Hoje foi vento…

O Agreste não deixou de ser o que era, e hoje apesar de um lindo dia, o vento de cerca de 50km/h não deixou as abelhas fazerem mais do que umas poucas saídas. É por se ter muitos dias assim que aqui o Inverno é penoso.

Amanhã talvez dê para voltar a colocar em prática a apicultura, continuar a desbloquear os ninhos e meter ceras novas e o quadro dos zangãos, dar-lhes com o fórmico e quem sabe se passar mais alguns núcleos a colmeia.

Para já, cada apiário de colmeias tem sido uma agradável surpresa!

Mas as flores inquietam-me, com amendoeiras floridas, os primeiros pilriteiros a aparecerem 3 semanas antes do tempo e até algumas ervilhacas a darem flor.

E aí vêm mais uns dias bons, com sol e pouco vento…vai voltar a ser um regalo para a vista.

Hoje fui a pé ver outras abelhas e tomar o peso das colmeias. Parecem chumbo! E apanhei um enorme susto quando um excelentíssimo núcleo tinha voado o telhado com o vento. Esteve 1 mês sem telhado, com óculo aberto ao luar. Mas estava cheio de abelhas! O que prova bem da sua capacidade quando estão sãs!

Faltam 4 apiários serem tratados e depois a 2a ronda nos 3 apiários de núcleos. Portanto há que colocar cera em pelo menos mais 150Q, há que depois fazer um par de serões em 800Q de meia alça que precisam de ceras também.

Como é bom ver crescer os dias e chegar o trabalho!!

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Sobre abelhasdoagreste

Jovem, apicultor apaixonado e que comercializa inovação apícola.
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3 respostas a Hoje foi vento…

  1. Daniel Silva diz:

    Afonso é verdade o clima está de pernas para o ar, aqui em Sintra ovem-se os melros a cantar de manhã e á dias vi um com um monte de minhocas no bico sinal que já tinha crias.
    Mudando de conversa gostava que me esclarecesses uma coisa, quanto ao tratamento com o fórmico, não vais fazer três tratamentos espaçados de uma semana?
    Bom apetite para os serões a colocar cera!!!

  2. Olá Daniel,
    As abelhas estão saudáveis e como tal quero apenas fazer um knock down de umas quantas varroas. Ou seja, se diminuir as varroas nesta altura de expansão dos ninhos a taxa de infestação desce por 2 vetores. Por um lado aumenta o número de abelhas e por outro baixa o número de varroas. Assim a % de abelhas infestadas desce. Ao fazer isto 2 ou 3 x durante a primavera e apenas nos dias de inspecção, evito ter de ir aos apiários a propósito. Assim não tenho custos extra.
    Entretanto elas vão puxar a cera dos zangãos que me permitirá recolher boa parte da varroa assim que eles estejam operculados. Evito tratamentos prolongagos, evito afetar a postura das rainhas e vou mantendo a varroa em nível aceitável até ao tratamento de verão. Aí sim, quero matar todas as que puder!
    Não se esqueçam que por cada vez que eliminam quase todas as varroas da colmeia, havendo uma taxa de reinfestação elevada (por exemplo das colmeias de um apicultor que não roda tratamentos), estamos a herdar as varroas com essas resistências, que se reproduzem na nossa colmeia e passam a ser a genética dominante. Ou seja, herdamos o Frankanstein sem termos feito nada por isso. Daí ser tão importante manter a varroa controlada, mas não tentar exterminar tudo. Apenas no verão é crítico que se leve quase ao zero as varroas. E Porquê, perguntas tu? Pois A carga viral que as varroas são vetor permanece ativa no apiário durante vários meses, mesmo após as varroas terem morrido (sei disto por experiência própria nos núcleos junto ao tejo). Assim, o verão é um período difícil para as abelhas, e retiramos o fator pressão que é a varroa. Assim, chega o fluxo de outouno e podem nascer muitas abelhas saudáveis e não parasitadas. Com o aumento de população a colmeia ganha amas saudáveis em quantidade, a carga vírica desce e a varroa estando baixa não funciona como vetor de transmissão de vírus. Espero ter ajudado…

  3. Daniel Silva diz:

    Claro que ajudas, como sempre.
    Só perguntei porque deu me a sensação que não ias fazer o tratamento completo, este domingo vou fazer o 2′ tratamento de fórmico, para depois estar pronto para o corte de zangão.
    Este procedimento vai ser o meu primeiro depois de ter participado na primeira formação do agreste, o fórmico já tinha aplicado depois da formação, em relação ao timol que eu utilizava achai muito mais prático
    e limpo.
    Afonso obrigado pelo teu blog que já acompanho desde 2012 quando pensei em ter abelhas

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