Decisoes acertadas.

A algumas semanas atras ouvi falar de mel a encher meias alcas em horda, tanto a Sul (onde tal e normal), como na zona do Eucalipto (tambem e normal), mas em muitas zonas onde tal nao e normal.

Ouvi assim outra franja de apicultores que comecaram a fazer rainhas, desdobramentos e sobretudo a desbloquear ninhos.

Pensei pela minha cabeca, e resolvi colocar alcas apenas em 2 apiarios e noutro parcialmente (penso que neste podia e devia ter colocado em mais colmeias e mais cedo), nos mais solarengos e abrigados.

Resisti a tentacao de desbloquear ninhos, armar criadeiras, e portanto com o prolongar do bom tempo comecei a pensr, Sera que acertei?

A resposta chega agora, e com ela vao comecar nos proximos dias as lamurias de bastantes! Pois nao era altura de desdobrar, nem de incentivar as rainhas a nada! Era altura de estar quietinho, e rezar para que apesar da bonanza elas preferissem manter 3 bons discos de cria e mais 2as palminhas de mao nos 2 quadros exteriores a esses, e polen, muito polen dentro de casa.

Assim, confiei nelas, no seu instinto Nordico…e ou muito me engano, ou mais uma vez sera a dezena de pretinhas que me restam a irem pagar a fatura de aventurismos infundados…de colmeias cheias que numa semanita entrm em de IO IO…e que rapidamente sao depois ultrapassadas pelas “lerdinhas acinzentadas de linhagens ancestrais C” que resistem a todos os impetos, e esperam, esperam, esperam…mas que dia 1 de Marco la estarao com o ninho cheio, e a explodir de crias, com 6 ou 7Q delas, mal tapados por serem ainda poucas, mas que como por milagre, qual Fenix renascida das cinzas, possuem a capacidade de transformar cada pontinha de polen em jovens e fortes novas nodrizas.

Nao me posso nem quero atrasar no que a varroa diz repeito…esse e o proximo passo.

Ate la…

 

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Sobre abelhasdoagreste

Jovem, apicultor apaixonado e que comercializa inovação apícola.
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60 respostas a Decisoes acertadas.

  1. Eduardo diz:

    Afonso ja se estava mesmo a ver que o mau tempo tinha que chegar! Este ano ainda ñ tinha xuvido nada, e ai esta ela, aki no norte tem caido bem, o caudal do douro ja esta bem alto!
    Preciso de um conselho por causa da varroa, o ano passado usei o apista e este ano depois da cresta usei o bayvarol sem resultados, tive que repetir o tratamento!
    Segui o teu conselho e usei o apivar, e resultou! O que me aconselhas a usar antes da primavera?

  2. Se a continuar nos comerciais, sera outro principio ativo. Seja ele Tymovar (timol) ou Apilifevar (mistura de coisas naturais). Dos 2 o Thimovar apresenta menos queixas. A eficiencia sera melhor com temperaturas ja proximas dos 20 C e noites acima dos 10 C. Nao ser no entanto mais eficaz do que 70%, pelo qe pode e deve ser complementado com um corte de zangao feito a plena Primavera.
    Se o Buyvarol nao funcionou…nao o use mais! Nao sera mais eficaz durante bastantes anos, e nao use o Apistan pelo menos por 4 anos.

  3. Eduardo diz:

    Eu este ano estava a pensar tentar combater a varroa com produtos naturais! Pk assim com acaricidas acho que é um erro,pk assim elas ganham resistencias, e ficam caros os tratamentos! Ja li textos em que aplicam açucar em pó, ou então com sumo de limão…. O que achas Afonso? Algumas destas tecnicas são eficientes?

    • afonso diz:

      Axo que sao as melhores alternativas, mas precisam de uma curva de aprendizagem. Ler, estudar o que aplicar e quando, fazer algumas formacoes, e comecar com 5 ou 6 colmeias a serem tratadas assim para ir aprendendo. Nao aconselho a ninguem mudar de repente com todo o efetivo.

  4. Eduardo Gomes diz:

    Eduardo
    Ainda há pouco ligou-me o Nuno, um apicultor da Lageosa do Mondego, a lamentar-se que das 13 colmeias que tinha, 8 tinham morrido. Tratou-as com ácido de limão. Viu na net disse-me ele.

    Eu trato há dois anos seguidos com Apivar (2 tratamentos ano) e continua a ser efectivo. Sem resistências! Há que aplicar bem as tiras e ajustá-las quando necessário à área de postura. Há que as aplicar antes de termos a colmeias a desmoronar-se por causa da varroa. De dois em dois anos mudar a família do princípio activo. Tenho utilizado o Apistan, que tem um princípio activo de outra família, para fazer esta rotação. Depois de um tratamento com Apistan regresso ao Apivar. Tem sido assim de há 6 anos para cá. Se tivesse resistências aos princípios activos não aumentava o número de colmeias de ano para ano. Do pouco que percebo, tenho a certeza que teria até diminuído no número de colmeias.

    Não quero dissuadir ninguém de tratar com o que entender. Dou apenas o meu testemunho, e agradeço ao Afonso esta oportunidade. Conheço as suas preferências, e só mostra que tem um elevado sentido democrático ao não censurar/cortar/usar o lápis azul em algumas das minhas intervenções. Julgo que nunca lhe faltei ao respeito, julgo que até o posso considerar amigo, apenas não coincidimos em tudo.

    Afonso, vamos a trabalhar para enchermos uns quantos bidões de mel este ano. Um Bom Ano para todos nós : ).

  5. Eduardo diz:

    Boas Eduardo Gomes, isso foi uma taxa de mortalidade mt elevada! É spr bom houvir experiencias diferentes! Eu queria acertar nos tratamentos, pk gasta-te o €,levamos o trabalho, e pior que td a varroa continua la!!

  6. Eduardo Gomes diz:

    Eduardo nunca utilizei o Bayvarol, porque tenho ouvido algumas más referências em Portugal. No entanto em Inglaterra é um tratamento apreciado. Quantas tiras colocaste por colmeia?

  7. Eduardo diz:

    Coloquei 2 tiras por colmeia e uma nos nucleos! Depois do tratamento nem foi preciso fazer teste nenhum, eu via varroas agarradas as abelhas!!!

    • Eduardo Gomes diz:

      Eduardo
      A recomendação do fabricante é de colocar 4 tiras para enxames de 10 quadros e 2 tiras para enxames de 5 quadros. Como só aplicaste 2 tiras, poderá ter sido por isso que teve uma eficácia baixa. Espero ter ajudado!

  8. Eduardo diz:

    E depois aki na minha zona é uma miseria,so existe uma loja com material, ñ ha muita concorencia! Por exemplo pedem pelo apistan 28€ ( para 5 colmeias) e tenho falado com pessoas na net que dizem que compram por 15€!!! É mt diferença!!!

    • Eduardo Gomes diz:

      Eduardo, não estás associado em nenhuma associação de apicultura? Eu pago 5€ por embalagem de Apivar na minha associação. Julgo que é o preço habitual em várias associações. Vê isso com atenção porque podes poupar muitos euros.

  9. Eduardo diz:

    So 5€??!! Eu ñ estou ligado a nenhuma associação, mas vou ter que pensar nisso! Tens razão foram 4 que pus, o apivar é que são duas!

    • Eduardo Gomes diz:

      Sim 5€ mais 6% de iva. Gasto em cada colmeia 2€ por ano (2 tratamentos ano) e o estado devolve-me o IVA.

      Se a DGAV me inspeccionar os apiários, como o fez o ano passado, tenho um medicamento homologado dentro das colmeias. Para este lado posso dormir descansado.

      Sobre a resistência vs. eficácia já relatei a minha experiência ao longo de seis anos.

      Sobre os resíduos no mel também já me pronunciei no blogue do Afonso e no fórum As Abelhas: seguindo o protocolo de utilização é inócuo para a saúde dos consumidores.
      Não sou eu que o afirmo, são investigadores independentes e com crédito para falarem sobre este assunto.

      O impacto sobre a saúde das abelhas destes tratamentos sintéticos só os noto quando o tratamento chega atrasado. Só adoecem se as trato tardiamente. Não sou eu que o afirmo, são as abelhas que mo dizem.

      Se os tratamentos sintéticos fossem maléficos para as abelhas, e depois de 6 anos a utilizá-los, não teria colmeias nesta altura. O que é verdade é que as minhas colmeias tratadas com sintéticos me dão mel para viver da apicultura e me permitem aumentar o número de colmeias cerca de 35% todos aos anos.

      Está tudo dito de uma forma sumária. Boa sorte para os teus enxames!

  10. Bruno Silva diz:

    De facto tenho de concordar com o colega Eduardo Gomes, eu mesmo já andei por outros caminhos com o uso de diversos tratamentos orgânicos/sintéticos, e sem dúvida que o produto Apivar e o seu princípio activo amitraz é o que me tem trazido melhores resultados e garantias.

    Nesta época que terminou a uns 2 ou 3 meses, no período pós cresta tratei com Apivar e em Novembro com sytraz (apenas para experimentar a eficácia) e neste momento tenho a varroa em níveis bastante baixos, e melhor que em anos passados. Já em anos anteriores tinha comprovado uma melhor eficiência deste produto em relação a outros.

    No que toca a resistências a este princípio activo, por a minha experiência não posso acrescentar muito, pois não o uso ao tempo suficiente para comprovar algo, porém nos USA penso que o tem usado continuadamente ao longo de bastante tempo e com sucesso.

    Nos vários tratamentos orgânicos o que me custa mais, e embora se digam inofensivos para a nossa saúde, não o são da mesma forma para as abelhas…
    O timol pode ter consequências desastrosas se for mal aplicado, e mesmo bem aplicado por pessoas com vários anos de experiência são habituais relatos de perdas consideráveis e enxames que enfraquecessem muito, revelando-se em perdas consideráveis de produção nos anos seguintes.
    O fórmico mata algumas abelhas e outras devem ficar meio abananadas:), pois alguém experimente o cheiro e vai logo perceber por que as pobres das abelhas passam (neste ponto o timol ainda é pior devido à sua duração), pontualmente algumas rainhas vão a vida também…
    A parte disso, existem mais duas grandes desvantagens comuns a estes dois tratamentos, o primeiro são as temperaturas, e o segundo são as 3 repetições. É que nem sempre as condições ideais de aplicação coincidem com a necessidade de tratamento, às vezes é preciso tratar mesmo, sem demoras, pois esperar que chegue o bom tempo pode revelar-se perigoso, e para que funcione bem tem que estar bom tempo 3 semanas, o que não é fácil… depois fazendo umas contas rápidas para um apicultor com uma média de 400 colmeias e 10 apiários é preciso: 30 deslocações (se os apiários estiverem a uma média de 15km são 900km a percorrer em 3 semanas!!) e implica abrir e fechar o equivalente a 1200 colmeias. Depois o tratamento tem que correr bem caso contrário podemos ter de voltar a fazer tudo de novo com as consequências obvias…
    O ácido oxálico pode ser uma boa ajuda, é apenas uma aplicação e para determinados anos em que a cria é quase nula pode mandar abaixo uma boa dose de varroa forética. Algumas abelhas também aparecem mortas ao outro dia, mas não me parece demasiado agressivo. Desvantagem: por exemplo este ano é para esquecer o seu uso, 60-70% do país esteve até agora com uma média de criação bem acima da média tornando a eficácia muito baixa.
    Ou seja, temos de ter confiança no produto que estamos usar, temos de ter algumas garantias para nós e para os nossos clientes, e principalmente para quem vive da apicultura. Se os tratamentos afectam a saúde das abelhas, estamos a ter perdas na produção. Se os tratamentos falham, estamos a ter perdas na produção. Se os tratamentos não forem inócuos para a nossa saúde temos problemas com o produto final, e estaremos a desfraldar a boa imagem dos produtos da colmeia.
    Na minha modesta opinião, posto tudo isto de facto o produto para profilaxia que melhor se adequa é o homologado Apivar, devido a sua comprovada eficácia e ao seu preço. É pena que pelos visto não há muitos mais com as mesmas valências para ir alternando, ou um orgânico que se comporte da mesma forma sem afectar as abelhas… Pois flumetrina e fluvalinato devem ter os dias contados…

  11. Eduardo Gomes diz:

    Boa noite Bruno

    Disse: “eu mesmo já andei por outros caminhos com o uso de diversos tratamentos orgânicos/sintéticos, e sem dúvida que o produto Apivar e o seu princípio activo amitraz é o que me tem trazido melhores resultados e garantias.”

