Notícias

Faz algum tempo que não tenho um intervalo para escrever um pouco no blog. Mas é hoje!

A semana foi passada na Lousã, a dar formação, na sede da Lousamel, onde tenho sido sempre bem acolhido. Um grupo de apicultores e outros que se iniciam e cujo interesse pela atividade vai crescendo à medida que a formação avança.

Por lá choveu que se fartou, tanto na 4a como na 5a…mas ao regressar, mal passei a Serra D’Aire, tudo mudou…e parece que aqui pelo Agreste pousou o pó e pouco mais.

A tágueda está agora a pico, heras e Nespreiras a começarem… e onde quer que se olhe há sempre uma mancha amarela à vista.

As abelhas deliciam-se e aumentam a àrea de cria. Mas os apiários estão longe de estarem uniformes e as reservas de mel estão perigosamente baixas devido à seca que se continua a fazer sentir nesta zona. Esta manhã fui aferir das realeiras, e fiquei muito feliz por 75% das larvas terem sido aceites. Amanhã é dia dos últimos núcleos! Será ao que tudo indica impossível de atingir os 300…e deve falhar por uma dezena de unidades, sobretudo devido a algumas falhas nas fecundações que o verão tem trazido. Tomara já conseguir estabilizar efectivo para poder dar o próximo salto qualitativo na producção de núcleos…estamos a 1 ano de distância…e por mais que se acelere…parece sempre longe!

Já na Lousã, pude observar pela primeira vez as Vespas Velutinas, a apenas 3km da cidade, bem junto ao rio Ceira. Estão imparáveis!…

D Alemanha chega-me o relato de já terem também sido avistadas e de toda a França estar a ser por elas conquistada. A pergunta que fica é? Quando irá aparecer o Cavalo de Tróia de que precisamos?

Outra coisa que observei, foi que de Tomar até Lousã, as serras parecem apenas e só um gigantesco eucaliptal, as bordas dos ribeiros a serem completamente tomadas de assalto pelas mimosas, quando deveriam ter salgueiros…e a biodiversidade a desaparecer! Mais um deserto verde…é uma tristeza ver um país transformado apenas em vinhas, eucaliptos e oliveiras…dá a ideia que não há mais àrvores sem ser isto ou as super invasivas mimosas que nada produzem, excepto madeira de má qualidade.

Desculpem a falta de fotos…mas brevemente elas aparecerão!

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Sobre abelhasdoagreste

Jovem, apicultor apaixonado e que comercializa inovação apícola.
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13 respostas a Notícias

  1. Antonio oliveira lopes diz:

    cada um colhe o que semeia,e a interesse próprio, não é isso que o Afonso faz? de certeza não semearão rosmaninho para as suas abelhas pastarem hehehehehe
    Cumprimentos

  2. Boa noite.
    Quando coloquei as minhas primeiras colmeias foi junto a uma área de cerca de 3 ha de mimosas resultado de mel quase nulo. Decidi limpar o referido terreno e colocar um pomar de maça e entre as carreiras bastante rosmaninho por conselho de um apilcultor que se pode chamar por isso.
    Resultado de tal intervenção as minhas primeiras 6 colmeias em 15 dias com o rosmaninho uma meia alça cada competamente lotada de mel.
    Isto para dizer que eu julgava que a mimosa floria como o eucalipto…
    Mas na minha opinião o mais surpreente e a Silva dá gosto ver as abelhas trabalhar.

  3. Eduardo diz:

    Boa noite! A uns dias o sr. Afonso disse que este ano as abelhas ñ ligavam as eras! Eu acho que ligam, mas acho elas têm medo, pk hj reparei k as vespas cabro patrulham as eras com o intuito de atacar as nossas abelhas

  4. Pois talvez Eduardo!
    Aqui não há vespas dessas e após os chuviscos da semana passada, elas finalmente começaram a trabalhar a hera.
    Mas de momento andam com mais interesse nos figos que estão doces e na tágueda a recolherem pólen.

  5. Eduardo diz:

    Aqui no norte, vejo muitas, e por vezes ja as vi a apanharem abelhas nas colmeias! Por aki tb se vêm vespas mamute, mas essas ñ atacam as abelhas!

