Phacélia e Trigo Sarraceno. Seara 2015!

Já está,

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Agora é esperar os resultados. O total semeado foi de 1,6ha e o custo total é de:

Semente phacélia 102Eur , Semente Trigo S. 12Eur, Adubo 124Eur, Trator 7h – 250Eur. Assim o total ronda os 500Eur.

Proveitos? – Em Julho veremos… Entre semente recolhida e mel espera-se que algo positivo dali saia.

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Para que seja positivo, há que retirar semente neste valor mais o valor da colheita pela debulhadeira, ou seja uns 700Eur. Espero assim pelo menos 150kg de semente de phacélia e 200 de Trigo Sarraceno, e visto que os 1,2ha de phacélia devem florir em conjunto com a silva e as robinias, ver um aumento de pelo menos 1a meia alça por colmeia relativamente ao histórico do apiário. Se isto acontecer, então sim, poderei expandir a àrea no próximo ano.

Ainda vou introduzir realeiras na 1a semana de Março, retirando a cada enxame forte a atual raínha, 1Q de reserva e 2Q de cria, deixando mínimo de 3Q de cria em cada uma. Espero que as novas monarcas entrem em postura a 20 de Março, e assim ter população em crescendo de campeiras desde o 25 de Abril. Se tudo correr como no papel, seriam apenas 3 maneios até ao verão, isto após ser verificada a postura das novas raínhas.

Mas como teoria e prática só são a mesma coisa no papel, e o potencial para correr mal é enorme, há que ver apenas no final o que acontecerá!!

Ficam as fotos…do antes, o durante e o depois!!

(já com andorinhas a chegarem)

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Sobre abelhasdoagreste

Jovem, apicultor apaixonado e que comercializa inovação apícola.
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38 respostas a Phacélia e Trigo Sarraceno. Seara 2015!

  1. Filipe Nunes diz:

    Boa noite, onde compra as sementes de Phacélia e Trigo Sarraceno? cumprimentos Filipe Nunes

  2. Bernardino da Silva Gomez diz:

    Bom dia Afonso,
    Ontem tive formação na nossa associação, com a eng. da sicolmeia.
    Ela apresentou, segundo diz um produto novo, com o nome de MAQS, acido fórmico (68,2 g).
    duas tiras por colmeia, referiu que as colmeias têm que ter ninho,mais alça ou sobre ninho, também devem ter muito gado (fortes). Eu estive com o produto na mão, mas no meu ponto de vista, acho muita quantidade por colmeia, sendo possível repetir após uma semana.
    Agora vou ser chato, pergunto.
    Já utilizaste este produto
    Se utilizaste qual o teu ponto de vista
    As quantidades não serão de mais
    Podia fazer mais perguntas, mas por agora só estas.
    Também tivemos uma palestra com o eng. da mafre, em relação ao seguro apícola
    Abraço Dino

    • Dino,
      Nunca usei, mas tenho excelentes referências do produto.
      A dose é exagerada para as nossas colmeias. 1a tira resolve muito bem o problema de um ninho lusitano sem meia alça logo após a cresta (85%/90% de kill rate). Deve-se usar com mínimo de 7Q de abelhas e durante o verão. Não danifica as abelhas mesmo com temperaturas superiores a 30ºC.
      Isto é o que me dizem da Califórnia!
      É caro, mas é idiot proof…eficaz, livre de resíduos.

      🙂

  3. Eduardo Gomes diz:

    Boa noite Dino e Afonso
    No beesource (fórum apícola norte-americano) há opiniões muito diversas acerca do MAQS por parte de quem já utilizou. O leque vai desde muito bom, porque muito eficaz dado que atinge a varroa operculada (mata o macho e impede a fecundação das varroas filhas), até muito má porque tem a fama de matar as rainhas. Não me parece que seja o alternativo mais utlizado, nem pouco mais ou menos. Enquanto os profissionais preferem o Apivar, os apicultores amadores, preferem o oxálico na forma vaporizada. Mais barato que o Apivar, não têm de abrir as colmeias, gostam de ver as varroas caídas nos tabuleiros logo no dia seguinte… típico do norte-americano apressado e do norte-americano que gosta de ver o inimigo rapidamente caído?!

  4. joao paulo diz:

    muito boa tarde

    também nunca tive contacto com este produto, mas depois de ler a folha de apresentação do produto da Qalian que parece ser o distribuidor em Portugal, assusta um pouco, desde logo o preocupação da temperatura pois referem em letras grandes que o não respeito pela temperatura pode causar efeitos muito negativos para a colonia, nos 3 primeiros dias as abelhas podem sair para o exterior da colmeia “enxameação temporária”, possível perda de ovos e crias jovens, e verificar sempre a presença da rainha um mês apos tratamento, volto a relembrar que estas informações retirei da folha de apresentação do produto, quanto ao resultado na aplicação do produto desconheço nunca utilizei

    paulo monteiro

  5. Bernardino da Silva Gomez diz:

    Boa tarde,
    Obrigado pessoal pelas informações
    Mal vi o produto, fiquei logo com duvidas.
    Mas a nossa eng, esta com vontade, de pedir este medicamento, digamos comparticipado, eu li um site inglês, em que fala de 6 libras por colmeia, de certeza que fica mais caro do que o apivar.
    Espero novidades da eng.
    Amigos, mais uma pergunta, já ouviram falar do seguro apícola, que ilações tiraram.
    Abraço Dino.

  6. Eduardo Gomes diz:

    Boa tarde Dino. Como o Paulo refere, lendo nas entrelinhas das medidas de precaução para a sua utilização, podemos antever o calcanhar de Aquiles do produto. Eu poderei vir a experimentar mas num número pequeno de colmeias e dentro de um ano ou dois depois de haver algum histórico dos resultados da sua aplicação no nosso país. Tenho ideia que foi referido no fórum do Fundão, onde foi apresentado, que vai ficar mais caro que o Apivar.

