Agora é com elas…

Foram dias intensos e que terminam apenas amanhã.

Mas está terminada a 1a dose de núcleos da temporada.

As realeiras não foram suficientes, e houve que partir alguns à moda antiga.

De notar que ainda não terminei com as ibéricas. Mas que com esta ronda de fecundações deixo de ter ibéricas no seu estado original. “A Buckfast é daqui em diante a genética dominante da zona”.

O estado das colmeias é deveras animador, com as buckfast um pouco atrasadas em relação às ibéricas (em termos de população), mas com bastante mais postura e vontade de subir a alças e puxar cera.

Nas Ibéricas e híbridas F2 ou Fn as células reais com ovos eram bastante frequentes. Nas matriarcas e nas F1, nenhuma mostra sinais de sequer tentar, apesar de muitas estarem bloqueadas com pólen. Há imenso néctar no campo, e as mais fortes, em que o fórmico trabalhou bem apesar do frio, estão com 2as meias alças repletas de gado e a encher vertiginosamente.

Agora é com elas e com o S. Pedro, decidirem se as fecundações vão ser boas. E não será por falta de zangãos!! A ver se está bom tempo, para que 1000 zangãos possam caír do céu após fecundarem as princesas…

Dentro de 1 mês, assim hajam núcleos livres, e voltarei a nova carga de desdobramentos. Ou seja, há que iniciar preparativos de 2 novas criadeiras já dentro de 1a semana e meia…Como é bom este lufa lufa do ciclo positivo!!

Agora é tempo de ir semear uma milena de girassóis de 2 raças diferentes, que darão bom pólen no final de Junho, e farão voar os núcleos dessa altura, que aí vão fecundar, longe das impiedosas andorinhas.

Depois de feitas as contas das percas totais de inverno, ficou em 16,4%. Embora os núcleos feitos entretanto (de inverno) caso fossem contabilizados dariam bem menos. Assim, considero que o objetivo de percas de 15% foi conseguido.

Próximo passo é antigir os 220 enxames. E se tudo correr como deve, talvez chegue lá sem ter de sacrificar toda a producção de mel e pólen. Pena que tal necessidade não me permita renovar o plantel de raínhas como desejo, e uniformizar os apiários como é objetivo de futuro, com cada apiário a ser constituido apenas por irmãs do mesmo pick. Como era bonito que apesar de tanta pressão a dividir enxames as abelhas me presenteassem com 5 bidons de mel!! Basta que chova uma noite no virar do mês e depois um dia inteiro pelo 25 de Abril. Será este o ano que desejo? Para já promete! Sangunho, fruteiras, pilriteiros, tojo, miosporos…uma FESTA!!

Nenhum enxame silvestre que conheço sobreviveu à Montanha de varroa deste inverno. Mesmo tendo eu resultados que me alegram, não gostei de ver 1 par de colmeias em cada apiário a passarem mal com a reinfestação das varroas. No caso do apiário mais afetado (da periferia e sobretudo de maior % genética Ibérica) está em franca recuperação. Nesse caso as percas foram de 30% e que me influenciou decisivamente nas percas totais serem de 16,4%…não fosse esse, e teriam sido bem abaixo de 10%. Isto levou-me a repensar o maneio, e a adotar um modus operandi diferente para os próximos Invernos.

Quanto aos núcleos que anunciei alguns meses atrás, os primeiros 25 devem seguir para Norte dentro de poucas semanas. A tempo de eu poder cumprir a palavra dada e entregar antes do prazo com que me comprometi. Algo que também me alegra bastante, pois para mim a palavra dada vale o mesmo que um contrato assinado, algo que orgulhosamente guardo como ensinamento e que espero saber transmitir a próxima geração da família!

Assim anda o Agreste…Feliz e cansado!!

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Sobre abelhasdoagreste

Jovem, apicultor apaixonado e que comercializa inovação apícola.
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7 respostas a Agora é com elas…

  1. ELÍSIO diz:

    Olá Afonso,

    espero que tenha sorte nessas fecundações dos desdobramentos que fez , o tempo por agora vais agradável apesar de alguma chuva prevista para a semana , aqui para o centro ,penso que as condições climatéricas são aceitáveis.

    Desejo que apanhe esse “bicho” ao mais breve , pois mexer no que é nosso é desagradável , aquilo que tanto nos custa , material , tempo , dedicação , enfim aquilo que tanto estimamos e tanto tempo nos leva.

    Penso que nos desdobramentos que faz coloca alvéolos reais . Permita-me 3 perguntas.

    (Este ano resolvi criar as minhas primeiras rainhas , das 10 larvas do translarve puxaram 7 , nada mau para quem começa !) (Agora quero dividir mas… )

    – Quantos dias têm os alvéolos reais , quando forma o núcleo e o coloca ?
    – No núcleo (se por azar) levar algum ovo em algum quadro há possibilidade de insucesso?
    – Coloca 1 ou 2 alvéolos ?