    Julgo que já dialogámos através de fórum As Abelhas. Ou foi outro Bruno… não sei.
    De qualquer modo ainda bem que ganhou juízo! Atenção que isto é só brincadeira. Um abraço!

  12. Bruno Silva diz:

    Sim já falamos nesse fórum… Factos são factos, e o óptimo é inimigo do bom. Se me perguntarem se preferia usar produtos orgânicos, a resposta era obvia, mas apenas querer não é tudo! E a verdade é que há coisas que se podem fazer com 20 colmeias, mas se for com 200 já não é bem assim… Nunca tive baixas devido aos tratamentos que usei, mas deu para perceber qual o melhor caminho quando se pretende trabalhar um pouco mais a sério na apicultura.

    Um abraço Eduardo

  13. afonso diz:

    Este vosso dialogo tem sido interessante.
    A forma como o Bruno traduziu a sua experiencia tambem elicida muitos apicultores do caminho seguido pela maioria.

    Eu usei apenas organicos durante 5 anos, algumas colmeias vao no 6o e continuam bem.
    Devido ao aumento da minha escala, decidi usar 1 quimico apos a cresta pois nao valorizam mais os meus produtos por nao usar, e apenas 1x por ano.

    Na maioria do territorio, sim, fluvalinato tem algumas resistencias, flumetrina pura e simplesmente ja “engorda” as varroas.

    A pergunta que vos deixo e a seguinte. E no dia em que falhar o Amitraz? Que solucoes alternativas ha?

    Digo isto desta forma pois a eficiencia ja nao sao os 92% iniciais…sao hoje em dia 85 a 88%, o que esta a obrigar muitos ao tal 3o tratamento anual.
    O fluvalinato dependendo da zona tem entre 60% a 85% de eficassia. Contra os 98% dos primeiros anos.

    Num dado eu tenho de corrigir o Bruno, pois os quimicos exigem 2x a abertura da colmeia. Na hora de os colocar e na hora de os retirar.
    Apenas tb os organicos salvam o apicultor na hora das reinfestacoes em que as alcas estao postas!!

    Concordo plenamente que sao mais dificeis de usar, que exigem uma curva de aprendizagem (aqui reside a maior dificuldade da maioria…que quer solucoes milagrosas) e que na generalidade do Pais, entre Dez e final de Fev sao ineficazes.

    Mas nao seria inteligente da nossa parte reduzir drasticamente o uso do unico elemento quimico eficaz neste momento? Prolongando assim a sua eficassia por muito mais anos…

    A coisa que no processo de tratamento das nossas abelhas mais me custa e a desorganizacao que nos promove resistencias. Nao haver priodos de tratamento fixados em cada zona, e termos um PAN que apenas serve para subsidiar…subsidia tecnicos forever, subsidia tratamentos…em vez de promover medidas de fundo que resolvam os problemas da apicultura, tornando a mais competitiva e capaz, e dando aos apicultores de fim de semana um guiao para seguirem (mas um bom guiao)…adiando os problemas ate ao tratamento seguinte.
    O que proponho em vez disso e que associacoes sejam bem apoiadas durante um periodo, e depois esse apoio va sendo reduzido. Que ao fim de uma decada as associacoes, OP s e afins criem o valor para a sua existencia e as incapazes morram, podendo surgir novas, dinamicas e capazes.

    Sou profundamente contra tudo o que nao e sustentavel (excepto na conservacao de habitats e reabilitacao de especies), pois tudo o que e insustentavel esta a ser sustentado por alguem que tem de produzir para si e mais para abonar indefinidamente os insustentaveis. Ou seja, tem um enorme custo e limita brutalmente a capacidade de investir em coisas novas e em mudar de vida, pois esse dinheiro vai sendo sugado indefinidamente.

    Nao sou fundamentalista (axo eu)…mas penso que, o caminho da “bala de prata” nunca funcionou na agricultura. Sim, pode durar 5, ou 10, ou 30 anos! pode… Mas quantos destes anos ja passaram? E o que quero e viver da apicultura, mas deixar uma heranca que predure para filhos, para netos…enfim, por ai fora!

    Deixo mais um exemplo O Glifosato! Usado macivamente, ja repararam quantas pantas ja desenvolveram resistencia ao mesmo?

    Peco que nao me tomem como o “menino certinho”, mas mantenham as vossas opcoes em aberto.

    Imaginem agora que tenho um Organico mais eficaz que o Amitraz, mais facil de usar que o Amitraz, 100X mais barato que o amitraz, eficaz em qualquer temperatura ou forca da colmeia. O que fariam com tal informacao?

  14. Eduardo Gomes diz:

    Bom dia Afonso

    Espero que estejas ao quentinho porque -25ºC não é pera doce. Quando referiste essa temperatura pensei que poderias fazer um post acerca de como se trabalham as colmeias na Rússia para as ajudar a passar este inferno gelado.

    Usando orgânicos ou sintéticos, desde que bem utilizados, em regra os resultados são positivos. É o que tu vês e é o que eu vejo.

    No dia em que o Apivar me falhar terei que mudar para outro, seja sintético ou orgânico. Acredito que com uma rotação de produtos adequada tal seja difícil de vir a acontecer nos próximos anos, e claro estou a falar apenas por mim, que sei como os utilizo e quando os utilizo. O Apivar colocado numa colmeia a desmoronar-se com varroa não faz milagres. Já o vi infelizmente numas poucas colmeias minhas. Vão mesmo abaixo. O Apivar é muito lento a actuar, daí talvez a sua maior resistência a criar resistências nos ácaros. O que a minha experiência me diz é o seguinte: colocado atempadamente, colocado no sítio certo, ajustado a meio do período de tratamento se necessário for, deixado estar por 8 semanas, é esquecer as varroas durante 3 a 4 meses.

    Nunca coloquei formulações caseira nas minhas colmeias, como os lenços de papel embebidas em amitraz nas colmeias. Acerca das resistências aos sintéticos o que tenho lido é que estão associadas à utilização de formulações caseiras, com subdosagens ou sobredosagens, cujos veículos (tiras de cartão, lenços de pepel, pensos higiénicos das sras., vermiculite, xaropes,…) não têm um comportamento consistente no interior de um ecossistema relativamente fechado como é o de uma colmeia, mas muito variável de colmeia para colmeia.

    Numa colmeia forte quanto tempo dura um lenço de papel? Eu não sei porque nunca os utilizei. Contudo já vi o que uma colmeia forte faz aos sacos de plástico fino e com xarope que lhes coloco. Destroçam-no completamente. E é plástico. Não é difícil imaginar o que conseguem fazer ao papel fino de um lenço de papel. Não dou mais de 2 dias. Caiem muitas das varroas foréticas e só. As varroas que estão a alimentar-se dentro dos opérculos continuam por lá e vão ser mães de uma geração seguinte. Este tipo de tratamento poderá obrigar a 3 a 5 tratamentos de 5 em 5 dias, tal e qual como se faz com o oxálico vaporizado. Quem já tenha utilizado que nos diga quanto tempo fica o lenço de papel intacto dentro de uma colmeia. Poderemos estar na presença de uma subdosagem, parece-me. Por favor, os estendidos nesta técnica que nos esclareçam como é. Até agora só tenho o testemunho de um colega da zona da Guarda que utilizou os lenços de papel, e que me confidenciou que não tinha sido eficaz, e me perguntou se eu achava que as varroas eram resistentes ao amitraz.

    Outro lado da questão também importante. As tiras de plástico do Apivar estão construídas de tal forma que apresentam camadas mais superficiais e outras mais profundas de impregnação com o amitraz. Lentamente vão-se libertando por contacto e alguma evaporação as moléculas de amitraz das camadas mais superficiais, e depois as camadas mais profundas. Este mecanismo permite que as tiras se mantenham efectivas durante, pelo menos, dois ciclos de criação de abelhas. E nos lenços de papel como será? Julgo que em rigor ninguém sabe. Mas posso supor que passados poucos dias o amitraz já foi todo “consumido”, quer por contacto quer por evaporação. Poderemos estar na presença de uma subdosagem. Será que o problema está no amitraz ou nos lenços de papel?

    Qual é a tua referência para as percentagens de eficácia do amitraz na ordem dos 85% a 88%? Algum estudo credível? O bate-papo? São relativas ao Apivar? Se não o são seria confundir “uma obra prima do mestre” com “a prima do mestre de obras”. Sugiro que tenhamos este cuidado de chamar as coisas pelo seu devido nome, para que nos consigamos entender. O amitraz é uma coisa o Apivar é outra. O fluvalinato é uma coisa, o Apistan é outra.

    Aceitando que são acerca do Apivar, continuam a ser % de eficácia superiores à maioria dos tratamentos. Concordo que vão obrigar a um terceiro tratamento quem se vir confrontados com essas percentagens.

    Acerca das alças postas e dos tratamentos de emergência talvez me possas ajudar, porque ainda não descobri solução para este cenário imaginário mas plausível:

    — entre meados de Junho a inicio de Julho, tenho uma colmeia com uma taxa preocupante de varroa. Tenho a colmeia cheia de criação operculada no ninho. O oxálico por vaporização ou por aspersão não me parece indicado;
    — tenho temperaturas no exterior a rondar os 40ºC. O fórmico matava-me o enxame e/ou a rainha;
    — tenho meias-alças com mel em cima das colmeias que não posso tirar porque estou num fluxo de néctar. O timol não posso utilizar porque, para além das temperaturas elevadas não o aconselharem, me vão dar sabor ao mel e arruiná-lo do ponto de vista organoléptico.

    Que solução?