    O seguro custa a pagar mas é uma forma de dormir mais tranquilo. Eu estou a pensar seriamente fazer o seguro para um apiário mais exposto. Para além disso tem uma cobertura de responsabilidade civil acoplado, muito interessante para quem faz transumância. Se o valor de compensação por colmeia ardida ou roubada se mantiver nos 125 € (valor referido o ano passado) está um pouco abaixo do valor de mercado de uma colónia bem desenvolvida. Mas também é verdade que pagam o mesmo valor pelas mais fracas e pelas mais fortes, portanto de umas dá para as outras.

    Vamos ver se as abelhitas este ano produzem para pagar o seguro!

    • Bernardino da Silva Gomez diz:

      Eduardo.
      O valor a endemizar mantém os 125€ por colmeia, a cobertura de responsabilidade civil, para mim é adequada, o que me põem reticências são as franquias, não vejo problema, em que a companhia de seguros assumisse essas franquias, pois, o preso por colmeia para mim, esta um pouco elevado. imagina, se te roubam 1 colmeia, não tens direito receber nada, pois a franquia no mínimo são 125€.
      Hoje foi a Macedo de Cavaleiros, a feira do mel. Vim um pouco desiludido, pouca afluência, em temos de pessoal como em termos de expositores; de materiais e assessórios apícolas.
      Aproveitei para comprar um fato ventilado, pois no ano passado, passei as passas com o meu.
      Quanto ao tratamento, tenho que encontrar um para alternar com o amitraz. já tens algum em mente.
      Tenho conversado com alguns apicultores, uns dizem timól, sumo de limão, óleos, ácidos,
      outros dizem coisas, que nem lembram ao diabo.
      Bom Domingo.

  7. Eduardo Gomes diz:

    Ola Dino. Desconhecia a questão da franquia. Quase que é preferível que o ladrão leve o apiário todo, neste caso. Pois muito me surpreende a fraca adesão à Apiocasião. Teria ido não estivesse a minha mãe no hospital. O Paulo Russo deu alguma novidade interessante acerca de como lidar com a velutina?

    O fato ventilado julgo que não te vais arrepender. Quantos aos tratamentos alternativos também ando a procurar o que utilizar. Estou a tender para o Apiguard como tratamento de outono, a experimentar em 10 a 20 colmeias este ano. Neste link http://bibliotecavirtual.ranf.com/i18n/catalogo_imagenes/grupo.cmd?path=1001731 um estudo espanhol os alternativos analisado têm eficácias baixas (abaixo dos 90%). O mais baixo o ácido cítrico (sumo de limão) com 2,6% de eficácia média e o mais alto o oxálico com 75% de eficácia. O mais eficaz é o Apivar com 92%.

    Citando um post que hoje escrevi no fórum as-abelhas, fica claro porque pretendo eficácias muito altas, dado que pretendo continuar a tratar só duas vezes por ano:

    “No que respeita à varroa já se conhecem muitos números, mas parece-me que eles estão pouco divulgados. Nos cursos de apicultura dizem-nos que devemos tratar duas vezes por ano as colmeias, o que está correcto para a maioria dos casos, mas não nos explicam muitas das vezes a razão. E como não percebemos a razão alguns de nós facilitam, tratam só uma vez por ano, ou tratam tardiamente, quando os estragos já estão feitos, quando vêm muitas abelhas com asas deformadas… e depois já todos sabemos o resultado.

    Vou apresentar números e contas para todos percebermos melhor porque é necessário, em condições normais tratar duas vezes por anos as colmeias, e isto se o tratamento tiver uma eficácia próxima de 99%. Repito, o tratamento tem de ter uma eficácia próxima de 99%. Menos que esta eficácia a colónia corre um risco elevado de colapsar, ou em alternativa temos de tratar mais de 2 vezes.

    Vamos à contabilidade:
    — uma colónia com 40 000 abelhas tem aproximadamente 5000 varroas (número de varroas tolerada pela colónia antes de começarmos a ver abelhas com asas deformadas e abdómens mais pequenos);
    — se o tratamento tem 99% eficácia ficam 50 varroas vivas na colmeia após o tratamento;
    — ciclo de vida da varroa: 12 dias desde que a varroa mãe entra no operculo até que torne a sair com a descendência e mais ou menos 5 dias para reentrar novamente no opérculo para se reproduzir; temos um total 17 dias para o ciclo se completar;
    — em média o número de varroas multiplica-se por 2 por cada ciclo de 17 dias;
    — começando com a nossa colmeia tratada e com apenas 50 varroa temos a seguinte progressão: 50-100-200-400-800-1600-3200-6400 varroas ao fim de 8 ciclos de 17 dias (vejam que mais 17 dias fazia subir o número de varroas para cima das 12000). Percebemos melhor porque em 2 a 3 semanas uma colónia forte pode colapsar perante a varroa;
    — entre 5000 e 6000 varroas por colónia situa-se o limiar económico acima do qual a colónia está a perder potencial produtivo devido à varroa, correndo o risco de colapsar em poucas semanas;
    — 8 ciclos de 17 dias dá aproximadamente 4 meses.

    Em conclusão se queremos tratar apenas duas vezes por ano (2 meses com o tratamento e mais 4 meses sem o tratamento) devemos tratar com tratamentos que nos garantam eficácias superiores a 95% (um pouco menos que 99% será ainda eficaz porque há varroas que não se reproduzem, há desdobramentos que baixam a carga de varroas, há enxameação, há cortes de postura, há varroas que morrem naturalmente,…). Espero ter ajudado a olhar com maior temor para a varroa e contribuído para a sensibilização da necessidade de tratar, e tratar com produtos eficazes, a varroa.”

