Oferta Formativa

Esta não sou eu que dou, mas será dada pelo Pedro Mendonça em Chãos/Alcobertas/Rio Maior

Sanidade Apícola (1)

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Sobre abelhasdoagreste

Jovem, apicultor apaixonado e que comercializa inovação apícola.
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14 respostas a Oferta Formativa

  1. Verissimo diz:

    Boa noite Sr Afonso, sou leitor do seu Blog, a fotografia que mostra o curso de sanidade apicoia emTerra Chã é um quadro a dença do giz,
    Encontrei este fim de semana uma colmeia com esta doença. Solicito que me de uma dica para combater esta doença.
    Obrigado.

    • Veríssimo,

      É por isso que a Loque Americana é completamente ignorada pela maioria dos apicultores! Além da cria de giz (Ascosferiose), este quadro parece muito afetado por Loque…muito mesmo! Células afundadas por todo o lado, muco viscoso em vários locais visível.

      Se o que tem é apenas ascoesferiose, remova os quadros afetados, coloque cera estampada, alimente e na 1a chance meta uma nova raínha na colmeia.

      🙂

  2. Eduardo Gomes diz:

    Afonso tens toda a razão em alertar que o que o quadro da foto tem de mais medonho são muitos operculos com Loque Americana. Neste caso devemos comunicar à DGAV, como sabemos. O apiário fica de quarentena, as colmeias infectadas são identificadas para abate sanitário. Quem se encarrega de fazer o abate? Os técnicos da DGAV como deveria ser? As compensações financeiras preconizadas nestes casos chegam às mãos do apicultor?

  3. Eduardo, quanto à declaração à DGAV não posso estar de acordo. O motivo é simples; O apicultor se sabe identificar a Loque A. saberá lidar com ela. Ou seja, o problema das Loques é o crescente número de apicultores que não as sabem identificar à nascença (antes de criar esporos). Nos cursos de formação, levo por vezes quadros de LA e LE para eles verem, mas a maioria 90% ou mais não identifica nenhuma das duas a não ser que a colmeia esteja em fase terminal (no último curso levei 1Q que tinha 6 células apenas afetadas e ninguém identificou)
    O que vou dizer pode chocar muita gente “A Loque Americana Tem Cura” se identificada a tempo e feito um procedimento específico (só divulgo nos cursos para profissionais afim de que não o apliquem mal).
    Na minha opinião o abate sanitário cego é uma “estupidez enorme”. Ou seja, quem veria as suas colmeias queimadas seria o apicultor consciente. Provávelmente o foco que estaria num silvestre, num cortiço ou num apicultor que tem 5 colmeias não registadas e que seria ignorado. Enquanto o apicultor que tudo fez bem, voltaria a instalar belhas e no ano seguinte o problema regressaria.

    O que fazer?

    1 – Identificar qual a fase em que se encontra a LA
    2 – Identificar o ciclo do ano e estado de nodrizas do enxame
    3 – Eliminar o enxame ou quando possível usar o método que falo nos cursos
    4 – Manter por 90 dias vigilância quinzenal ou mensal ao ninho de todas as colmeias do apiário
    5 – O Material infetado deve ser raspado, passado a maçarico até chamuscar, ceras devem arder e não para derreter. Luvas e fato imediatamente lavadas, espátula passada a maçarico.

    Há zonas em que é mais prevalente, e na minha zona é raro o ano em que não deteto 1a colmeia com loque. Junto à minha cooperativa é raro o ano em que não aparecem 10…
    Se lá fosse a DGAV depois de queimar tudo no raio de 3km de cada foco…nao ficava nenhuma colmeia.

    O maior problema é que os apicultores detetam isto com a colmeia completamente moribunda, já pilhada e depois de entrar na fase esporo…há pouco a fazer.

  4. Bernardino da Silva Gomez diz:

    Olá Afonso.
    O que referes é tudo verdade. Mas, se eu te dizer que todas as colmeias têm esporos de loque, vais me dizer que é mentira, mas tenho a certeza que sim, embora na maioria das colmeias ela não, desarrolhe, em algumas colmeias mais fracas sim. mais uma vez, com o rastilho da varroa.
    Para mim quase todas as doenças detectadas aqui em portugal, têm a haver com a varroa, outras com alimentação, Mas isto são assuntos para debater pessoalmente.