    Concordo que o Apivar e o Apistan não exijam um grande curva de aprendizagem. Ainda bem. São simples para o utilizador como devem ser todos os produtos. Quanto ao ácido oxálico, ao ácido fórmico, ao ácido cítrico, ao corte de zãngãos, aos métodos de monitoragem e contagem de varros são muitos exigentes no que se refere à aprendizagem. Por esta mesma razão não deverão ser os métodos a utilizar por quem se está a iniciar na apicultura, e que naturalmente não sabe muitas coisas importantes e necessárias acerca das abelhas e mais ainda acerca das varroas. É a minha opinião apenas e vale o que vale, incutir num iniciante de apicultura uma série de fantasmas (resistências, resíduos, etc.) para o levar a aderir acriticamente a uma estratégia orgânica é estar a prestar-lhe um mau serviço e estar a prestar um mau serviço à apicultura. Deixem-no aprender durante dois anos ou três a manter as suas colmeias saudáveis, a aumentar o seu efectivo, a produzir mel e/ou outro produto da colmeia. E que trate de acordo com a legislação do país, para não ter dissabores com coimas da DGAV, e com os produtos de mais simples utilização e creditados no nosso país. E só depois, e se vir vantagens para as suas colmeias ou para a sua opção ética então mudar para outras abordagens. Voltando ao caso do colega da Lageosa do Mondego, que já referi, e que por ter tratado de forma ineficaz com sumo de limão, levou à morte de 8 das suas 13 colmeias. Julgo que a frustração dele é grande (eu disse-lhe duas ou três vezes que me parecia um tratamento insuficiente e para ele o complementar com outro e ficar muito atento; mas o que pode a palavra de um simples apicultor como eu contra aquilo que se lê na net?) Mas vamos aos factos: morreram 8 colmeia numa determinada zona. E desenvolveram loque? Perguntei-lhe e ele não sabe. Mas se desenvolveram temos ali um foco preocupante. Quantos jovens, porque ainda não fizeram a curva de aprendizagem necessária, porque só têm o fim-de-semana, porque têm as colmeias na terra natal, não acompanham devidamente a acção dos seus tratamentos? Quantos focos de loque estão a ser criados um pouco por todo o país? Vamos chegar onde chegou a África do Sul, que por excessivo optimismo, tem uma pandemia de loque americana nas mãos?

    Se o único produto químico eficaz a que te referes é o amitraz, no meu caso junto-lhe também o fluvalinato. Ao contrário de reduzir drasticamente a sua utilização o que a minha experiência me diz é que devo continuar a utilizá-los como os tenho utilizado até aqui. A flumetrina não sei, nunca a utilizei.

    Relativamente à flumetrina, presente no Bayvarol, desconfio que a história dela em Portugal não está bem contada. A minha suspeita é esta: um apicultor menos bem informado, habituado ao Apistan e/ou Apivar, poderá colocar apenas duas tiras por enxame, quando o fabricante recomenda quatro. Fazer a rotação de produtos entre o Apistan e o Bayvarol, também não me parece acertado, dado que os dois químicos (fluvalinato e flumetrina) são da mesma família.

    Sobre o PAN, os apoios, a FNAP, os técnicos, as associações o que lhes peço é que me deixem trabalhar. E até agora não têm atrapalhado muito. Poderiam estar melhores? Quem não poderia? Às técnicas da minha associação uma palavra de um enorme agradecimento, por estarem presente quando necessito, e me deixarem trabalhar com tranquilidade. Sobre que só vivam as que forem capazes de se auto-sustentar é uma perspectiva que respeito, mas que acho radical, excessiva, e com efeito negativos no médio-longo prazo, especialmente no interior do país.

    Partilho a tua preocupação com as gerações que estão para vir. Mas a única coisa certa é que no futuro estaremos todos mortos. Uns por isto, outro por aquilo, por enquanto a morte é coisa certa para todos nós.

    Deixas-me na expectativa acerca desse orgânico? Os argentinos inventaram há pouco uma “bomba” chamada AlluenCap, que são tiras de longa duração com oxálico. Tem dado bons resultados de acordo com os testemunhos que tenho lido. Não é 100x mais barato que o Apivar, se era a ele que te estavas a referir (o tal problema de não chamar os tratamentos pelo seu nome). Por esse preço só consigo pensar no ácido de limão, e é preciso ter limoeiros. Se os tiver que comprar já assim não é.

    Mais uma conversa para irmos levando, Afonso e companheiros ilustríssimos. O tempo está chuvoso e temos de ir passando o tempo como mais apreciamos. Falar de abelhas tem sido um prazer. Afonso que achas do tal post sobre a apicultura Russa, em especial sobre o longo e terrível inverno russo?

    Não apanhes frio, por cá não nos molhemos, e que as abelhas se mantenham saudáveis e felizes, como todos nós. Abraços para os meninos e beijinhos para as meninas!

    • Alves diz:

      Zona da Guarda o amitraz tem que ser aplicado em tiras de cartão para as abelhas roerem e assim é eficaz em plástico ,lenços,vitril ect não é eficaz

  15. afonso diz:

    Oi,
    Vou tentar mostrar algo sobre a apicultura Russa, como fiz vai para 2 anos. Mas nao prometo.

    Quanto aos tratamentos, e infelizmente o receio pela atuacao da DGAV e que leva a muita ma informacao circular.

    Nunc aconselho ninguem a usar apenas organicos, nem a dixar de um momento para o outro os quimicos. E quem o faz apenas porque ouve dizer, sem se formar, sem querer estudar seriamente o assunto…esta em maus lencois. Tal como esta quem confia que na Arrabida o Bayvarol lhe mata as varroas, ou confia que na serra D Aire o Apistan as mata.

    Quanto as associacoes, fui socio de 1a que nunca me distribuiu mediamento (nos 2 anos que fui associado). E hoje sou socio de uma cooperativa que so em 2016 vai ter acesso ao medicamento. Isto porque e preciso um numero minimo de colmeias para serem as candidaturas ao PAN efetvas, para se ter tecnico apicola apoiado. Ou seja…uns sao filhos da Mae…outros filhos da Portuguesa! O que enquanto uma associacao nasce, mina logo de raiz a vibilidade de um projeto.

    Sou muito a favor de se cumprir as leis…mas que sejam leis capazes, feitas por gente entendida e nao leis punitivas e sobretudo mal construidas, em que a entidade fiscalizadora nao sabe depois responder a certas questoes. Ou que nao estejam por exemplo mapeadas as resistencias.

    Apivar e Amitraz sao o mesmo, tal como Apitraz. A diferenca entre eles e a forma e tempo que demora a libertar o principio ativo, bem como a estabilidde nas tiras.
    Nos outros homologados o mesmo se aplica na minha perspectiva.

    Sim, refiro m ao Aluen Cap. E repito que fica 100x mais barato! Mas infelizmente so sera legal aplicar se um laboratorio o patentear e aplicar 3Eur de ganho aos 4 centimos de custo real.

    Axo que quanto aos tecnicos apicolas, eles sao insubstituiveis, que fazem um excelente trabalho em muitos casos, que estao amarrados ao escritorio nas imensas burocracias, mas que uma associacao que nao sobreviva sem PAN depois de ter ancoras na terra deve ser deixada cair, pois ocupa o lugar e tem adidas as colmeias que serviriam de base a outra que surja mais capaz, ou outra existente que assim ganhasse forca.

    Se tiver alcas em cima, esta calor…aplico sobre a ultima cria ao cair da noite 35 ml de formico a 55%. De manha esta todo evaporado, a colmeia nao sofre e quando muito o pior que acontece e substituir a rainha(5% dos casos). De qualquer forma cerc de 50% da varroa ja era, parte das que estao dentro das celulas nascem estereis e temos 40 dias ate crestar para voltar a mesma taxa de infestacao. Seria a minha opcao!

    Quanto aos jovens que entram na aicultura, a minha opiniao e que sejam encaminhados pelas associacoes para aprenderem com um apicultor estabelecido e reconhecido pela associacao. Se eles forem fazer o registo e nao fizerem parte de nenhuma associacao, sejam ai encaminhados para a ou as associacoes da zona.

    Por fim, conto um exemplo contrario ao dos limoes,
    Um apicultor da arrabida tratou com Bayvarol (pago pelo bolso dele), quando foi tirar as tiras via as varroas as cavalitas das abelhas. Foi comprar APISTAN…6 semanas volvidas de ter gasto uma boa pipa de massa…tinha as colmeias em pior estado!
    Resolveu investir, aplicando APIVAR…como a atuacao e demasiadamente lenta ficou sem 11 de 13. Sobram 2as para este ano!

    Conclusao, as varroas sobreviventes daquelas 2as colmeias sao algo entre Extreminador Implacavel e Rocky Balboa. E sera essa a genetica das proximas geracoes.

    Na minha opiniao, nada substitui a Educacao. E portanto, usem s quimicos ou organicos ou biotecnologicos…sera resolvido o problema apenas com educacao. E os apicultores de fim de semana que nao possam, nao queiram ou nao saibam procurar essa informacao estao na linha da frente dos problemas e causam muitas vezes grandes problemas sem se aperceberem.
    Nao os culpo, e axo que sao do ponto de vista ecologico muito mais importantes que nos mais comerciais.
    Mas vou sempre lutar para que eles sejam mais educados apicolamente falando.

    E vou dar o melhor que posso para que a DGAV e PAN sejam menos cegos, e tenham alguma inteligencia Institucional…coisa que ate aqui nao revelam muito.

    Na Guarda, em Coimbra ha grandes nucleos apicolas…aqui nao os ha! Somos a unica zona do pais que nao aumentou o numero de colmeias. Somos dados como zona favorecida por estar perto de Lisboa… Ou seja, tenho menos infraestrutura, menos conhecimento disponivel.

    No meu concelho somos 2 apicultores registados! Ha mais 1 com 4 colmeias…mas nao registado! E ha 3 outras colmeias abandonadas.

    Axo que isto diz muito!

    E sim…tenho estado a aperfeicoar o Aluren Cap Portugues. Faltam m 2 resultados…e se forem o que espero…Volto novamente apenas aos organicos!! E gasto 16 centimos por ano com cada colmeia. 64Eur para tratar anualmente 400 colmeias.

    Mas a quem dou os resultados?A quem ensino como fazer?Apicultores ou Laboratorios, DGAV…todos…nenhum?
    Sinceramente nao sei!

    Pois apos libertar o conhecimento sobre o sumo de Limao, ha quem o use relativamente bem como a Filipa…mas depois ha esses que ouviram dizer e estragam tudo. Dai eu evitar ao maximo Postar sobre a Varroa diretamente.

  16. Eduardo diz:

    Afonso eu este ano usei quimicos, durante a primaveira se for aplicando os limões spr vou matando algumas varroas ou ñ? É que como ja dixe este ano gastei uma pipa de € em produtos!! Tudo a minha custa!! Assim torna-se insustentavel, tenho que m fazer socio de uma associação, mas ñ sei se existira alguma nos arredores!

  17. Eduardo Gomes diz:

    Continuando a conversa… começando pela forma como a Filipa utilizou o ácido de limão. Se não estou em erro pegou num aspersor com sumo de limão e pulverizou quadro a quadro todos os quadros das colmeias. Cada um dos de nós deve avaliar se esta técnica lhe convém. Desconheço se a Filipa fez mais algum tratamento complementar para controlar a varroa. Convém saber todos os detalhes, porque Deus e o Diabo estão nos pormenores. Se ela nos estiver a ler, que nos informa a todos, e com o detalhe que entender, a estratégia que utilizou.

    Sobre o AluenCap, sendo um tratamento de libertação lenta, procurarei ser um dos da linha da frente a aplicá-lo, num primeiro momento só em algumas colmeias. Uma espécie de estudo piloto.

    Estou de acordo que os jovens apicultores sejam enquadrados numa associação apícola e na sua formação por um apicultor mais experimentado e com sucesso .

    Obrigado pela dica acerca do fórmico. É uma pista para estudar e aprofundar a técnica. Depois irei ensaiar em meia-dúzia de colmeias. Mais um estudo piloto.

    O amitraz é uma coisa, o Apivar é outra e o Apitraz é outra ainda. Parecem o mesmo mas não são. O veículo é tudo ou quase tudo. O plástico das tiras faz toda a diferença. Os apicultores mais informados sabem que eu tenho razão.

    Estranho não ouvir uma palavra tua sobre os riscos das mesinhas caseiras.