    Afonso nunca me cansarei de te agradecer esta oportunidade que nos dás de apresentar as nossas ideias. Se e quando criar o meu blogue terás oportunidade de te desforrar ;).

  8. Eduardo, este estudo é interessante e não o conhecia.
    Axo que lhe faltam dados, nomeadamente para os bio!
    O oxálico foi usado cedo demais para ser eficiente e de forma incorreta, o àcido cítrico que uso regularmente foi usado tarde demais e fora de época, e tb de uma forma incorreta e com temperatura inadequada.

    Estou a ter a experiência de ver dezenas de apicultores a usarem 3x/ano o amitraz em 2 aplicações espassadas 2 semanas por cada tratamento, e já vão no 3º ano desta loucura! Ou seja as varroas estarem presentes a ele 6X durante o ano, o que é uma pressão seletiva absurdamente alta. Continua a ser eficaz, mas li ontem mais um estudo que compara o ganho de resistência das varroas entre amitraz e fluvalinato. O fluvalinato cria resistência 150X mais depressa que o amitraz, mas o amitraz com este ritmo de utilização tb não vai ser eterno.
    Neste caso são tratamentos não homologados em cartão e vaselina, em que já tiveram de aumentar a dose(em 50%) pois estava a deixar de ser eficaz.

    Li ainda há dias outro sobre os resíduos, e no caso do Amitraz, a informação que partilhaste cobre a sua rápida degradação no mel foi confirmada não representando risco ao consumidor. Ao mesmo tempo que foi confirmada a sua acomulação nas ceras e tudo o que seja gordura a níveis muito muito altos. Ou seja, com a aplicação de 6 doses/ano como estão a fazer ali na zona centro, o potencial para ganho de resistência está a ser construído pelos apicultores.

    Eu próprio equaciono tratar 1x/ano a pleno inverno e apenas em anos de muita cria no inverno. Ou seja, no máximo 1 tratamento a cada ano, mas preferivelmente 1 tratamento espeçado vários anos entre si. De Março a Novembro os àcidos, as pausas de postura, o corte do zangão, nucleação e sobretudo o uso correcto destas técnicas em conjunto são muito eficazes. Apenas com frio e presença de cria (em conjunto) é que os bio estão limitados.

    Eduardo, esses dados são muito correctos, mas se compreendermos a biodinâmica do enxame podemos usar muito menos químicos.
    Pausas de postura, substituição de raínha são outras formas de quebrarmos o ciclo da varroa.
    A esses dados, podes adicionar os seguintes, que são a taxa de infertilidade das varroas e a presença/ausência de cria de zangão. Em ausência de cria de zangão a cada ciclo de 17 dias o aumento da varroa é ce cerca de 1,4X apenas, enquanto que com cria de zangão o ciclo se extende a 20 dias mas o aumento é de 3X. Isto não é um factor negligenciável, e o zangão é o factor mais importante, tal como a reinfestação (pode superar 100 varroas/dia).

    O caminho passa mais pelas do Kefuss e outros…na minha opinião! E regresso a 1 tratamento anual apenas…quando este dói mais à varroa e estamos limitados noutros.

    Abraço

    • Eduardo Gomes diz:

      “Eduardo, este estudo é interessante e não o conhecia.
      Axo que lhe faltam dados, nomeadamente para os bio!
      O oxálico foi usado cedo demais para ser eficiente e de forma incorreta, o àcido cítrico que uso regularmente foi usado tarde demais e fora de época, e tb de uma forma incorreta e com temperatura inadequada.”

      Boa noite Afonso
      Lindos mestreiros que conseguiste em Tomar.

      Estive a ler com toda a atenção as condições de aplicação do ácido oxálico no estudo que eu referi e não consegui descortinar nada de errado. O especialista és tu e por essa razão te pergunto onde estão os erros e em que outras condições eles deveriam ter usado o ácido, dado que referem que as colmeias estão sem criação?

      Quanto ao sumo de limão não vou perguntar nada a não ser qual é a base da tua crença que o sumo de limão é eficaz? Por enquanto só gosto do sumo de limão nas limonadas, especialmente as dos restaurantes new-hamburgology.

      • Eduardo, quanto ao oxálico eles além de repetirem tratamentos (errado) não esclarecem sobre a ausência/presença de cria selada. O oxálico ao contrário dos químicos convencionais ao final de 48h perde o efeito, logo a taxa de reinfestação pode ser importante via grupo controlo em caso de zangão presente. Temperatura, humidade e hora do dia da aplicação influenciam o sucesso.

        Quanto ao limão, 400varroas caídas num estrado sanitário limpo minutos antes de aplicar e em 24h parece-me um bom motivo para o usar (foi o que obtive em pleno verão quando testei). Deve ser usado acima de 20ºC. Um estudo Israelita demonstra 85% de eficássia sobre varroa forética, mas acredito que possa ter tido sorte…no entanto as abelhas demonstram imediatamente comportamento de grooming muito forte, exactamente igual ao que se verifica quando aplicamos o hive clean (que se custasse 3eur/garrafa seria fantástico).

        Tb gosto de limonada!! e há já aqui mais vizinhos a tratarem apenas e só com limão…e ainda têm abelhas.

        Volto a dizer, os bio entre Março e Novembro são tão bons ou melhores que os outros, e para quem tem pausa de postura em Dezembro então são um luxo. Infelizmente vivo numa zona que não me dá essa sorte das pausas de postura. Mas mesmo assim há 5 anos que tenho vindo a crescer, tendo nessa altura 8 colmeias apenas.
        Talves o facto de nunca ter tido direito a medicamento comparticipado me ajude nas escolhas…

        E não descarto ter de os usar num destes dias, mas até lá são “5 anos sóbrio!!”