  6. Eduardo Gomes diz:

    Boa noite Afonso e restantes companheiros
    Ouvi da boca de um amigo apicultor que no norte já se utiliza com grande eficácia o “cavalo de troia” no combate às velutina com resultados muito satisfatórios. Se alguém do norte ler este meu comentário poderá dar uma achega com mais conhecimento da matéria. Diz-se que já foi avistada nos arredores de Coimbra, mas pessoalmente ainda não avistei nenhuma.

    Fico admirado que para os teus lados as crabro não deem sinal de vida.
    Boa caça às velutinas!

    • Eduardo diz:

      Eu sou do norte e nunca vi uma velutina! Eu coloquei armadilhas feitas com garrafas mas ñ apanhei nada

    • Pois Eduardo, falei com eles…mas os resultados são mistos. Não sei até que ponto funcionou!? Ao se apanhar uma vintena de vespas e usar o cavalo de tróia, diria que passado um par de semanas não deveriam restar ninhos nas imediações…o certo é que continuam…daí não estar tão certo da eficássia do que até agora foi testado.

  7. Eduardo Gomes diz:

    Tenho uma visão diferente acerca do assunto e de como avaliar a eficácia. O objectivo primeiro da utilização do “cavalo de troia” por parte de um determinado apicultor é reduzir a pressão predadora das velutinas sobre o seu apiário. Reduzir a pressão predadora é fundamental para que as abelhas nesta altura do ano possam sair tranquilamente das colmeias para fazerem a recolha do pólen tão necessário à criação de abelhas de inverno saudáveis.

    Se o “cavalo de troia” reduzir significativamente esta pressão predadora das velutinas o objectivo primeiro do apicultor foi alcançado e a medida foi eficaz.

    Contudo se o objectivo é eliminar todos os ninhos nas imediações então o resultado poderá ser muito menos eficaz. Porquê? Os entomologistas dizem-nos que a velutina é muito territorial. Creio que alguns alguns chegam a afirmar que um apiário determinado só é atacado por vespas de um só ninho. Podemos dizer que aquele apiário é daquela família de velutinas. Conhecendo a forma de actuar do “cavalo de troia” facilmente se conclui que só um ninho irá ser eliminado com a utilização do “cavalo de troia” : o da família que preda aquele apiário específico. Todos os restantes ninhos na zona se manterão activos, mas em princípio a predarem outros apiários.

    Outra razão que poderá estar na base destes resultados mistos poderá ser a diferente qualidade do produto utilizado e do veículo utilizado para fazer chegar o produto às velutinas e ao seu ninho. Como esta estratégia é ilegal (infelizmente, na minha opinião) os produtos são cozinhados nas cozinhas de cada um e seguramente uns serão devidamente acondimentados e outros não.

    Estou também a pensar que não deixa de ser uma ironia dois apicultores que não meteram ainda as mãos na massa (tu e eu), que ainda não tiveram necessidade de matar uma única velutina, sejam eles a dinamizar esta conversa sobre a estratégia “cavalo de troia”.

    O facto de ser ilegal, poderá deixar alguns desconfortáveis de relatarem na primeira pessoa o que estão a fazer. Se assim for também há uma estratégia para dar a volta à questão. Comecem a história dizendo que um amigo de um amigo utilizou o “cavalo de troia” desta e daquela maneira e que os resultados foram estes e aqueles. É só uma sugestão para desinibir. Esperto que resulte, porque aqui para baixo, mais ao centro e ao sul, todos temos muito a aprender acerca da velutina convosco mais a norte.

  8. Eduardo G. – Na territorialidade concordo em parte, pois têm sido descobertos ninhos a menos de 200m de outros. Daí ser fácil um apiário estar sob ataque de 3 ninhos na minha opinião. A territorialidade de uma espécie tende a diminuir com a abundância de comida, isto ocorre em quase todo o meio Natural.
    Eduardo – O cavalo de tróia é o envenenamento de campeiras e sua libertação ao anoitecer. Elas entram no ninho antes de morrerem e deixam lá o veneno.
    Isto estudava-se bem com um ninho cujo acesso fosse bom, e experimentando diversos produtos em vespas marcadas.