    Na Serra d’ Aire o Apistan não mata as varroas? Vou confirmar esta informação junto dos técnicos da associação de Leiria, que por acaso conheço, e tentar compreender se são casos isolados ou se é um caso generalizado. Casos isolados tendem a confirmar que se trata só de uma má utilização do tratamento ou uma utilização tardia do mesmo. Casos generalizados poderão querer dizer resistência ao princípio activo. Não nos interessa nada confundir “a obra prima do mestre” com a “prima do mestre de obras”. Informarei logo que tenha novidades.

    Sobre os tratamentos para as varroas homologados no nosso país não estamos nada mal. Neste momento mesmo o ácido oxálico já faz parte dos homologados. Que princípio activo falta na lista dos homologados da DGAV?

    Sobre as percentagem mais baixas na eficácia do Apivar, tens alguns dados credíveis para Portugal, ou sustentas a tua afirmação em casos pontuais e esporádicos? Casos esporádicos tendem a relevar uma incorrecta utilização do tratamento ou uma utilização tardia do mesmo. Uma andorinha não faz a primavera, não é verdade?!

  18. afonso diz:

    Nao me vou alongar muito, pois hoje estou com menos tempo.

    O caso que me refiro na Serra Daire pertence a mina Associacao, coopertiva Terra Cha. Ha 2 anos, no Outono foram usar Apistan, e antes de o colocarem nas colmeias a 1a coisa que disse foi para o trocarem por outro. O uso de Karltan (fluvlinato caseiro) era regra da zona (Serra D Aire Este) na decada anterior. Resultado…em Fevereiro 35% de baixas.

    Nao sou a favor de mezinhas caseiras mal feitas. Mas nao me vou pronunciar tambem contra elas, pois a realidade social e economica de cada apicultor e diferente.
    Um tratamento de amitraz caseiro bem feito resulta em maior efectividade que qualquer dos comerciais vendidos(ressalvo a parte do BEM FEITO). Nao partilho da opiniao que os diferentes tratamentos homologados dessa substancia sao diferentes. Sao a mesma coisa, mas e verdade que o plastico do Apivar e mais estavel para o produto que o apitraz que com ele concorre.
    Axo um crime margens de lucro de 900% ou mais entre custo de manufactura e preco ao apicultor. Fico muito feliz se no meu negocio conseguir dentro de 1 ano ter superavit…pelo que considero absolutamente errado este tipo de margens de lucro que gravitam a nossa volta (mas nao confundam, nao sou de esquerda…apenas acho indecente, pois tenho de labutar o ano inteiro para no fim ganhar o pao, e esses negocios nem estao sujeitos aos caprichos do S. Pedro como os nossos)

    Em muita desta informaca nao se pode chamar os “gatos pelos nomes”, pois poderia levar a casos em que particulares saissem prejudicados.

    O que me baseio para a eficassia do amitraz e info que nao foi produzida em Portugal.

    Acho que com muito mas muito menos dinheiro gasto, todos poderiamos ter as varroas controladas. Axo que as negociatas em torno dos medicamentos eram eliminadas. A varroa chegou vai para 30 anos…faz sentido continuar a subsidiar!?

    Basicamente nos tratamentos apicolas, que passaram a ser medicamentos apicolas, vamos a “farmacia”, pagamos preco dºoirado, e no fim nao temos garantia alguma. Se a varroa nao morre, ficamos com as baixas, com o dinheiro gasto e ainda nos dizem que fizemos algo errado! Isto poderia ser um qualquer pequeno apicultor que tenha usado Bayvarol ali em Azeitao a falar.

    Supondo apenas mais uma consideracao,
    Nas associcoes, eu tenho de declarar efetivo 1o ano e apenas no verao do 2o ano receberei medicamento. Entretanto o aumento de efetivo continua sem estar coberto.

    Falta ainda falar de que a lei ja obriga a 2 trtamentos homologados anuais. Assim, quem se queira dedicar aos biotecnicos ou aos organicos esta em incumprimento. Isto tem tanto de errado como de injusto!

    Agora temos os apirios Georeferenciados, e e giro como um membro de qualquer direccao de uma associacao qualquer, seja em Braganca ou no Algarve tem acesso a localizacao dos meus apiarios. Basta introduzir o meu numero de apicultor no sistema, e fica a conhecer tudo.

    Sou bastante critico das nossas leis apicolas por estas serem mal feitas, por nenhum de nos estar bem defendido. No caso dos medicamentos entao e gritante. Havendo chantagem sobre as associacoes, que para se candidatarem a tecnico precisam de se candidatarem ao medicamento.
    No caso da minha cooperativa o Pedro tem feito um trabalho excelente, e boa parte dos apicultores tem usado o formico…mas assim que nos seja aprovado o medicamento, temos de o comprar para ter direito ao apoio para o tecnico.
    Se isto nao e chantagem…entao nao sei!

    O que deveria preocupar a DGAV, seria a recolha de amostras de mel, grantir estrem livres de antibioticos, de residuos de tratamentos. Deveria ser uma entidade conhecedora e promotora. Devia alem de fiscalizar, promover altercoes as regras que fossem beneficas para os apicultores.

    Abraco,

    Penso ter expresso tudo sobre este tema.

  19. Eduardo Gomes diz:

    Bom dia Afonso e restantes companheiros

    Julgo que é a conversar que as pessoas se entendem. Julgo também que é importante conhecer os detalhes e o contexto de algumas das tuas afirmações para todos as podermos compreender.

    Caso Serra d’Aire: concluo, como qualquer apicultor experiente, que o Apistan tinha muito poucas hipótese de ser mais efectivo depois de anos a ser utilizado o fluvalinato caseiro. Até me admira que apenas 35% das colmeias tenham sucumbido. Dessas 35% uma percentagem morreu por ter ficado sem rainha durante o inverno, outra percentagem por fome e/ou outras doenças. Outras ainda por utilização incorrecta do Apistan. Assim a olho diria que cerca de 15% terão morrido devido à ineficácia do tratamento. Claro que se tu tiveres dados sólidos, que afirmem que estas 35% das colmeias morreram devido à ineficácia do Apistan, há que trazê-los a público para todos ficarmos devidamente esclarecidos.

    Não será o mesmo caso na Serra da Arrábida? Anos e anos com mesinhas caseiras e depois o Bayvarol é que é condenado.

    Nestes dois casos em particular, para não falar de outros, não entendo de que forma se pode assacar responsabilidades ao Apistan e/ou Bayvarol ou às empresas que os fabricam. Os únicos responsáveis são os apicultores. Se não verificam a eficácia do tratamento durante e no final do mesmo, depois de anos de utilização de mesinhas caseiras a criaram varroas resistentes que apicultores são? Não compro a ideia que os culpados são o Apistan e o Bayvarol. No mínimo deveriam ter utilizado um tratamento com um princípio activo de outra família. Claro que esta afirmação não me traz muitos amigos.

    Os apicultores, do mais pequeno ao maior, tem que meter uma coisa na cabeça: desde que em meados da década de 80 a varroa chegou ao nosso país que há um antes e um depois. Nada na apicultura a sério pode ser feito como era dantes. Os amadores desinformados e os profissionais desinformados caíram e vão continuar a cair. E a culpa não é dos tratamentos homologado nem das empresas que os fabricam. Se as coisas lhes correm mal, não procurem responsáveis nos outros. Olhem para eles mesmos.

    És capaz de fazer um tratamento caseiro com amitraz que liberte lentamente as moléculas e que, com apenas 500 mg de amitraz por tira, continue efectivo durante 8 semanas a 12 semanas no interior de uma colmeia forte? (nem peço que passe nas inspecções da DGAV). Tenho a certeza que não és capaz. Como não és capaz eu não compro a ideia que existe um tratamento caseiro com amitraz mais efectivo que o Apivar.

    Afonso desconheço a margem de lucro das farmacêuticas e até não me interessa verdadeiramente. Já referi quanto gasto por ano e por colmeia para as tratar com homologados. Não me parece um preço criminoso nem extravagante. Se a tua associação ainda está no berçário, a solução é associares-te simultaneamente a outra associação para receber os tratamentos que pretendes. Tanto quanto sei nada impede esta solução. É portanto um falso problema.

    Se eu quiser enriquecer facilmente já sei como fazer: monto uma farmacêutica.

    Na minha opinião faz muito sentido continuar a subsidiar os tratamentos. E devemos estar felizes por viver num país que tem esta política. Qual é a outra alternativa? Cursos intensivos de como fazer mesinhas caseiras de eficácia duvidosa? Obrigar todos os apicultores a escolherem entre fórmico, oxálico e sumo de limão e rezar para que o S. Pedro dê uma mão? Qual é a alternativa?

    O facto do aumento do efectivo não estar coberto estou contigo. Facilitou as contas aos burocratas e dificultou-nos a vida. Aí os técnicos das associações ajudam dentro das suas possibilidade a ultrapassar esta bizarria burocrática.

    Na lista dos homologados estão tratamentos orgânicos: timol, fórmico e oxálico. A lei não impede ninguém de utilizar métodos biotécnicos. Não percebo onde está o erro e a injustiça.

    Na questão da geo-referenciação estou contigo. Quem guarda o guardador?

    Não percebo como pode uma associação desempenhar cabalmente o seu papel se não tem medicamentos para a pior doença das abelhas. Seria um pouco assim, pode vir cá buscar à associação apoio para tudo excepto para a varroose. Não estou a ver qual é o problema da legislação para as candidaturas. Uma associação que não tem medicamentos contra a varroa para fornecer aos seus associados a preços subsidiados não está logo à partida amputada dos dois braços e das duas pernas?

    Relativamente à preocupação da DGAV com a qualidade do mel estou de acordo contigo. Mas que faça o seu trabalho completo. Que não se fique pelo mel produzido em Portugal. Que analise devidamente o mel estrangeiro vindo da China, nomeadamente, e que é rotulado como “não UE”.

    Relativamente à info sobre a eficácia do Apivar se puderes manda o link.
    Um abraço!

  20. Bernardino diz:

    Olá Afonso,
    Esse apicultor da arribada , não terá deixado o medicamento na farmácia?, ou colocou as tiras nas árvores em volta do apiário.
    Para mim essa historia esta mal contada.
    Mesmo tratando só, com sumo de limão ele não teria tantas baixas.
    Estou a brincar!

  21. afonso diz:

    Bernardino e Eduardo,

    Conhecem o Erico da Arrabida. Apicultor conhecedor e capaz. E so perguntar o que axou da eficassia do Bayvarol.

    A eficassia de um alternativo de amitraz, comprovada por mim foi maior a 92% e nao foi preciso 500 mg por tira… apenas 125mg no total e em colmeias Lusitanas. Fiz eu os testes e estimei tudo por forma a estar a ser conservador.
    Nao quero entrar em grande discussao sobre o tema, nem axo ser a solucao de longo prazo.
    Ha uma base de dados, ha contactos dos apicultores, moradas, tudo. Centralize se a compra anual ou em vez disso veja s qual a dotacao que calhe a cada colmeia. Assim todos seremos iguais!

    Nao posso estar de acordo com a subsidiacao de nada a longo prazo, nem com o facto de todos estarmos a pagar quando a subsidiacao nao e dada diretamente ao apicultor nem a todos os apicultores por igual. Nem estou de acordo com o facto de haver zonas do pais com imensos tecnicos apenas por que se chamam de “Zona controlada” e por isso terem muitas facilidades.
    Tambem discordo de que nao ha problema nem chantagem com a atribuicao de tecnico, se uma associacao tem de se cndidatar a medida do medicamento para se poder candidatar a tecnico.