        Sim, as realeiras ficaram bonitinhas…e se tivessem sido feitas ao solinho, talvez todas as 15 daquele quadro tivessem vingado. Mas 12 à chuva, não é nada mau.

  9. Eduardo Gomes diz:

    Bom dia Afonso
    A resistência da varroa aos orgânicos está na “constelação” de condições que devem estar reunidas para terem uma eficácia acima dos 90%. A resistência aos sintéticos surge, em vários casos, da aplicação descontrolada de formulações paralelas. As mesinhas caseiras, o acadrex, o klartan, e outros podem estar a hipotecar a utilização mais duradoura dos princípios activos e dos homologados. Já o referi uma vez e volto a referi-lo, a mais valia dos homologados não está nos princípios activos, está nos veículos difusores, nas tiras, a tecnologia é essa.

    Relativamente à acumulação do amitraz nas ceras se puderes manda-me o estudo p.f.
    A biodinâmica do enxame e das próprias varroas podem ajudar-nos (eu referi algumas e tu referes outras) mas não me parece que sejam suficientes para permitirem um só tratamento ano. A minha posição de princípio, neste caso, é pecar por excesso, não por defeito. Não nos podemos esquecer de algumas fábricas de varroas que alguns vizinhos mais desleixados, menos informados, seja o que for, vão deixando a “poluir” ao nosso redor. No nosso país menos que dois tratamentos ano parece-me uma utopia. Mas também digo que mais do que dois tratamentos ano, poderá trazer-nos problemas lá mais para diante, no futuro. A Suiça por exemplo só trata com orgânicos porque o Apistan e o Perezin deixaram de ser eficazes há uns anos atrás. Vamos ver se aprendemos algumas coisa com eles, para evitar os mesmos erros.

    E apesar desta minha abordagem cuidadosa perante a varroa vejo uma saída “sem tratamento” a médio/longo termo: abelhas resistentes/tolerantes à varroa, do Kefuss ou outros, que nos permitam não tratar, ou tratar apenas de dois em dois anos ou, como tu dizes, no máximo tratar uma vez por ano. Tu, eu e mais uns poucos estamos a começar a trilhar este caminho. Vamos a ver se ele nos leva aonde desejamos. Julgo que sim, que conseguiremos chegar onde outros já chegaram. Nós não temos nada a menos e eles não têm nada a mais. Um abraço para ti e um beijinho para a tua filhota ;).

  10. Bernardino da Silva Gomez diz:

    Boa Tarde pessoal,

    O Mestre.
    Em relação aos tratamentos , estou a lembrar do meu mestre, que infelizmente já cá não mora a muitos anos, ele tinha o habito de com o formigador aplicar três a quatro baforadas em cada colmeia, com um ramo de alecrim,” quando não havia ruda” , juntamente com folhas de eucalipto .
    Passado uns vinte minutos tirava a folha de papel que colocava pela entrada, e via-mos a quantidade de piolhos e outros bichos, que caiam.
    Ele realizava esta operação e repetia passado dez dias. então eu com os meus doze anos perguntava, sr. José como é, que funciona este tratamento , ele dizia que este fumo fazia as abelhas inchar, e por este motivo os bichos caiam. Nunca levei isto a serio. mas a experiência dele era grande, pois o trabalho dele na Argentina, e depois mais tarde no Brasil era a apicultura.
    Grande mestre, aprendi muito com ele. Que Deus o tenho em eterno descanso.
    Abraço

  11. Eduardo Gomes diz:

    Exactamente Dino, nunca nos esquecemos dos nossos Mestres. E sempre com muita saudade!

    Afonso este estudo recente (2013) http://projectapism.org/wp-content/uploads/2013/06/Final-Report_Pettis-341.pdf, conduzido nos EUA, julgo que para a homologação do Apivar naquele país, conclui que resíduos de amitraz e seus metabolitos eram inexistentes no mel, quando a colmeia era tratada com a dose protocolar. Com a dose protocolar e relativamente à cera a quantidade máxima encontrada foi 460 ppb (= 0,46 mg/litro). O LD 50 estudado para o amitraz foi feito com ratos (estão sempre a apanhar com estas coisas os coitaditos) e o valores mais baixos são de 553 mg/kg (in http://www.biosecurity.govt.nz/pests-diseases/animals/varroa/paper/varroa-treatment-options.htm#6). Vale o que vale, mas foi aonde eu cheguei. Não tirei nem acrescentei nada para além do que está nos documentos. Não conheço o LD 50 do amitraz para as abelhas, portanto não consigo acrescentar mais nada acerca deste aspecto.

    Digo no entanto o seguinte, sem querer cortar a palavra a ninguém: para mim não é suficiente dizer que este ou aquele tratamento deixa resíduos para eu condenar o mesmo. É preciso fazer todo o restante trabalho de casa e cruzar informações de vários documentos. Só esta análise bem feita e completa nos pode assegurar se os resíduos são gravosos para a saúde de quem quer que seja, a começar nos consumidores, passando pelas abelhas e a acabar nos ácaros (nestes não há que ter pena deles, não é verdade… uma boa varroa é uma varroa morta).

    No que respeita aos erros cometidos com a sobredosagem dos princípios activos no combate à varroa o mal já começou há uns anos e temo que nos venha a acontecer o mesmo que aconteceu noutros países da europa central, onde certos tratamentos deixaram de ser eficazes. Não me surpreende nada que quem já tratou com supona, seja por que razão for, não encontre agora nenhum homologado suficientemente eficaz. Só rezo que esses apicultores tenham as suas colmeias bem longe das minhas. Por enquanto as varroas das minhas colmeias ainda são das moles. Tenho-as tratado bem e com suavidade, sem ser à martelada. Daqui em diante pretendo continuar assim mas o futuro… a Deus pertence.