  5. Dino o que dizes é correcto! Há lá esporos em quase todas.

  6. Eduardo Gomes diz:

    Olá Afonso, Dino e companheiros
    Julgo que não consegui passar a ironia que pretendia passar com a minha afirmação. O que eu escrevi é o que está no papel, no livro, nas regras. Não é a minha opinião, letra a letra. As minhas questões pretenderam dizer que o rei vai nú. Julgo que a DGAV não tem capacidade para lidar com a loque americana (LA) fora dos seus gabinetes. Se assim é, se a DGAV é inapta no terreno como levar estas as regras a sério? Pergunto se DGAV tem técnicos, meios, e até vontade de ir ao campo fazer o abate sanitário das colmeias ou se encarrega o apicultor de o fazer? Julgo que é a segunda opção a realista. Se estiver errado corrijam-me. Não será então como ir ao hospital e sermos nós próprios a por o gesso no braço que acabámos de partir?

    Se as colmeias têm em regra esporos da loque como afirma o Dino, sim também penso que sim. É preciso um certa convergência de fenómenos relativamente rara para que a forma esporular da bactéria evolua para a sua fase vegetativa na fase em que a larva é susceptível.

    Quanto à afirmação do Afonso que defende que o apicultor que é capaz de identificar a loque é capaz de tratá-la, pode ser verdade em alguns casos, mas é demasiado optimista. Nem sempre. A técnica do enxame nú nem sempre é eficaz. Pode estar a faltar-me alguma informação mas para lidar com a LA só conheço 4 abordagens: o fogo; a irradiação, o enxame nú, os medicamentos (terramicina, tylan e outros). Destes só o fogo e a irradiação dão garantias elevadas de contenção do foco, mas implicam a eliminação dos enxames. Em Portugal julgo que não é viável a irradiação, resta-nos o fogo.

    Queimar de forma cega é um disparate como abordagem, como defende o Afonso. Queimar colmeias assintomáticas, que até poderão ser de uma linhagem resistente à LA, só porque estão num determinado raio onde surgiu um ou outro caso de LA é uma tolice. Não tenho a certeza que seja essa a conduta da DGAV nestes casos, mas já nada me admira. Dito isto, digo o fogo é a solução mais eficaz a curto-termo para lidar com colmeias que manifestem sintomas. A longo-termo é a selecção de linhas higiénicas, como fez Marla Spivack e outros, a abordagem a seguir. Só a minha opinião. Um abraço!

  7. Eduardo, concordo com quase tudo.
    O que acontece é que o esporo necessita de estar concentrado (6 esporos é o mínimo que infeta a larva) para que apareça loque sintomática.
    O enxame a nú é o que me refiro, precisa de um procedimento próprio para ser eficaz! Ou seja, é preciso compreender a biologia da loque e da abelha (até agora 100% eficiente comigo) nas 2x que tive de fazer.
    O que ouvi das entidades é que “tudo queimado” é o procedimento (nem conhecem as alternativas, e eu é que sou estúpido por axar que a LA tem cura).

    O que já presenciei tb foi um apicultor a medicar (retira sintomas) e depois vender os enxames!! Isto aconteceu alguns anos atrás quando andava a aprender trabalhando para outros de borla afim de aprender…aprende-se o que fazer, e com outros “o que não fazer”, mas foi excelente para abrir os olhos e ver que por cada apicultor honesto há outro desonesto. E assim fazer o meu projeto com abelhas minhas a 100%

    As abelhas da Marla podem ser muito boas em hegiene…mas o protocolo que ela tem com o Olivarez desvirtua tudo, ao ter Carnies e Lingústicas a fecundar no mesmo apiário. Dali resultando cárnicas amarelas e lingústicas negras…lol

  8. Bernardino da Silva Gomez diz:

    Olá Afonso e Eduardo,
    Afonso Tens toda a razão em dizer que a LA, tem tratamento. eu confirmo. O ano passado tive duas colmeias com loque, mas desta vez resolvi não queimar. Pus o enxame a nu, e mais uns pozinhos, resultado estão com três alças de mel.
    E se resolvesse de forma radical, nem abelhas, material e mel.
    estes indevidos da DGAV, devem ter comissão com os vendedores de material apicula. Estou a brincar!
    Temos que nos encontrar , temos imensos temas que tratar, e muito pano para mangas.
    Abraço