    Tenho um amigo de um amigo que sugeriu a colocação de 1/6 de uma pastilha de fostoxin colada ao tórax! 😉 se ela entra…passado 1a hora não há mais ninho!

    Teorias apenas…e infelizmente dentro de 2 a 3 anos penso que terei de as enfrentar aki tb.

  9. eusebio diz:

    boa tarde estive a ler os vossos comentários sobre essa praga aqui na zona de Aveiro mais propiamente são João da madeira desde 2009 que ando a limpar ninhos e quase todos em chaminés caixas de estores de casas abitadas qualquer caso relacionado com abelhas aqui na zona sou contactado pelos bombeiros de s João da madeira para lá ir limpar já tirei um ninho numa varanda dum apartamento que estava desocupado que estava dentro de um saco desportivo completamente cheio de favos de criação para quem nunca viu os favos são feitos de um material que parece papel seco em círculos mas estas limpezas tem os dias contados no dia 21 / 9/ 2015 fui contactado pelos bombeiros para fazer mais uma limpeza numa chaminé desloquei me á casa em questão e sempre é no final do dia porque tenho o meu trabalho deparei-me que estava de mau aceso e era demorado combinei com o homem para fazer o trabalho no sábado para meu espanto na quarta feira sou contactado pelos bombeiros a perguntarem se já tinha limpado o ninho eu respondi que estava marcado para sábado então a resposta ficava sem enfeito até segunda ordem por a proteção civil está a tomar caso destes problemas resumindo e concluindo fui contactado pelo homem porque não compareci e tive que lhe dizer que não podia limpar porque a proteção civil não deixa e fica o homem com a aquela praga dentro de casa que nem pode ligar o esquentador porque coando liga o calor vai para cima elas vem para baixo e andam dentro da cozinha eu tive que andar a tapar o saco da chaminé com um cartão para que a mulher pudesse cozinhar e até quando esto se vai resolver até lá as minhas abelhas e as dos vizinhos é que vão engordar a quele ninho e eu de braços atados porque esses senhores da proteção cívil dizem que é de entre-se público quando eu lhe tinha dado público que elas merece

  10. Eduardo Gomes diz:

    É caso para dizer que cavalos de troia há muitos : ). O cavalo de troia que os franceses e outros estão a utilizar é feito com um isco proteico (carne ou peixe) que é misturado com um produto chamado fipronil. Este isco tóxico de acção lenta é colocado no apiário e atrai as velutinas que o ingerem e levam para o ninho. As larvas e adultos ao serem alimentadas com esta dieta tóxica morrem.

    As vantagens que vejo em relação à técnica do Afonso é não necessitarmos de apanhar velutinas e /ou colar-lhes no dorso o produto químico. Por outro lado o fosfotoxin não é referenciado, que eu conheça pelo menos, no combate aos vespões, já o fipronil está referenciado e testado (nomeadamente no Chile) como sendo muito eficaz neste combate. Ver neste link http://www.parlamento.euskadi.net/irud/10/00/010176.pdf diapositivos 10 a 12 onde está referenciado uma investigação espanhola que está a utilizar iscos com fipronil.

    Voltando à questão da territorialidade, podemos ter ninhos de veluitna próximos uns dos outros e simultaneamente elas não competirem umas com as outras nos territórios de caça. Do ponto de vista evolutivo esta será a solução mais inteligente para evitar competição e lutas entre indivíduos da mesma espécie. E as velutinas são conhecidas pela sua inteligência adaptativa (ver sua propagação na Coreia onde estão a conquistar território às mandarinas e outros vespões locais). Quando encontrar o documento que julgo ter lido a este respeito deixarei a sua referência para todos os que seguem este blogue.

    Mais uma vez apelo aos que estão a utilizar o fipronil ou outra estratégia do tipo cavalo de troia para divulgarem as suas impressões. Obrigado ao Afonso por introduzir este tema verdadeiramente importante e a todos os que têm participado nele. O caso que o Eusébio relata é bastante esclarecedor do tipo de (de)ajuda que podemos ter das autoridades oficiais nesta campanha contra as velutinas. A informação e a troca de conhecimentos e experiências são a melhor arma que podemos ter ao nosso dispor.

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