    • Eduardo Gomes diz:

      “Trials were carried out in autumn 2001 on homogeneous honeybee colonies of Apis mellifera naturally infected with V. destructor. The colonies did not receive acaricide treatment in the eight months prior to the study. Ninety Langstroth hives adapted for mite collection were used (Higes et al.,1999). No brood was present at the moment of the assays.”

      Esta citação retirada do estudo refere claramente que não há criação no momento do ensaio ( No brood was present at the moment of the assays) e os ensaios foram realizados no final do Outono e primeira quinzena de Novembro, numa localidade a 700 m de altitude chamada Guadalajara. Realizaram dois dribles e não só um. Não compreendo porque é que este aspecto retira eficácia ao tratamento, à morte das varroas? Se tivessem feito só um drible a eficácia teria sido ainda mais baixa na minha opinião. Teriam morrido menos varroas, não? Referes a cria de zângão nas colmeias de controlo mas os ensaios foram realizados em colmeias homogéneas (Trials were carried out in autumn 2001 on homogeneous honeybee colonies) portanto nenhuma delas tinha criação de zângão. E no final de Outubro no interior de Espanha. com aquele vento espanhol bem frio, não me surpreende. Então este aspecto, o de poder haver colmeias vizinhas com zângãos também influencia a eficácia do tratamento. Sim estou a compreender. Como a eficácia do oxálico só se mantém por 48h, qualquer cria operculada que nasça fora dessas 48h pode trazer varroas que já não são apanhadas pelo tratamento. Criação de zângão pior ainda, porque em vez de 2 varroas são 3 ou 4 a nascerem de cada vez. Aqui em Coimbra tenho criação de zângão praticamente todo o ano. Não tenho recordação de ver as abelhas a matar os zângãos em Coimbra, mas pode ser que esteja enganado e que nos meses de Junho a Agosto em que praticamente abandono as poucas colmeias que ficam em Coimbra, isso possa acontecer.

      “Temperatura, humidade e hora do dia da aplicação influenciam o sucesso.” são palavras tuas. Eu dise: “A resistência da varroa aos orgânicos está na “constelação” de condições que devem estar reunidas para terem uma eficácia acima dos 90%.” Nisto estamos de acordo. É preciso que os deuses estejam todos a nosso favor para que o oxálico seja eficaz acima dos 90%. Não pretendo que alguém deixe de tratar com o oxálico. Não, não tenho nenhuma agenda ideológica. Eu próprio irei experimentar. Pretendo apenas esclarecer alguns pequenos grandes detalhes. De facto a humidade no ar parece condicionar a eficácia do oxálico segundo um estudo que li recentemente, não sei se alguma vez já o tinhas referido?

      Relativamente ao sumo de limão pode ser que as tuas colmeias estejam sem criação no verão (Junho/Julho) mas se eu tivesse 400 varroas caídas em 24 horas ficava a olhar para trás a perguntar-me o que tinha feito mal. Nas minhas colmeias nessa altura do ano, 90% da varroa está na criação operculada. Supondo que a eficácia do limão é 50% temos 800 varroas foréticas (400×2) e cerca de 5600 dentro operculos (os 90%). No total cerca de 6400 varroa. Antes de finais de Agosto início de Setembro Agosto não posso tratar, porque tenho mel em cima das colmeias e as temperaturas são muito altas. Desde inicio de Julho até finais de Agosto teria mais 4 ciclos de varroa. Com a varroa a duplicar os seus números por cada 30 dias teria cerca de 18 000 varroas em finais de Agosto. Nem quero imaginar!!

      De qualquer maneira vou utilizar o sumo de limão e o açucar em pó polvilhado para avaliar a eficácia do tratamento de Apivar no final das 8 semanas. Vou fazer um teste acelerado de queda de varroa, como recomenda o Randy Oliver.

  12. Eduardo,

    Sim, quanto às colmeias estarem sem cria, estás correcto, está lá.
    O Oxálico não deve ser repetido devido aos efeitos de longo prazo sobre as abelhas que podem diminuir bastante a sua longevidade e influenciar negativamente o arranque primaveril.

    O factor de reinfestação não é de forma alguma negligenciável, há dados de que em Dezembro pode superar 20 varroas/dia com picos de 100 ou mais em caso de outras colmeias a colapsarem na zona. Daí eu axar que a eficássia para o oxálico deve ser avaliada 72h após o tratamento único e não semanas depois.

    No verão temos sempre 30 a 35% de varroa no estado forético. Afinal elas necessitam de 6 ou 7 dias em estado forético até reentrarem noutra célula.
    Acreditando no Israelita e na minha avaliação, matei umas 400 de um total de 1500 que existiam na colmeia. Juntamente com o corte de zangão elimina-se boa parte das foréticas e uns 60% das não foréticas. A prova disso é que as minhas abelhas ainda estão vivas, ou já não restaria nenhuma pelas tuas contas. O equilíbrio entre parasita e hospedeiro é neste caso muito recente e fácil de desequilibrar.

    Para o açúcar em pó dar resultados válidos, este tem de estar bem seco e a humidade relativa do ar ser baixa.

    Quanto ao oxálico, aplicado ao final da tarde parece ser mais eficiente (todas as abelhas recolhidas), e sendo a maior quantidade deitada sobre as abelhas dos quadros centrais, visto que em amas o rácio de varr/abelha é bastante superior. Ou seja, é no centro do ninho que estão as amas e que a varroa se esconde por preferir humidade constante e temperatura mais homogénia ao longo do dia!! Ou seja, há aqui uma data de variáveis que a serem bem compreendidas nos podem ajudar a ter mais sucesso.