    Cumprimentos,
    Abraço,

    Elísio M.

    • Olá Elísio,

      Após a célula estar formada, e desde que leve protetor, pode inserir. Mas os profissionais fazem-no no 10º dia pós pick.
      O núcleo feito leva 2Q de cria em todos os estados.
      Caso o alvéolo falhe, elas terão as suas células que entretanto iniciaram. Mas 90% não falham. Coloquei só 1 pois tinha poucos (so tinha uns 30 pois numa das criadeiras cometi um erro).
      O que acontece é que a raínha do alvéolo nasce e se tudo for ok com ela, entao as abelhas nao permitem que os alvéolos que tentam formar sigam adiante.
      Deve é fazer os núcleos algumas horas antes de introduzir alvéolo ou se possível na véspera.

  2. Elísio diz:

    Olá Afonso,
    Obrigado
    sendo assim amanhã é dia de trabalho extra.

    aquele abraço
    Cumprimentos,
    Elísio

  3. Eduardo Gomes diz:

    Olá Afonso
    Tenho uma dúvida: se o protector for colocado antes do 10º dia após o picking a futura rainha será bem aquecida pelas abelhas? Obrigado.

  4. Oi Eduardo. De facto não sei dar uma resposta cabal a isso. O plástico é um péssimo condutor térmico, como a cravo na zona de cria aberta, tem sempre amas…mas mas…não sei mais do que isto.
    Como vão as abelhas?
    Aqui estão boas, apesar de eu as andar a partir sempre que possível. Sonho que em junho no armazém só fiquem as paletes e algumas meias alças. Vamos ver se é possível!?!

  5. Eduardo Gomes diz:

    Creio ter lido que antes do 10º dia pós picking não se deve colocar o protector pela razão em questão: as abelhas não conseguem aquecer suficientemente a futura rainha, acabando por morrer ainda dentro do casulo. Não tenho experiência nesta situação, e dava-me muito jeito que assim não fosse. Se algum dos companheiros que acompanha o teu blogue já passou por esta experiência, seria bem vinda uma informação em primeira mão.

    As minhas abelhas não me dão descanso. De há 15 dias para cá é de 2ª feira a domingo. Todos os dias passo horas nos apiários a “arrefecer” umas e a “aquecer” outras. Às vezes até de noite, porque o sistema de vigilância tem dado alguns falsos alarmes. Tenho de os colocar noutra posição porque assim não há quem aguente.

    Bom trabalho Afonso, há que malhar no ferro enquanto ele está quente.

    • Elísio M. diz:

      De facto esta minha primeira experiência na criação de rainhas correu-me bastante mal , serviu para tirar lições para o futro nos erros cometidos.
      Apesar da colmeia inicializadora , no meu ponto de vista, estar bastante forte , das 10 larvas do translarve apenas aceitaram 7 , destas , apenas 4 tinham tamanho aceitavel tendo ignorado as restantes 3 .
      Estas 4 deram para formar 4 núcleos que criei com 24 h de antecedência , coloquei os respectivos 5 quadros em todas as suas fases , alimento e polen , a célula dentro da protecção junto á criação aberta , tudo isto no 10º dia após o picking. Quando coloquei os alvéolos , reparei, como é evidente que as abelhas já estavam a começar a puxar os seus mestreiros.

      Após uma semana abri os núcleos e reparei que os alvéolos introduzidos foram simplesmente ignorados , tendo as abelhas dado preferência aos seus ovos e puxaram mestreiros , cerca de 3 , 4 em cada núcleo , estranho é que aconteceu nos 4 nucleos , abri as células introduzidas e a rainha estava morta. Leva-me a concluir , e como diz o Afonso , o plastico é mau condutor térmico.

      Na minha modesta opinião , mas respeito quem sabe muito mais do que eu , pois não passo de um aprendiz que não sabe praticamente nada, esta experiência leva-me a concluir que talvez com a introdução das células 2 ou 3 dias mais tarde a coisa corre-se diferente . Reconheço que as condições climatéricas poderão ter influenciado , e bastante todo este processo , pois houve alguma instabilidade a nivel das temperaturas , noites de 5º , dias que não passaram dos 12º.

      Nem tudo está perdido , pois os alveolos (3- 4 por nucleo) estão já selados e se tudo correr bem as futuras rainhas nascerão lá para dia 29 – 30 do corrente mês. São chamadas rainhas de “emergência” , por experiência do ano passado , desdobramento tradicional , correu bastante bem e com rainhas de qualidade , agora espero que suceda de igual forma pois quero calmamente aumentar o meu efetivo , com a melhor qualidade possivel.

      Da próxima ronda , meados de abril , vou tentar de novo.

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