    Nestas coisas temos todos o dreito as opinioes diferentes.

    Mas caso queiram tirar isto tudo a limpo, contactem o Pifano ou o Pedro Mendonca (ambos tecnicos apicolas de pequenas associacoes).

    Nao pensem que estou a falar a sorte…nao estou!

    Tal como no video que vos deixei, alguem imensamente importante na Argentina abordou diretamente a questao das resistencias, e mencionou savo erro todas as familias quimicas e resistentecias ja confirmadas em cada regiao. O tal mepeamento de que falei. O deles esta feito…e ja esta tambem referencido o Amiraz numa regiao.

    Se alguem especialista em quimica estiver a ler, ajude nos
    Mas isto confirma o quoeficiente de resistencias que li algures
    3 ciclos em Cumaphos…nao reversivel
    10 a 15 ciclos em Piretroides…nao reversivel devido a mutacao ser dominante e afectar o canal de absorcao de sodio (esta ate sei de cor o porque)
    Amitraz cerca de 250 (lembro me da conta 200 dividir por 8 x 10) ciclos…havendo varroas expostas a mais de 6 ciclos anuais e uma questao de tempo (neste caso a resistencia e parcialmente reversivel), ou seja, apos pausa volta a aumentar a eficassia. Aproximadamente 41 anos ate surgirem os primeiros casos de resistencias…caso nao hajam mutacoes

    A solucao passa por aproveitar os 2M eur desperdicados anualmente nesta luta ingloria via PAN e formar, formar, formar! Seleccionar abelhas, seleccionar, seleccionar.

    Nao posso nunca ser favoravel a paleativos…esta e a minha opcao.

    Eduardo, quando vieres as rainhas, caso nao ocorra nenhum acidente a ambas as colmeias que tenho la…vens comigo comprovar o nivel de varroa daquelas colmeias do teste do Aluen Portuga!!! E se o teste for bom, levas uma meia duzia e experimentas nas tuas.

    Os laboratorios defendem o negocio deles…vejam a armadilha das velutinas ja patenteada. A 90Eur! Custa 9eur a fazer…e entendo se a venderem a 20…a 90, chamo de roubar! E nao tarda tb convencem o PAN a comparticipar.

    Desculpem ser tao corrosivo com a DGAV, o PAN, etc…mas e que nao consigo ver dinheiro a ser jogado borda fora e ficar calado, quando esse dinheiro seria suficiente para em 10 anos estrmos no primeiro partamar de Paises com melhor conhecimento apicola, baixar as perdas anuais para valores inferiores a 15%, produzir conhecimento que se auto perpetue…para dentro de um par de decadas sermos um setor livere, sem depender de qualquer PAN e produzirmos o dobro ou triplo do que agora fazemos.

  22. Eduardo diz:

    Eu ñ sou nenhum especialista, mas posso garantir que nas minhas colmeias o bayvarol ñ funcionou! Mas com o apivar a historia foi outra, ainda recuperaram graxas as boas temperaturas que estiveram até a pouco tempo!

  23. Eduardo Gomes diz:

    Afonso as conversas são como as cerejas não é verdade?

    Como é que um apicultor conhecedor e capaz deixa que lhe morram 11 das 13 colmeias que possui por suposta ineficácia dos tratamentos? A varro não dá cabo das colmeias do dia para a noite. Um apicultor conhecedor e capaz não muda do Bayvarol para o Apistan, um tratamento da mesma família. E com as colmeias a desmoronarem-se de varroa não vai a seguir colocar o Apivar que é o pior medicamento a colocar em colmeias à beira de colapsarem. Como comete tantos erros um apicultor conhecedor e capaz? Eu só tenho 6 anos de apicultura e já sei um pouco mais que isso.

    Quanto tempo fica o teu alternativo de amitraz dentro da colmeia sem ser estraçalhado pelas abelhas? Qual é o veículo do amitraz? Quantas vezes o renovaste? Como avaliaste a sua taxa de eficácia?

    Acerca da subsidiação e da desigualdade só não resolves o teu problema se não o desejares resolver. Não podes pedir a uma associação no berço que tenha a capacidade de uma associação já na adultez. Também não podes exigir aos estado que viole as suas próprias regras e aceite a candidatura de uma associação que não entrega um plano tri-anual de actividade se o próprio estado definiu como regra de candidatura a apresentação do plano tri-anual. Se o fizesse como ficaria aos olhos das associações que com muito trabalho e esforço entregaram os plano tri-anuais? Também não pedes a uma abelha nodriza que saia para a rua e vá colectar mel. Cada coisa no seu lugar e no seu devido tempo.

    Chantagem, desculpa que chantagem? Vejo apenas coerência. As associações que não tenham medicamentos subsidiados para fornecer aos seus associados para que fim existem? São em grande medida inúteis, e estão a gastar indevidamente o dinheiro dos nossos impostos para uma existência sem grande sentido.

    Sim é verdade que no vídeo o veterinário argentino mencionou uma série de resistências, em especial ao coumaphos, que é uma família que em Portugal não faz parte da lista dos homologados. Logo no início também é muito claro ao atribuir as responsabilidades do surgimentos de resistências às mezinhas caseiras. Esta responsabilização das mezinhas caseiras é comum no discurso de todos os que verdadeiramente sabem do que estão a falar. Entre outros o presidente da confederação de apicultores da Argentina. E também um senhor norte-americano que se chama Randy Oliver — um verdadeiro papa para os apicultores norte-americanos.

    Acerca dos coeficientes de resistências perdi-me. Está confuso! Não será mais algum fantasma ou informação mal trabalhada e assimilada como a das moléculas allien cancerígenas que o mel teria depois das colmeias tratadas com Apivar?

    2M euros para formação e selecção. Não consigo ver como é que a formação elimina as varroas das colmeias. Se a alternativa é ter formação subsidiada e pagar os tratamentos pelo valor total, prefiro como está agora. Acerca de como se faz mezinhas é só abrir a net. Não é necessário ir a cursos. Claro que entendo a tua perspectiva e interesse sendo tu formador. Gastar rios de dinheiro a seleccionar para quê? Fazemos como tu e outros fizeram: vamos lá fora buscar material vivo e/ou genético já selecionado. Se desejares sémem de um creditado criador de rainhas VSH diz-me que eu envio-te o contacto. Afinal a nossa iberiensis não passa de uma reles abelha enxameadora. Para quê apurá-la?

    A propósito da enxameação já o grande apicultor Vasco Correia Paixão dizia que ela era culpa sobretudo do apicultor. Também julgo que sim. E começa logo na má escolha das dimensões das caixas das colmeias. Já aqui falei na minha propensão para mudar para a Dadant. Parece que o João Tomé, inquestionável apicultor português dos dias de hoje, anda a pensar no mesmo. Visitem o blogue dele e vejam. Querer ter uma abelha como a nossa numa caixa do tamanho da reversível sem enxamear é estar a pedi-las.

    Estás a fazer um teste de um novo tratamento em apenas duas colmeias? Acho bem, assim caso as coisas corram mal não perdes mais que duas. Contudo para tirar conclusões sólidas para o exterior aconselho-te a fazer muitos mais testes. Não me importo de experimentar se assim o entenderes, porque como já disse um tratamento de libertação lenta do oxálico é uma excelente opção para todos nós. A melhor das sortes para os teus ensaios.

    Afonso se o mercado estiver disposto a dar 90 € por um tabuleiro em madeira manhosa, para apanhar velutinas, o que podemos fazer? Desde já fica aqui uma nota acerca do tabuleiro: na opinião de um apicultor francês reconhecido no campo das velutinas, é eficaz em certa medida, mas a qualidade da madeira deixa muito a desejar.

    O teu optimismo que o dinheiro desviado do PAN não seria mal gasto noutra alternativa qualquer só pode dever-se à tua juventude. Tanto quanto sei desde há anos que há um programa de selecção de rainhas em Portugal chamado “Pra-Melhor”. Já viste algum resultado palpável? Eu já tentei ligar várias vezes para a entidade e nem sequer o telefone atendem. Pelo menos quando chego à minha associação para adquirir os tratamentos subsidiados eu sei com o que posso contar. Formação! Selecção! Tenho muitas e fundadas dúvidas do bom destino do dinheiro nestas duas áreas e em programas de difícil controlo, validação, e avaliação. Em Espanha, na Universidade de Córdoba estava a ser levado um programa de selecção muito interessante e inovador. Seis ou mais anos de investigação, assim como os muitos milhares de euros investido, perderam-se no dia em que as colmeias foram roubadas. Enfim mais uma histéria mal contada, como muitas outras.

    Dino um excelente 2016. Um dos núcleos do Kefuss tive de o tratar. Comecei a ver abelhas com asas deformadas.

  24. afonso diz:

    Obrigado pelo testemunho Eduardo.

    O contacto que dei e de um apicultor que usou Bayvarol. Ao que morreram as colmeias e outro pequeno apicultor do lado oposto da Serra. No que ha de comum…o Bayvarol nao funciona em toda a Arrabida!

    Quanto as associacoes temos visoes muito diferentes. A pergunta que deixo…como nasce uma associacao sem esse apoio?

    Apenas testo 2 colmeias, claro…e um teste, o meu teste! Faco este trabalho sozinho, sem qualquer apoio…nao tenho recursos para mais!
    Depois de provar bem experimento em todo 1 apiario…e so se me convencer o passo a todos os outros.

    No caso do formico, mais um apicultor de 400 colmeias que tinha metade delas em apuros…as salvou apos uma conversa em que apenas o aconselhei.

    Sera que este trabalho nao vale nada??

    Sim, dou formacao e axo k e o pilar base da apicultura e de tudo.

    O que tento partilhar no blog e gratis, apicultores de fim semana apos um fim de semana de formacao ficam com conhecimento suficiente para nao deixarem morrer as colmeias. Ficam com todas as opcoes…bio, biotecnologicas, quimicas, mezinhas corretas. Chamo a isso servir a apicultura.

    Como testei,
    tirei amostras de 3 colmeias antes de tratar
    tratei
    aguardei 1 ciclo de cria (entretanto houve alguma reinfestacao que nao euacionei)
    amostrei novamente

    No caso do Oxalico, anrranjei 3 tipos de base, entreguei a um tecnico apicola amigo. Em colmeias infestadissimas ele colocou..e deu m o feedback.
    Pensei, melhorei o que considerei errado…apliquei numa colmeia minha.
    Se gostar do resultado, aplico em 2as, desta vez com amostra pre tratamento e pos tratamento.
    Se ficar satizfeito testo um apiario completo.
    So no fim deste processo…esta pronto!

    Nao sou cientista, nao recebo por isto, arrisco as minhas abelhas e disponibilizo o conhecimento que arranjo. Pois tambem recebo muito de forma gratuita.

    O Sr Randy, e alguem com quem falo regularmente. Conheco bastante bem a forma como pensa e concordo com praticamente tudo o que defende.

    Mais do que faco, gratuitamente…nao posso!

    Sim, cobro as formacoes, o mais barato que posso. Sim, gosto de formar, e provavelmente em 2017 passarei a dar apenas 2as ou 3 por ano devido ao crescimento da minha apicultura e a querer ser sobretudo apicultor.

    Axo mesmo que a formacao mata mais varroas no Longo prazo que os acaricidas, tal como a seleccao.
    Sim, axo a nossa abelha mediocre e apenas e so por ser agressiva e complatamente imprevisivel.