    Os àcidos causam também imensa infertilidade nas varroas, algo que é negligenciado em práticamente todos os estudos. Sobretudo com o fórmico isto ocorre imenso!
    No caso do limão, e com o aumento do grooming, elas danificam bastantes varroas, que nao morrem logo.
    Com os químicos sintéticos a infertilidade das varroas tb ocorre.

    Eduardo, não estou a inventar nada, pois se o tivesse não teria abelhas vivas (nenhumas). E visto que estou a trabalhar com várias raças, isto prova não ser um fenómeno de abelhas locais resistentes.
    Sim, durante boa parte do ano tenho mais varroas que outrosapicultores. Sim, todos os anos tenho tido algumas colmeias que colapsam (o ano passado umas 5). Mas isso é o preço que pago pelas minhas escolhas.
    Também felizmente que tenho desenvolvido métodos de recuperar desses acidentes, e que colmeias a que isto ocorra possam estar em forma de novo 2 meses depois. Este ano as minhas baixas de inverno estão abaixo dos 15% que defini como limite, e tendo em conta o inverno primaveril, encaro agora como grande sucesso.

    Quando falas em varroas ainda serem soft, pensa a seguinte hipótese. Tu tratas como deves, mas 1 varroa resistente em 40% entra no teu apiário via zangão de outro apicultor que aplicou 20 ciclos consecutivos do mesmo produto. Faz 4 ciclos reprodutivos antes de tratares. São agora 20. Entretanto tratas, matas 95% no geral, mas apenas 60% dessas 20. Sobram 4, passam 8 ciclos e são 1000, voltas a tratar, matas 95% das restantes mas 60% destas…tens 400 resistentes!, ou seja, em menos de 2 anos o apiário está tomado pelas resistentes. Cada vez que tratamos estamos a escolher o “Rambo” e o “Exterminator”. Como apicultor fizémos tudo “bem”, mas apenas ao 4º ciclo desse químico na realidade aquela genética de varroa leva já 24 pressões selectivas iguais. Daí eu achar que químicos só em caso de necessidade!!, e que no interior eles são obsoletos e desnecessários. Apenas fazem sentido no litoral e no máximo de 1a aplicação anual de inverno.

    A forma de as combater é via abelhas tolerantes(tipo as do Kefuss), sem dúvida que o é! E só podemos conhecer isso se dentro das nossas colmeias houver população de varroas suficiente para serem apreciáveis as diferenças entre as raínhas ou usando o Bond test (ou similar).

    Supondo que o Amitraz, por via destes usos incorretos se torna inútil. Neste momento que princípio activo resta?
    O fluvalinato deixou de ser opção, a supona todos sabemos como é carcinogénica, o timol “apilifevar” tem muito má fama, o coumaphos tb nao é opção…neste momento é o amitraz que segura a apicultura portuguesa no geral, e maioritáriamente via formulações alternativas e mal aplicadas.

    Isto é apenas a minha opinião e o retrato que faço entre o que é a realidade e o que entendo que deveria ser o futuro e o presente.

    😉 gosto destes nossos debates.

  13. Esqueci-me de mencionar que 6 anos atrás vi em Setúbal colmeias tratadas com timol a colapsarem, 30% do apiário colapsado. Isto sugere na minha opinião que o timol, embora ainda não provado, está a ganhar resistentes.
    Vi colmeias tratadas com fluvalinato homologado em Out de 2013 a colapsarem em Fev de 2014 em Rio Maior.
    Vejo em Tomar que a aplicação de Amitraz é feita já 3X/ano(2x/aplicação) e que a dose foi reforçada em 50% (isto sugere algo preocupante)
    Vejo que na Raia alentejana o ApilifeVar deixou profissionais com 85% de caixas vazias
    A Supona segue a entrar por portas e travessas…nao faço ideia de onde vem, mas aparece e esta não tem qualquer defesa de nenhum ponto de vista.
    O Coumaphos, sabe-se o que faz a abelhas e o que gera em metabólitos quando se une aos residuis de fluvalinato.
    Esqueci-me de algum?!

    Pelo que vejo as minhas limonadas não devem ser assim tão más.

    É verdade que demoram mais tempo, que requerem mais dedicação, que envolvem entender a abelha e a varroa, que obrigam a teste pós tratamento obrigatório. Mas isso faz parte de se ser profissional (estou a tentar sê-lo). E não tenho comparticipação de nada…daí ser-me bastante lucrativo a imaginação.

  14. Bernardino da Silva Gomez diz:

    Olá Afonso e Eduardo,
    Este debate esta muito Construtivo, com muitas explicações e provas. O pior para mim, é que estou a ficar confuso, pois queria arranjar um tratamento para alternar com o amitraz .Mas por esta ordem de ideias, não consigo ver algum que se adapte a minha zona.
    Quase todos, só funcionam se não houver criação ou quase nula, outros se as temperaturas forem altas não podem ser utilizados. etc. etc. Situação inversa na minha região.
    O tratamento que queria realizar seria em Junho, ao retirar o mel já tratava, pois é a altura em que as minhas colmeias estão muito fortes, e de certeza com varroa . porque fiz o ultimo tratamento em Novembro, embora eu esteja atento durante os meses seguintes, só costumo fazer em Junho.
    Haverá algum produto que me aconselhem.
    Se não causar transtorno. Um bem Haja.
    Abraço.

  15. Eduardo Gomes diz:

    “O oxálico foi usado cedo demais para ser eficiente e de forma incorreta,” cito as tuas palavras Afonso. Chegamos agora à conclusão que não foi usado cedo demais. Mais ainda, a aplicação dupla, intervalada por 15 dias, garantiu apenas uma média de 75% de varroas mortas. Se fosse aplicada apenas uma vez julgo que é legítimo pensar que a eficácia seria mais baixa ainda. Finalmente este é o único estudo que eu conheço com a abelha ibérica. Torna mais credíveis e transferíveis os resultados para a nossa realidade portuguesa. Com esta eficácia média o tratamento seguinte deve ser feito num período relativamente curto.