  9. Vou em Maio ao Norte Dino. Dava para combinarmos um jantar no meu regresso de Paredes. O Eduardo podia encontrar-se connosco.
    Eu trato assim, mas sem pozinhos…elas têm é de cumprir a quarentena, e levam com nova mestra mal eu possa para que a susceptibilidade nao origine descendência (embora tenha certeza que foi por pilharem os silvestres).

    Mas quase me cortaram o escalpe por dizer estas coisas em frente de mestres apicultores!!

    Abraço 😉

  10. Pedro Mendonça diz:

    Já agora, para o diálogo ter mais participantes, relativamente a Loques, uma vez que “salvar” colónias com sintomas é algo que muito poucos apicultores sabem como e acarreta mais riscos de insucesso com consequências gravosas para todo o apiário e não só, o indicado é e parece-me que será sempre aconselhar a queimar os quadros e passar a fogo as caixas…o básico. Mais simples, rápido e eficaz…o que a maioria dos apicultores é capaz de fazer sem grandes problemas. O básico, o simples, sempre foi o que quase todos fizeram. Veja-se que testar % de varroa é desconhecido para a maioria, tratamentos para a varroa, só pousando placas de amitraz e companhia e deixá-los lá o resto da vida (do apicultor, não das abelhas). Felizmente as coisas estão a mudar. A informação corre o mundo mais rapidamente graças à internet e cada vez há mais apicultores e futuros apicultores que dominam as formas de obter informação.
    Como contributo para a forma de combate à loque, posso dar o exemplo dos nuestros hermanos profissionais.
    Em Espanha, grandes apicultores ja começam a preferir salvar as colónias do que queimá-las. É mais rentável arriscar salvá-las do que queimar, pois o tratamento já tem dado bons resultados. Pelos testes feitos em campo, o extrato de casca de toranja (já à venda em alguns pontos de Espanha) tem tido sucesso em tratar a loque. Não disfarça os sintomas como fazem os antibióticos. Por cá esta informação tem chegado a conta-gotas e estranhamento não a vejo a ser difundida nem discutida…talvez quando surgir um produto homologado já se fale no tema. Até lá, a varroa continuará a ser o centro da atenções (e muito bem pois até está na origem do desenvolvimento de muitas outras doenças, entre as quais, as loques).
    É um tema que gostava de ver discutido mais a sério especialmente por entidades que deveriam existir para isso mesmo (DGAV, FNAP) e que têm o poder de disseminar informação e promover estudos bem feitos adequados à realidade do nosso país. Até porque existem zonas do país com grande incidência desta doença…seria interessante tentar saber o porquê disso. Genética mais suscetível em certas zonas do país? Muitos anos consecutivos de uso da mesma substância ativa contra a varroa que terá efeito também na diminuição da defesa natural contra a loque? Puro azar?

    Cumprimentos,
    Pedro Mendonça

  11. Muitas coisas bem ditas Pedro…mas ninguém nos ouve…ou porque nao querem…ou não sei!!
    Não axo que seja sorte Pedo. Deve ter que ver com fatores genéticos, ambientais, hegiene no maneio, vizinhança…tudo junto.

  12. Eduardo Gomes diz:

    Amigos Dino e Afonso
    Vamos ver se conseguimos encontrar disponibilidade para o jantar. Maio é um mês em que passo muitos dias na Beira Alta, mas pode ser que tudo se conjugue.

    Pedro alguma informação acerca de estudos e testes experimentais no tratamento da LA pelos espanhóis já me passou pela frente. Na altura não guardei essa informação. Se tiveres um link que possas fornecer agradeço-te.
    Abraços caros companheiros!

  13. Pedro Mendonça diz:

    Olá Eduardo,

    Links não tenho guardados. Só googlando com paciência e tempo.
    Mas, em campo, o próprio António Pajuelo tem feito testes em grandes apiários de apicultores profissionais e tem gostado dos resultados.

    Cumprimentos,
    Pedro Mendonça

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