    Nao axo que o problema seja o tipo de caixa. Isso resolve se dando lhes espaco acima.

    Isto sao conviccoes.

    E apesar de muitas coisas serem desconhecidas, os residuos na minha opiniao estao la, os metabolitos ficam, e nos e que nao sabemos ainda identificar certas moleculas.

    Se o meu organico funcionar bem…em 2017 gostaria de ter o orgulho de voltar a so usar organicos. Para mim e uma questao de precaucao e orgulho profissional. Um velho agricultor disse m “Rapaz, para seres um profissional capaz tens de ter muito orgulho no que fazes”, tinha eu 16 anos, longe estava de pensar sequer vir a ser apicultor.
    Agora entendo porque ele terminava de semear as batatas, e ia retirar aquele ultimo carolo, entendo porque ralhava comigo se deixasse o rego torto. Aquilo era o orgulho dele, o seu espelho.
    O meu sao as abelhas.

  25. Bernardino diz:

    Olá
    Uma pergunta.
    Os tratamentos homologados também não são mesinhas.
    Antes de aparecerem estes tratamentos. os apicultores já tratavam as abelhas com os mesmos princípios activos.
    O problema é que os apicultores não são industrias farmacêuticas.
    Lembro alguns, klartan, supona, amitrraz, etc. vejam os princípios activos.
    O meu mestre dizia: já não há mais para inventar, já se inventou tudo, temos é que saber utilizar.

  26. Eduardo diz:

    Tenham calma pessoal! Olhem todos os apicultores deviam de ser como eu estive toda a tarde a pregar quadros!!! Agora a serio se nos assiciarmos a alguma associsção temos ou direito aos tratamentos? E as condições? O numero de colmeias tem alguma influencia?

  27. Eduardo Gomes diz:

    Boa noite Eduardo

    Neste link http://www.oapicultor.com/organizacoes.htm podes encontrar as associações do teu distrito. Sugiro que lhes ligues e escolhas a que mais te interessa. Como tu há outros companheiros. O teu exemplo pode ajudar outros a darem este passo. Depois diz como correu.

    Por se discordar não se perde a calma obrigatoriamente. : )

  28. afonso diz:

    Bernardino,
    Concordo plenamente. Os tratamentos homologados sao mezinhas que derivam das originalmente usads.
    A diferenca esta no facto de serem um “pronto a vestir” em que o apicultor sabe que esta a comprar uma dose certa e provada.
    No entanto essa dose certa e provada falha bastantes vezes tambem, quer seja por ser desenvolvido para outras latitudes, quer por rotulagem mal feita, etc…
    Sou favoravel a que existam, sou fvoravel a que quem nao quiser pensar muito os use. Nao sou favoravel a que nos sejam obrigatoriamente impingidos.

    Ha muitas mezinhas caseiras mal feitas…ha!
    Mas tambem ha muitas bem feitas…ha!
    Nas mesinhas o maior problema parece m ser os apicultores que ouvem uma conversa de cafe e vao meter aquilo sem testarem nem perderem um par de horas com o produto.
    O mesmo problema tem os homologados quando nao explicam explicitamente os problemas e conflitos entre a rotacao de fluvlinato, coumaphos e flumetrina.

    Axo muito bem que os laboratorios ganhem a vida. Sim ha custos de promocao e ordenados a pagar. Mas conheco o custo do principio ativo, as doses, o custo de manufactura…e vejo o custo final ao apicultor. As tais diferencas de 900% ou mais a que me refiro. Isso na minha opiniao chama s roubo legalizado.
    Na devida escala parece o negocio dos Patos Bravos dos anos 80 e 90! Compra s um terreno por 10 ao velhote agricultor…urbaniza s …da s umas esmolas aos cas camaras municipais para aprovarem tudo e um par de botas…e vende s por 1000. Era literalmente assim! E deu no que deu.

    Por isso defendo tanto as coisas sustentaveis, que apenas possuem custos de arranque. As que sobrevivem “Parabens!” e tal como nas empresas, as que nao sobrevivem devem ser deixadas cair. Pois no seu lugar aparece outra mais capaz, liderada por gente mais competitiva…enfim, melhor!

    Quanto a formacao,
    Orgulho m imenso de num espaco onde dou formacao gratuita aos apicultores, a media de assistencias ter subido de umas 7 pessoas iniciais para cerca de 30, e nao sao mais porque nao cabem na sala, ficando outros tantos de fora.
    Estes motivos fazem m nao poder deixar aquela cooperativa, que embora tenha problemas como todas, tem uma base social e local muito forte, que se conseguir sobreviver a este arranque contra todas as que possuem muito mais apoios e fazem menos, aprender onde tem de invetir para criar mais vlias…podera num futuro nao muito distante ser uma das primeiras, se nao mesmo a 1a a nivel nacional a ser “PAN free”, e isto de nao se depender do papa “PAN” para a mesada do mes seguinte gera uma independencia enorme e capacidade de dizer SIM ou NAO…em vez de se dizer Amen a tudo.

    Neste ponto da politica apicola tenho uma posicao muito forte e vincada, talvez dos bons exemplos Austriacos, Alemaes e Luxemburgueses que conheci bem. Por ver o que pode trazer o conhecimento alargado a uma vasta franja dos apicultores. Por ver que eles com um par de decadas de trabalho caminham para uma apicultura sem tratamentos que sera uma realidade dentro de poucas decadas.

    Porque sera que eles proibiram o uso destes tratamentos que ca denominamos como homologados (falo dos quimicos)?
    Tem janelas de tratamento de 2 semanas apenas para sincronizadamente estourarem com a varroa.
    Com seleccao possuem abelhas que se podem ter em qualquer jardim ou varanda, cuja escolha das matriarcas e bastante rigorosa.
    Isto deriva do conhecimento e organizacao.

    Sou muito mais favoravel a conhecimento do que a leis restritivas e inibitorias ao conhecimento.

    Afinal os homologados nao sao mais que as mezinhas que foram sendo descobertas por alguem e que foram standarderizadas e produzidas em massa. Nada mais do que isso.

  29. Eduardo Gomes diz:

    Cito o Afonso: “Os tratamentos homologados sao mezinhas que derivam das originalmente usads.”

    Esta afirmação é tão válida como dizer que os automóveis actuais são mezinhas dos carros de bois.

    Cito o Afonso: “Porque sera que eles (Austríacos) proibiram o uso destes tratamentos que ca denominamos como homologados (falo dos quimicos)?
    Tem janelas de tratamento de 2 semanas apenas para sincronizadamente estourarem com a varroa.
    Com seleccao possuem abelhas que se podem ter em qualquer jardim ou varanda, cuja escolha das matriarcas e bastante rigorosa.
    Isto deriva do conhecimento e organizacao.”

    Acrescento estes dados do maior estudo sobre abelhas a ser realizado actualmente na Europa, conhecido como COLOSS: “Uma análise preliminar dos dados mostra que a taxa de mortalidade durante o inverno 2014-15 variaram entre os países , variando de 5 % na Noruega a 25 % na Áustria ”

    A mim dá-me que pensar que a Áustria, o país supostamente mais avançado na apicultura europeia, esteja também em primeiro lugar nas taxas de mortalidade do último inverno. E a mortalidade no inverno, como os apicultores mais conhecedores e experientes sabem, resultam em grande medida de tratamentos de outono mal feitos ou com baixa eficácia, ou de outra forma, resulta de varroa mal controlada neste período crítico.

    Sobre as associações nada mais tenho a acrescentar ao que já disse. Não tenho disposição nem tempo para lutar contra moinhos de vento.

    Cumprimentos a todos e um abraço especial ao Afonso pela excelente reportagem acerca de alguns aspectos da apicultura russa. Parece que os russos não têm medo de caixas de ninho grandes, e sabem que elas são as mais adequadas para colher muitos quilos de mel. Como eu suspeitava.

  30. A minha resposta da um colega Noruegues,

    How we fight the mite
    In Norway where I live you are not allowed to use what is called pesticides against pests. To fight the Varroa mite we are ordained biotechnical methods and organic acids.

    website… resistantbees.com
    post….survival of a comercial beekeeper in Norway

    • Eduardo Gomes diz:

      Bom dia Afonso
      Na Noruega, país que tem regiões onde a varroa ainda não chegou, é muito fácil tratar eficazmente a varroa com métodos biotécnicos e orgânicos. O duro e longo inverno nórdico implica colmeias sem criação e, por outro lado, períodos de criação de zângãos muito curtos e bem definidos. Se eu tivesse as colmeias na Noruega não teria dúvidas que esta seria também a minha opção quanto a tratamentos.

      Por contraste, em Portugal com invernos muito suaves, às vezes primaveris, com muitas zonas do país onde as rainhas nunca param a postura, quer de obreiras e até de zângãos, a eficácia dos tratamentos orgânicos fica dependente da sorte ou do destino. É uma espécie de roleta russa.

      Comparando o clima de Portugal com o clima da Noruega o que podemos dizer é que estamos praticamente em pólos opostos. O que resulta na Noruega tem muitas probabilidades de não resultar em Portugal. Não é preciso um doutoramento para saber que assim é. O que a boa ciência nos diz é que não devemos comparar maçãs com laranjas.

      Mas a minha observação era acerca da Áustria, não era acerca da Noruega.

  31. A forma como se contabilizam baixas tb importa. eu leio 5% a 7% devido a inverno, mas depois ha mais 10% devido a falhas no arranque e ainda outras que vao falhando. em climas menos vincados tudo acontece logo no arranque que se da muito mais cedo e e contabilizado por junto.

    Ca em Portugal axamos que uma caixa com 10 abelhas esta viva e nao conta como baixa, mesmo tendo um inverno que muitas vezes nao Inverna. E com toda a panoplia de quimicos, de favores do clima…as baixas tb andam em torno dos 10 a 35% na media e dependendo do ano.

    A Austria, tem um sistema bem organizado, a norma e so reproduzir rainhas apos 3 anos de vida, pelo que e muito normal que hajam mais algumas baixas. 25% em clima Alpino e regime parcialmente transumante nao sera tao mau assim.

    A comparacao da mezinha com o tratamento quimico e o carro de bois e completamente despropositada na minha opiniao.
    Penso ter sido em 2008 ou 2009 a ultima vez que comprei um quimico desses mais caros. a minha ultima medicao de varroa 0,51%. Neste momento esta em 2% seguramente, e nao tarda voltam abaixo de 1%. Gastei menos de 1Eur com cada colmeia durante a campanha, nao custei 1 tostao a nenhum outro Portugues. Sera isto o Carro de Bois?

    Axo a tua opcao valida, mas penso que no longo prazo nao e esse o caminho. Nao digo que nunca usarei, pois pontualmente usarei certamente.
    No entanto repito nao ser esse o meu caminho.
    Esse caminho custa 2Eur ao apicultor e 6Eur a pagar pelos Portugueses. Sera isso o moderno automovel?

    A lista de paises que ja proibiram os quimicos que ca se usam e extensa, esta a crescer (ca ainda estamos a autorizar coumaphos ja a prever a Aetina…e em vez de se ensinar ja os apicultores a usarem armadilhas com oleo vegetal ou acido borico que sao igualmente eficazes), e portanto espero ser ainda na minha epoca que Portugal adira. Nao estamos neste momento preparados para tal…mas com formacao estaremos um dia (geralmente 30 anos apos os que trilham o caminho). Quem trilha o caminho chama s de pioneiro, passa pelas maiores dificuldades, mas leva um avanco enorme perante todos os outros. Enquanto os outros se estiverem a adaptar as solucoes desenvolvidas, ja o pioneiro esta a caminho de resolver o proximo problema.
    Se um trabalho de fundo fosse feito, em 10 anos estariamos preparados para tal!