    Relativamente ao verão (lembro que começa a 21 de Junho e termina a 22/23 de Setembro), falamos de que altura do verão? As minhas colmeias da Beira se tivessem 400 varroas caídas no tabuleiro no dia 21 de Junho (daria cerca de 7000 varroas na colmeia) e estaria de mãos atadas porque tenho 400 colmeias com uma média de 2 meias-alças de mel de rosmaninho em cima e temperaturas muito elevadas cá fora. Pergunto qual é o tratamento que garanta cerca de 4 meses (de meados de Abril a meados de Agosto) com níveis de varroa relativamente baixos? Apenas os tratamentos com cerca de 90% de eficácia. Quais são os que eu conheço? Apivar e Apistan. Será sou dos poucos com sorte não só do Apivar ser eficaz mas também o Apistan? Julgo que não, as técnicas da minha Associação de apicultores dizem-me que os associados não se têm queixado em geral nem de um nem do outro.

    Afonso eu nunca coloquei em causa a tua palavra. Quando muito tenho corrigido a tua leitura e interpretação de certos estudos que tu e eu temos analisado. A tua realidade só tu a conheces e confio no relato que dela fazes.

    Agora com toda a frontalidade há uma coisa que francamente me incomoda: o lobby orgânico apela ao medo, ao temor dos apicultores para vender a sua ideologia, o seu produto. E são dois os medos que tentam instilar e dois os fantasmas que querem criar: o fantasma dos resíduos e o fantasma das resistências às substãncias activas. Acerca dos resíduos ver http://esa.ipb.pt/cia2014/images/apr/BenoitSiefert.pdf (a base destes diapositivos foi o estudo americano que eu referi e estão correctos). Este estudo rigorosíssimo conclui: o Apivar não deixa resíduos no mel. Repito, o Apivar não deixa resíduos no mel.
    Acerca das resistências, ou melhor, da falta de resistência ver novamente diapositivos acerca das avalições feitas em França. Já indiquei também um estudo polaco, país que utiliza o amitraz há cerca de 30 anos, e que refere uma média de 92% de eficácia das tiras de Apivar.

    Sei então 3 coisas sólidas como a rocha: o Apivar não deixa resíduos no mel; o Apivar é um tratamento que quando devidamente aplicado não tende a gerar resistências; o Apivar permite-me tratar apenas duas vezes por ano, com intervalos entre tratamentos de cerca de 6 meses (mas vou fazendo contagens, para controlar se tudo está a correr como previsto).

    Os casos que referes acerca do aumento de dose do amitraz julgo que sabes tão bem como eu porque é que isso acontece. Cartão roído passados 3 a 4 dias… (não digo mais nada, para bom entendedor… ). A apresentação que eu referi atrás também fala sobre isto. Por falar em casos fala-se que na zona de Aveiro há apicultores um bocado atrapalhados com a varroa depois de terem tratado com oxálico. Será resistência ao oxálico?

    A tua limonada vou fazer o teste e depois te direi. O teste é fácil: quando tirar o Apivar dentro de cerca de um mês, vou avaliar a eficácia do mesmo como já te contei, com açucar em pó umas colmeias, com sumo de limão outras e a contraprova será um “sugar roll”. Vou poder ver qual dos dois me dá resultados mais convergentes com o “sugar roll”. Um limão espremido sobre um ninho bem composto de abelhas (8 a 10 quadros de abelhas) é suficiente não é?
    Um abraço!

  16. Dino e Eduardo, nisto dos tratamentos eu e o Eduardo não temos pontos de vista semelhantes. A única coisa certa é que apesar das nossas diferenças ambos mantemos as abelhas vivas e de saúde.

    Dino, o que eu te aconselho, visto seres do Litoral é;
    Pela cresta usa todas as abelhas das alças(cada 2 meias alças fazem 1 núcleo), os 2Q com mais cria selada que tenhas no ninho 1Q de reservas de mel. Mete esses quadros com as abelhas das alças dentro de 1 nucleo, um alvéolo real e 1 alimentador com liquido (num apiario só de nucleos para eles nao espalharem varroa nos dias seguintes). O ninho que sobra com raínha e 7Q de cria maioritáriamente aberta levam 40ml de oxálico a 3,2% (56/60g de oxal 96% puro numa garrafa de 1,5lt, depois enches 2/3 com àgua morna e terminas de a encher com açúcar – shake shake) ao caír da noite ou em alternativa meio tratamento de MAQS(apenas 1 almofada tb ao caír da noite) e muito importante (1 saco de fondant sobre o óculo). Mesmo a correr mal tiras 80% das varroas da colmeia, fazes uma carrada de núcleos e pela tágueda terás o ninho novamente cheio.
    O núcleo leva 14 a 17 dias mais tarde 20ml de oxálico a 3,2% ao caír da noite, coincidindo com a nova raínha ter cria aberta apenas, deve ficar limpo tb!

    Desvantagens é que terás de ter núcleos disponíveis, gastar um bom dinheiro em alimentação e invernar esses núcleos irá requerer mais comida.
    Vantagens é que terás uma pazada de núcleos fortes como bombas e tudo raínhas novinhas bem fecundadas na primavera seguinte.

    Se quiseres, fazes então pelo outono o teu tratamento de confiança.

