevo ajuda um pouco, eu encontro-me em zona montanhosa, e onde existe as estações de acasalamento é em vales muito encaixados, mas na apicultora aqui também tem as suas crispações, entre apicultores, por exemplo num cantao vizinho foi criado uma estação e acasalamento de buckfast, tendo levado a protestos dos que defendem a abelha nativa, havendo casos mesmo vandalismo de instalações bem isto é um aparte que não tem a ver com o tema debatido, por isso peço desculpas ao sr Afonso pelo abuso

    Nos em Portugal vai ser sempre um tema conflituoso, mas penso que com um bom plano de seleção e melhoramento da nossa abelha com um consenso mais alargado possível mas a nível nacional é muito importante para a nossa abelha, e para a nossa apicultura, só tínhamos a ganhar, e acredito que existam pessoas apicultores muito competentes e com grandes conhecimentos que poderiam dar inicio a um projeto deste, digo inicio por isto é coisa para mais de uma geração, e se duvidas pudessem existir o irmão Adam mostrou que isso é possível, e como foi importante para ele a utilização de estações de acasalamento juntamente com a inseminação, nos também em algum momento teremos que passar por ai, isto claro é minha humilde opinião

    paulo monteiro

  10. Eduardo tens aqui algo que talvez gostes.
    http://www.desdelapiquera.com/2010/02/abeja-resistente-varroa-hay-algo-mas.html

    Vou ter de procurar nos meus contactos, mas prometo que vou debulhar os meus ficheiros desorganizados para encontrar o e-mail, pois ja troquei alguns e-mails com eles tempos atrás. No fim de semana vou ver se te consigo dar isso.

    As de Córdoba pelo que ouvi não eram nada de especial, pois houveram falhas graves no processo de escolha.

    O Paul Jungels conheci pessoalmente, e as abelhas que ele tem são originárias das do Sr. Guth, que têm reputação de ser as melhores que existem. Também conheci o Sr. Guth.
    Eu já tenho este ano matriarcas seleccionadas que ainda vou ver o que valem, mas que me parecem muito promissoras. Mas como tenho 10 de variadas linhagens posso escolher um pouco.
    Para originarem filhas F1 de producção quero-as hegiénicas mas não demasiadamente vincadas, pois aqui no Agreste a maioria dos zangãos das matas são-no muito. Só que também o são muito enxameadoras…e pouco produtivas.

    Estou tentado a experimentar as do Sr. Lunden, mas a origem Primorsky pode não resultar bem aqui, visto que estou super satizfeito com os fornecedores que elegi, e eles estão com um processo similar de selecção em curso, mas mais soft. São no entanto práticamente imunes ao nosema, e sobretudo super seleccionadas em algo que considero crítico aqui no meu clima, a Enxameação!
    Gostava de adquirir algumas da Buckfast Portugal, mas eu não me interesso pelos detalhes dos pedigrees, visto que sou um produtor de mel, polen (embora exigente, sou consumidor final dessas raínhas) e ele apenas se mostrou disponível para trocar genes através de troca de raínhas. Assim é-me mais prático virem de fora, ou do João Gomes (que tb estou contente com elas)

    As ibéricas de um amigo meu só levam 1 tratamento de fórmico por ano(4 anos), e algumas colméias desoperculam e prendem as varroas nos opérculos. Só que produtividade tb é pouca…
    Isto deu-se por eles serem desleixados, tratarem só uma vez no ano desde sempre, e as abelhas adaptaram-se a isto desde há 20 anos…

  11. Eduardo Gomes diz:

    Afonso desde já fica o meu agradecimento pela tua disponibilidade para me dares essa ajuda.

    Acerca da questão da enxameação, a minha experiência não tem sido tão negativa. Este ano que está a terminar, e sem ter números exactos, a enxameação, ou o seu início, ocorreu em cerca de 10% das minhas colmeias a produzir (cerca de 30).

    Não é novidade para ti que a enxameação, assim como outros comportamentos sociais que se passam dentro da colmeia, são activados/condicionados por três grandes tipos de factores: o local (fluxos nectaríferos e poliníferos, temperaturas, …); a genética (linhas maternas e linhas paternas); e o maneio (técnicas de acção e timings dos mesmos realizados pelo apicultor).

    O repto que te deixo é o seguinte: que técnicas de prevenção e controlo de enxameação tu utilizas?

    Fico esperançado que me dê boas novidades acerca do pessoal da Cantábria.
    O site que linkaste já o conheço há anos, mas obrigado na mesma. Não estou a ponderar seriamente esta hipótese porque, se entendi bem, a abelha autóctone e resistente à varroa não é a A. m. iberiensis. Por outro lado como utilizam os alvéolos pequenos não fica claro a origem da resistência.

    Um abraço,
    Eduardo Gomes

  12. Eduardo, envia-me o teu emai para te enviar alguma info. Envia para tedigoto@sapo.pt

    Obgdo

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