    Nada substitui o conhecimento. Isto e a minha posicao.

    O conhecimento e a base da evolucao, e se em 2017 puder voltar a orgulhar m de ter abelhas saudaveis 100% livres de quimicos…penso que sera um enorme orgulho para mim e um grande exemplo aos mais novos verem uma exploracao de 400 enxames na zona do pais em que nao para a cria e ainda assim ser mantida desta forma, com todos os produtos a poderem ter valor acrescentado (ex ceras para farmaceuticas)

    A tua opcao e a mais simples Eduardo, sem duvida a mais direta para manter e aumentar efetivo no curto e medio prazo. Mas nao dura para sempre, e no dia que surgir a resistencia nao o saberas! E so se da por isso tarde…demasiado tarde. Sempre foi assim nas exploracoes dependentes de quimicos.

  32. Eduardo Gomes diz:

    Vamos conversando neste dia chuvoso. O exercício da conversa discordante não está ao alcance de todos. Muito obrigado Afonso pelo manutenção desta conversa, porque neste aspecto estamos de facto a ser pioneiros.

    Acerca do estudo Coloss: este estudo, e para o inverno 2014-15, estima que apenas 3% das baixas são devidas a problemas com as rainhas.

    Se em Portugal alguém acha que uma colmeia com 10 abelhas não conta como baixa não sei. Nenhuma colmeia minha com 10 abelhas sobreviveu ao inverno, ou qualquer outra estação do ano. O que a minha experiência me tem mostrado algumas vezes é que núcleos muito débeis, com apenas um quadro de abelhas, em Coimbra, e devidamente acompanhada consegue muitas vezes ultrapassar o inverno e fazer-se uma boa colónia.

    Os últimos dados credíveis de Portugal acerca da mortalidade de colónias de abelhas no inverno, e que eu conheço, referem 9% (estudo Coloss, inverno 2013-14).

    Sobre a Alemanha, e neste último estudo do Coloss, a sua média de mortalidade de colónias no inverno de 2014-15 também está significativamente acima da média dos países europeus.

    Se eu entendo bem o teu raciocínio, na Áustria há todas as razões e mais algumas para justificar os 25% de mortalidade no último censo. Só na Áustria é que há inverno? só na Áustria é que há falhas no arranque? só na Áustria é que as rainhas são velhas? só na Áustria é que se pratica transumância? De facto estar à frente da mortalidade invernal não dá jeito nenhum e é difícil de compreender num país supostamente tão avançado do ponto de vista apícola.

    Mas se a explicação é difícil, o que dizer quando no outro país supostamente muito avançado no sector apícola, a Alemanha, as taxas de mortalidade também estão significativamente acima da média europeia, situando-se perto dos 21%.

    Afonso, julgo que sei de onde vem o teu crédito à apicultura germânica e austríaca. Julgo que a tua influência foi o Harald. Me dirás se estou certo ou errado. Pergunto: se o Harald fosse marroquino estarias a dizer que a apicultura de Marrocos é a mais avançada do mundo?

    Para se conhecer um pouco mais da realidade apícola da Ástria recomendo a leitura do seguinte estudo: Surveys as a tool to record winter losses of honey bee colonies: a two year case study in Austria and South Tyrol. É um estudo devidamente conduzido, orientado e efectuado ao longo de 2 anos. Ter acesso a fontes de informação diversa pode às vezes ser um pouco frustrante, mas seguramente é o melhor antídoto para evitarmos desilusões.

    Afonso a minha posição acerca do gasto de 2 milhões de euros do PAN em formação e selecção, não é por si só a defesa que o conhecimento é desnecessário. Julgo que a minha postura nesta conversa, e noutras já tidas entre nós, mostra bem o quanto eu aprecio e valorizo o conhecimento. Sobre este aspecto, não vou repisar o que já disse. A minha posição está muito clara.

    Acerca do gasto dos dinheiros dos contribuintes portugueses no cofinanciamento dos tratamentos só em parte é verdade. A maior parte das verbas gastas neste programa, como nos anteriores, são verbas europeias. Mais, os contribuintes também são consumidores, e se não desejarem que o seu dinheiro seja gasto desta maneira, terão que o gastar mais tarde quando consumirem mel, dado que os custos e riscos associados à apicultura são superiores. Sem co-financiamento dos tratamentos para quanto irá o Kg do mel no mercado português?

    Se a minha estratégia dura para sempre não sei. Gostaria que durasse o tempo suficiente até surgirem alternativas orgânicas ou outras, tão eficazes, tão simples, tão inócuas para a saúde das abelhas como para a saúde dos consumidores como as que eu utilizo. Se por ex. O Alluen Cap tiver estas características, estarei na linha da frente para o utilizar. Mas como já referi, e a frase não é minha, no futuro estaremos mortos. Sem fantasmas! Um abraço Afonso ; )

  33. afonso diz:

    Aqui tb chove hoje…mas chuva branquinha. Ja vai em 1m. Mais a Norte ha locais com 5m de neve acumulada.

    Dou m muito bem com o Harald, mas so o conheci ja bem depois de ter estdo por la.

    Aqui no litoral, tenho apenas a minha experiencia propria, e em 10 anos usei quimicos 2x apenas.
    No entanto comecei com 2 enxames e neste processo da profissionalizacao so adquiri 16…ja vendi perto de 100 e passei os 250. Ou seja, concluo ser possivel apesar de as minhas rainhas nao pausarem postura.

    Nao acredito nos dados de 9% em Portugal (talvez este ano em que nao houve inverno), a serem verdade quase duplicariamos o efetivo nacional anualmente. Sim, acredito que a % que se deve a rainhas sera baixa.

    Na Dinamarca e mais facil sim.

    Nos paises sem quimicos, nao sera aceitavel 20% de baixas?Na minha opiniao e, e os apicultores que coneco todos me referem ter entre 10 e 15% de perdas nos anos normais la Se me pagarem apenas 15% mais pelos produtos que produzo ja compensaria.

    Por vezes esses enxames pequeninos resultam…tenho assim alguns em Setubal, mas cada vez mais tendo a comecar logo com 3Q de cria e 1 de resevas, rainha ja fecundada…e num mes esta pronto a ir para colmeia. Geralmente os miniatura ocupam uma caia 6 meses antes de recuperarem, e assim que haja enxames suficientes, sao unidos 3 e rainha substituid AZAP.

    Quanto ao orcamento ser europeu em parte, sim! No entanto essa dotacao poderia ser aplicada noutras areas bem mais prementes da apicultura. O Orcamento Europeu nao e feito com dinheiro impresso pelo BCE para ece efeito. O orcamento europeu e constituido com dotacao fornecida pelos estados, ou seja, todos contribuem a sua proporcao e depois e distribuido, ou seja, parte desse dinheiro e nosso na mesma (apenas nao e todo porque somos um estado da zona periferica e desfavorecida).

    O facto de algumas zonas da Noruega ainda nao terem varroa deve s a apicultura dispersa. Este apicultor lida com a varroa ha 10 anos, teve de aprender e o apoio vem sob a forma de conhecimento.

    Ou seja, a medida que o apoiou e de tipo estrutural…perdura no tempo. As nossas sao de tipo paleativo, esgotando s no tempo e necessitando de verba perpetuamente.

    Gosto muito da zona central Europeia, de poder ir ao jardim de uma casa mexer nas abelhas, cortar erva em calcoes ao lado das colmeias, abrir uma colmeia e nao ser picado, estar num congresso de apicultura e ter 200 apicultores que nao sao extensivos nem intensivos mas que sabem explicar muito bem toda a compreensao do organismo colmeia.

    Aqui mesmo entre profissionais, oico alguns dizerem que sozinhos dao conta de 1000 colmeias. Serao apicultores? Axo os muito mais como donos de abelhas que compensam todos os problemas com aumento da extensao. Ou seja por ex, de 1000 apenas 700 produzem, mas enorme numero compensa a improdutividade. Nao sou nadinha mesmo favoravel a tal politica, pois resulta em termos enorme densidade de colmeias e nao sermos auto suficientes em mel.

    Voltando ao Harald, axo exemplar o trabalho dele. Mantem 250 colmeias sem quimicos, valoria bastante bem o que produz e ensina outros. E faz isto ca, mostrando que ca e possivel trabalhar assim.

    O meu trajeto esta planeado ligeiramente diferente do dele, pois nao gosto de lidar com o cliente final e por isso prefiro vender a grosso. Mas no que respeita aos tratamentos eu partilho a visao dele. E mal me seja possivel, espero regressar aos 100% organicos.

  34. Eduardo Gomes diz:

    Afonso
    Aqui em Coimbra temos zonas alagadas (segundo os autarcas da região por descargas mal explicadas da barragem da Aguieira). Na segunda feira, terça e quarta, andei pela Guarda a alimentar as minhas colmeias. Num lameiro junto a um apiário atasquei a minha pick-up, depois atascou o jipe que me socorreu e depois ainda o tractor que nos socorreu. Só um tractor com tração às 4 rodas nos valeu. Água não nos falta agora!

    A tua experiência diz-nos que é “quase possível”. O ano passado usaste a “bomba atómica” química, segundo os teus relatos. Não vejo mal nenhum nisso. Eu tenho-a utilizado desde que sou apicultor e até agora só estourei com as varroas. O resto em redor está intacto.

    Relativamente aos núcleos faço como tu fazes. Muitos deles, devido à transumância em altitude, ainda me dão uma ou duas meias-alças de mel no ano. Mas às vezes em alguns, poucos, as rainhas não são fecundadas e acabam por se atrasar. Esses vêm para o hospital de Coimbra.

    O investimento da UE está bem. Prioriza o combate à varroa e o financiamento aos tratamentos confiáveis. Concerteza que também financia a educação/formação, a investigação, a selecção, etc. Não deve, no entanto, deixar de financiar os tratamentos, que são necessários fazer todos os anos, enquanto a educação, a investigação e a selecção não conseguirem responder a esta enorme ameaça da varroa de modo pronto e imediato. A varro não espera para estarmos todos educados.

    Vamos ter que ir andando com muito realismo. O idealismo é necessário, mas a varroa é um inimigo muito poderoso para se deixar a condução das políticas apícolas nas mão de idealistas. Precisamos de pessoas com os pés bem assentes no chão ainda que dispostos a abrirem as suas mentes a novos rumos. Sem aventureirismos e não correndo riscos desnecessários. Com equilíbrio, com realismo e sem radicalismos.

    A concluir lembro que a lista de tratamentos homologados em Portugal apresenta 5 marcas de produtos orgânicos e 4 marcas de produtos sintéticos. Uma lista equilibrada, realista e sem radicalismos. Lembro que os tratamentos podem chegar a custar 1 euro por colmeia. Um valor equilibrado e sensato. Sobre este aspecto tiro o chapéu ao nosso estado.

    Sobre o limite de comercialização de 650 Kg não tiro o chapéu. Sobre a possibilidade de se esconder a origem do mel vindo da China por detrás do rótulo “não UE” menos ainda. São estes os pontos críticos que o nosso sector tem a debater com o nosso estado. Sobre a política de financiamento dos acaricidas já deixei clara a minha posição.