  17. Bernardino da Silva Gomez diz:

    Boa tarde Afonso,
    Para começar muito obrigado pelo tratamento que me aconselhastes, e agradeço novamente porque não são todos que têm pachorra para me aturar.
    Em relação aos núcleos não há problema pois tenho mais de setenta núcleos , e se necessitar de mais, tenho um amigo que me empresta nem que sejam duzentos.
    Mas eu não quero aumentar muito o meu efectivo, como já referi aqui, este ano não quero passar das cem colmeias, mais ainda porque estou, a apostar como também já referi aqui, na selecção e no maneio,
    Como sabes também quero experimentar as mestras do sr kefuss, e o tempo não dá para tudo.
    E que tal um dia destes irmos almoçar juntos eu, tu e o Eduardo.
    Abraço

  18. Bernardino da Silva Gomez diz:

    O MESTRE
    Ontem estive a ver uns vídeos de apicultura, e reparei neste.

    Que confirma o que referi aqui a pouco tempo, Embora seja um vídeo um pouco virtual, dá razão ao meu mestre.
    E caso par dizer, alem de mestre era um sábio

  19. Eduardo Gomes diz:

    Olá Dino e restantes companheiros
    Neste link do Reino Unido surge um quadro sumário na pg 26 sobre vários tratamentos, alguns que nós temos por cá: https://www.google.pt/webhp?sourceid=chrome-instant&ion=1&espv=2&ie=UTF-8#q=managing%20varroa%20fera

    Dino a minha experiência com tratamentos é limitada. Só utilizei, nestes 6 anos que levo de apicultura, dois tipos de tratamentos, o Apivar maioritariamente e o Apistan algumas vezes. Eu conto continuar a fazer o mesmo nos próximos anos. Em princípio vou experimentar o Apiguard em algumas colmeias este ano como tratamento de final de verão.

    Acerca do Apivar vejam este blogue por favor: http://www.desdelapiquera.com/2015/02/apitraz-y-checkmiteproblemas-y-mas.html
    e depois este https://drive.google.com/file/d/0BzxaKmhm7xTpNldnd00yb3VtTjg/view

    Se interpretei bem concluo para mim: tratar com amitraz só com Apivar. O segredo como já disse antes não está só no amitraz, está e muito na composição das tiras. As tiras concorrentes perdem muito mais rapidamente a quantidade de amitraz, cerca de 130 grs. em sete meses. E esses 130 grs. fazem toda a diferença. Relativamente ao invento dos espanhois, o Apitraz, o texto diz tudo. Quando se tenta melhorar o que já é quase perfeito nem sempre as coisas correm bem. Finalmente noto que este bloguista espanhol, que nem pouco mais ou menos segue uma filosofia convencional (é um homem com simpatias pelos orgânicos), diz acerca do Apivar que é um tratamento com bons resultados ao nível da eficácia.

    Relativamente à proposta do Afonso, está bem concebida. É imaginativa e muitos apicultores amadores americanos utilizam esta estratégia para recuperar os efectivos das perdas invernais (que são na ordem dos 40%). Em Portugal nem todos desejam aumentar para o dobro o seu efectivo. Para estes talvez o quadro da pg. 26 possa ajudar.

    Dino apesar de ter colmeias no litoral, os meus objectivos e zona são diferentes. Eu não tenho meias-alças nas minhas colmeias e estou a trabalhá-las para a produção de núcleos. Coloquei o Apivar em finais de Janeiro. O meu calendário de tratamentos é muito diferente do teu. Se não desejas utilizar um sintético, não te consigo sugerir nada em particular. Sugiro apenas que estejas atento. Se há anos de varroa, este parece-me ser um deles. Boa sorte.

  20. Nelson Real diz:

    Bom dia,
    relativamente à facelia e trigo sarraceno, quais foram as operações de sementeira? lavrou, passou só grade discos… e também qual o espaçamento e profundidade de sementeira?

    Muito obrigado desde já,

  21. Diogo diz:

    Olá! O meu nome é Diogo Amorim sou padeiro e ando à procura de fornecedores de trigo sarraceno nacional. Gostava de saber como correram as suas colheitas e se aproveitou o grão.

    Cumprimentos,

    Diogo

    • Oi Diogo,
      É um orgulho enorme se voltar a haver pão desse! E se fores de perto, tens aqui cliente.

      A produtividade em chão de barro foi fraca. Ele requer àgua ou uma variedade local que não encontro. Caso volte a experimentar, semearei mais tarde em fim de março apenas, pois cresce melhor com àgua e já boas temperaturas.

      A Casa Galrão na Malveira tem…mas penso ser importado!

      • Diogo diz:

        Olá!
        O objectivo era mesmo encontrar algum fornecedor de trigo sarraceno produzido em Portugal. A quantidade que necessito é a que houver disponível, sendo que dificilmente consumirei mais de 1 tonelada anual.

        Cumprimentos,

        Diogo Amorim

  22. Marco Marques diz:

    Olá Afonso,
    Como correu a sementeira de facélia?
    Chegou a nascer? A produção de néctar, foi boa? E a semente?
    Tenho interesse em semear na minha quinta na primavera!
    Obrigado,

  23. Adriano Agostinho diz:

    Boas,

    Qual é a sua zona, pergunto isto para analisar o clima.

    Sou da Zona de Santarém e quero fazer uma sementeira de facélia para as abelhas mas tenho “medo” que não desenvolva.

    Obrigado

    • Perto de Arruda dos Vinhos,

      phacélia, se em terreno menos argiloso e com algumas regas…aí talvez! No barro não se dão bem!
      Trigo sarraceno com regas cada 2 ou 3 dias sim,
      Coentros sim!!

      • Adriano Agostinho diz:

        Ok muito obrigado. O meu penso que não é muito argiloso, devo testar para ver o que dá.

        Da sua experiência que sementeiras quais são mais viáveis? Tenho um terreno com 5000m2 todo vedado e tenho outros ao lado que no total fazem cerca de 10000m2.
        Obrigado

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