  35. Bernardino diz:

    Olá Pessoal
    Afonso, espero esteja a correr bem a viagem, e que tires ilações positivas.
    Acerca desse produto, o alluene cap , tenho pesquisado, mas a informação e sempre a mesma. pouca.
    Não sabes se já existe aqui, realmente a ideia tem pernas para andar, estou com interesse em experimentar.
    Eu queria um produto alternativo para usar, com o amitraz, mas queria biológico.
    O maqs , pelo que vi e li não interessa. mas tenho que ter em conta, a quantidade de alças com mel, as temperaturas. etc.

  36. Ola Dino,

    O Aluen e algo novo, desenvolvido por uma cooperativa. Ja entrei em contacto com eles, mas nao ha ainda disponibilidade para enviar amostras. Penso nao quererem, pois esta a decorrer o patenteamento do mesmo.
    Quanto ao MAQS, axo um excelente produto…mas nunca nas doses que estao no rotulo! Para colmeia reversivel mesmo 50% e demais. No entanto uma excelente opcao para por exemplo tratar quando em Marco o Bernardino for crestar o Eucalipto, nao em Agosto!

    Eu nao sou fa de timol, tenho visto demasiadas perdas a Sul apos tratamentos com ele. Geralmente ha surtos de nosemose que aparecem do nada. O formico usado quando ha fluxo de polen, e as colmeias saem com um enorme vigor (morrem 100 ou 200 abelhas por colmeia).

    O que vejo do Amitraz (nao homologado) e que as abelhas reduzem durante cerca de 2 semanas a intensidade de recolha, e a area de cria nao expande durante o periodo de tratamento.

    A unica vez que usei o fluvalintao (bastante tempo atras), foi via APISTAN, tudo dentro das colmeias parecia normal…mas as abelhas pareciam viver menos tempo.

    Quase todos parecem afetar algo, e dos quimicos o AMITRAZ e o menos mau devido a ser muito instavel quando em contacto com as ceras. Dai resultar num indice de resistencias mais baixo e parcialmente reversivel.
    No entanto e apenas e a minha opiniao, sem validade cientifica, os tratamentos homologados ficam 6 a 8 semanas, o que resulta em bastante tempo de exposicao e os acaros sobreviventes estiveram expostos a 3 ciclos de cria sem morrerem, pelo que algo neles difere dos restantes. Nisso prefiro o Amitraz caseiro, em que o Acaro apenas esta exposto 1a vez.
    Esta exposicao prolongada do comercial resulta na minha opiniao por os fabricantes quererem poupar dinheiro e fazerem apenas 2 tiras em vez das 4 com apenas 250mg que seriam necessarias.

    O Aluen sao 4 tiras.

    O Bayvarol tambem sao 4 tiras. Aqui a resistencia surgiu devido a repeticoes multiplas e alternancia com o primo Apistan, ou caseiros de substancia ativa semelhante no modo de accao (fluvalinato e flumetrina atuam no canal de absorcao de sodio da varroa). Como as sobriviventes sao mutantes e a herditabilidade desse fator e elevada, as geracoes seguintes sao tb resistentes.

    O Apibioxal esta fora de questao na sua zona…pois ha cria

    ApilifeVar, mistura de oleos pessoalmente nao gosto. Basicamente a base e Timol.

    Agora vendem por ai Eucaliptol. Muito cuidado, pois tal como no formico a taxa de volatilizacao e exponencial com a temperatura. No entanto as abelhas sao muito mais sensiveis a este oleo do que sao ao formico, ao qual resistem bastante bem mesmo a concentracoes altas.

    Abraco Dino!

    P.S. Pena muitos outros apicultores nao lerem um pouco antes de fazerem enormes asneiras! Querem tudo prontinho…em vez de debaterem como nos fazemos.

  37. Bernardino diz:

    Olá Afonso,
    Hoje esteve um dia maravilhoso. então foi ver as minhas colmeias, reparei que comeram algumas reservas, mas é normal depois de quase duas semanas de chuva.
    Abri algumas, quanto a varroa fiquei admirado, não vi nem em cima das abelhas nem abelhas com assas ratadas. pois só fiz tratamento em Setembro, por isso falei se avia tratamento biológico, mais para prevenção.( para utilizar agora)
    As reservas de pólen, ainda aguentavam mais uma a duas semanas de mau tempo, algumas mestras já subiram a alça, ninhos com sete e oito quadros de criação, colmeias full de gado,
    Que quero mais. o eucalipto depois das chuvas e vento caíram as flores velhas e novos botões estão abrir. O Saramago esta cheio de flor, espero que os agricultores não coloquem ervicida, as azedas igualmente floridas. Não lhe falta nada, Só bom tempo.
    Abraço,

  38. Vítor Afonso diz:

    Boa tarde!
    Afonso, quanto ao tratamento com MAQS, referiste que “para colmeias reversíveis até 50% é demais”. Eu já apliquei o maqs em algumas colmeias lusitanas, a título experimental mas como me pareceu que a dose recomendada seria muito elevada apenas apliquei metade da dose (1 tablet). As temperaturas, quando aplicado, eram de cerca de 20ºC, ideais dentro do intervalo recomendado, no entanto, por falta de tempo não tive oportunidade de avaliar a eficácia…e desta forma não consegui tirar grandes conclusões. Visto que é um produto que ainda está há pouco tempo no mercado não sei qual é a tua opinião. Se alguém já utilizou poderia deixar aqui o feedback…
    Cumprimentos apícolas

  39. Vitor, usaste a dose certa para colmeia Lusitana.
    Com 20ºC a eficiaencia nao deve ser tao elevada como os quimicos.
    Por tudo o que tenho lido e visto, com temperaturas de ate 35ºC é seguro usar essa de dose de 1 almofada na colmeia Lusitana.
    Penso ser um tratamento ideal para usar no Outono, em fins de Setembro com a temperatura a descer e a tocar os 25º a 30ºC. Nesse intervalo de temperatura, a eficiencia que escuto é boa.

  40. Alves diz:

    Fala-se aqui muito sobre tratamentos e ainda bem, mas uma coisa é certa,todo o apicultor que comprar medicamentos homologados nas lojas e tratar suas colmeias com eles de 0% a 100%
    ao fim de 4 a 5 anos 99% fica sem nenhuma aqui na minha zona fui o que aconteceu nada chega ao caseiro

    • Eduardo Gomes diz:

      Alves a que zona se está a referir? Há alguma associação apícola na sua zona? Obrigado pela sua atenção.

  41. Alves diz:

    Zona da Guarda a correr para Viseu… Associações existem .

  42. Eduardo Gomes diz:

    “Zona da Guarda o amitraz tem que ser aplicado em tiras de cartão para as abelhas roerem e assim é eficaz em plástico ,lenços,vitril ect não é eficaz” citação do Sr. Alves mais acima.

    Olhe que para mim é muito surpreendente o que refere, sendo a sua zona no distrito da Guarda. Tenho 12 apiários no distrito da Guarda, e tenho tratado com Apivar e menos frequentemente com Apistan nos últimos 6 anos. Ainda não dei conta de resistência. Do meu conhecimento, na Europa não estão identificadas resistências ao Apivar.

    Se os cartões com amitraz, também conhecidos como acadrex, são eficazes, não se pode falar em resistência ao amitraz. O acadrex aparenta ser mais eficaz que o Apivar, porque tem um efeito mais rápido. Contudo o Apivar colocado a tempo e horas acaba por ser mais eficaz que o acadrex a longo termo. O Apivar não cura colmeias a desmoronarem-se e a colapsarem com varroas. Não faz milagres, faz apenas aquilo para que foi construído: matar devagar e ao longo de 8 a 12 semanas as varroas da colmeia. Não peço ao Apivar que me cure uma colmeia, com dezenas de abelhas com asas ratadas, e sobretudo se a meio do tratamento não fizer um ajuste das tiras à zona da criação. Eu já cometi estes erros e sei do que estou falar. E como reconheci estes erros no maneio e não culpei o Apivar voltei a utilizá-lo, mas desta feita adequadamente e corrigidos os erros anteriores. Como não culpei o Apivar, isso fez-me melhorar o meu maneio. E continuo a estar muito satisfeito com os resultados. Sem resistências até agora.

    Sr. Alves qual é a sua associação se me permite a pergunta? Não estando satisfeito com os resultados do Apivar ou de outros sintéticos o Sr. pode escolher outro tratamento entre os 5 orgânicos que estão na lista dos homologados. Cumprimentos!

  43. Eduardo diz:

    Eduardo isto das associaçoes é so interesses para beneficios proprio, vontade de ajudar vejo pouca!! Acreditas que ainda não consegui arranjar nenhuma associação??! um colega meu pediu informações a uma associação mas inventaram umas desculpas …. Enfim

  44. Eduardo Gomes diz:

    Não é a minha experiência… mas o que faz a casa é quem lá mora!

    Todo o apicultor tem o direito de se associar a uma associação apícola. É essa a razão da sua existência. Claro que será melhor entrar numa associação na qual seja bem acolhido do que numa que tenha que pôr o pé na porta para não a fecharem.

    Eduardo não devemos colocá-las todos na memo saco e dizer “isto das associaçoes é so interesses para beneficios proprio, vontade de ajudar vejo pouca!!” Não fiques chateado que não é essa a minha intenção, mas é muito mais justo e até mais produtivo dizer esta associação X, ou aquela Y, portaram-se desta e daquela maneira.

  45. Bernardino diz:

    Eduardo, em que zona Resides?

  46. Eduardo diz:

    Moro perto de vila real, numa vila que se chama santa marta de penaguião!

  47. Bernardino diz:

    Olá Eduardo,
    Não sei se Vila real tem alguma associação, mas posso-te recomendar, eu estou no luso, penso também que o Eduardo Gomes está lá escrito. Para mim é uma boa associação e pena ser um pouco longe para ti. mas existe uma, a qual estive para me inscrever. que é de Boticas. esta de certeza que te vai ficar mais a mão, ainda um pouco longe.
    Tenho muitas boas referencias desta associação ,tenho conhecimento de amigos, que esta associação alguns anos a trás, financiava os tratamentos a 100%.
    Mas tenta saber se existe alguma ai mais perto. mesmo que seja pequena de certeza que tem parceria com outra, como acontece com a associação aqui da minha zona, na qual também estou inscrito. é pequena mas tem eng. e presta todos os serviços que os apicultores associados
    precisarem.
    Abraço.
    DINO

    • Eduardo Gomes diz:

      Estás correcto Dino. AALC — Ass. dos Apicultores do Litoral Centro. Só tenho coisas boas a dizer do seu presidente, o Sr. João, às Eng. Sandra e Andrea, que são os elementos com quem falo mais habitualmente.

      Eduardo não desanimes. É verdade que às vezes as coisas são um pouco mais difíceis do que deveriam ser. Boa sorte!

    • Bruno Silva diz:

      Também tenho boas referências da associação do luso… Estou lá inscrito, mas por uma questão logística quem costuma lá ir é o meu irmão, e o que me diz é que são impecáveis e prestáveis, por isso não podemos meter tudo no mesmo saco.

  48. Eduardo diz:

    Fiz uma pesquisa na net e aparece uma associação chamada Apimarão que até é relativamente perto mas so aparece morada, ñ tem numero de tlf, nem mail!

  49. João Oliveira diz:

    Boa tarde.
    Existe também uma associação em Vila Pouca de Aguiar. A AGUIARFLORESTA pode fazer o registo lá.
    Cumprimentos

  50. Eduardo diz:

    João ja falei com a aguiarfloresta, vou registar-m la! Nem vai ser preciso ir la! É pena que este ano ñ vou ter acesso aos tratamentos! Obrigado pela informação!

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