Soltam-se as Pistolas!! Bam xxx Bamm xxx

Tem sido Lufa, Lufa…

Pelo menos uns 3kg já se foram desde que regressei da Rússia!

A primeira criadeira de 2016 está armada, e faltam 8 dias para o pick.

Chegaram mais materiais, desde extrator, tina, caldeira, etc… e hoje parecia dia de Natal! Foi desembrulhar, montar, testar…e enquanto colocava ceras em quadros fui cozendo alguma cera.

As minhas mãos andam bem doridas, pois entre 2 ferrões que tocaram mesmo o local que não deviam, o própolis e dores nas pontas dos dedos por ter movido cerca de 1000 quadros nos últimos dias…, bem que podia vir algum vilão do faroeste…sacar das pistolas e desatar aos tiros de um Carnaval que se aproxima, e com sorte…só levaria com um balão de àgua…se alguma alma caridosa o atasse por mim.

Para a formação de Domingo, parece que não vai chover! E Urra…vamos tratar delas a preceito 😉

Sobre abelhasdoagreste

Jovem, apicultor apaixonado e que comercializa inovação apícola.
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8 respostas a Soltam-se as Pistolas!! Bam xxx Bamm xxx

  1. Sergio oliveira diz:

    Olá Afonso ,
    Antes de mais elogio os reportes que aqui deixa, e que em boa altura descobri.! Cheguei “ao teu conhecimento” através do Miguel e da Timberbee e tive pena de não poder aparecer na altura da formação de criação de rainhas.
    Sou um jovem apicultor em part time com o bicho transmitido por familiares ja lá vão cerca de 15 anos na zona de Castelo de Paiva.
    Leio com muito interesse os teus escritos e revejo muitas das minhas frustrações e dúvidas e alegrias relacionadas com as abelhas.
    Nunca criei as minhas próprias rainhas e sofri com isso, o ano de 2014 foi de grande entusiasmo em termos de produção de mel, só recolho mel por falta de acompanhamento.; no entanto o 2015 foi trágico e de quase 60 colmeias mais de metade foi se.
    Por influência do Miguel tenho usado o formico ja à alguns anos , mas há muitas coisas que a falta de acompanhamento e maneio apressado me acabam inevitavelmente por escapar.
    O aumento de efectivo tem sido apenas por desdobramentos e um ou outro enxame.
    É certo que o ano vai todo tolo em termos de tempo., mas não me meti em nenhuma cavalgaria de desbloquear nem nada; vejo que ja andas com muito serviço de armar criadeiras desbloqueios etc mas será que aqui com mais frio ja poderei desdobrar as melhores colmeias?
    Um grande bem haja e muitas alegrias com a profissionalização .. e boas suadelas.
    No fundo devo dizer te que invejo a tua convicção e estilo de vida “mais natural” com o suporte da apicultura, mostrando que é possível sair de uma certa pressão imposta a diversos níveis, e ser feliz 🙂

    Sérgio Oliveira
    Porto

    • Olá Sérgio!

      Entre a apicultura aqui em baixo e a vossa, há geralmente um desfasamento de cerca de 3 a 4 semanas, tanto em temperatura como em floração. Deixa entrar Março se estiveres fora da zona de producção de Eucalipto, e aí sim, já deve ser mais seguro desdobrar.
      Podes em alternativa, e para fazeres alguma selecção, desdobrar as 6 ou 7 melhores por essa altura, e passados 10 dias exatos desdobras as outras que tenhas fortes. Nesse dia vais às 1as que têm realeiras quase a nascer, e recolhes algumas para dar aos desdobramentos que acabaste de fazer. Ou seja, no máximo 48h mais tarde todas terão raínha vírgem nascida e 2 semanas mais tarde todas devem estar em postura.

      Quanto ao fórmico, é eficaz se bem usado…mas precisas sempre de aferir no fim, retirando amostragens para ver o nível de varroa.

      Aí a velutina também anda a dar-lhe fortemente…e não ajuda em nada!

      Abraço aí para o Porto!!

      • sergio804 diz:

        Olá Afonso obrigado pelo teu comentário.
        Tentarei fazer como dizes..
        Quanto às vespas é facto que estão com toda a força infelizmente.
        Abraço e continuação de bom trabalho.
        Continuarei aos fins semana a acompanhar e esperemos que o tempo não seja muito traiçoeiro . Até breve

  2. Eduardo Gomes diz:

    “Nunca criei as minhas próprias rainhas e sofri com isso, o ano de 2014 foi de grande entusiasmo em termos de produção de mel, só recolho mel por falta de acompanhamento.; no entanto o 2015 foi trágico e de quase 60 colmeias mais de metade foi se.
    Por influência do Miguel tenho usado o formico ja à alguns anos , mas há muitas coisas que a falta de acompanhamento e maneio apressado me acabam inevitavelmente por escapar.”

    Sérgio lamento a tua perda de mais de 50% do teu efectivo com o tratamento com o fórmico. Utilizaste o MAQS? Todos os tratamentos necessitam de um acompanhamento próximo, sintéticos ou orgânicos, especialmente os orgânicos. Melhor sorte para 2016.

    Afonso os espanhóis referem que há varroas resistentes ao timol. Creio que já referiste que no sul do país o timol não tem sido efectivo em alguns casos. Será só por questões de temperatura aquando dos tratamentos, ou já se coloca a possibilidade de haver varroas resistentes ao timol?

  3. Oi Eduardo.
    Quanto ao àcido fórmico, requer muita prática, acompanhamento de perto, e necessita de métodos adicionais no nosso clima! O Sérgio precisa de as acompanhar mais de perto.

    Quanto ao Timol, há na minha opinião 2 factores. Um é o uso excessivo e prolongado no tempo. Em zonas de uso intensivo, em que se aplica 2 ou 3 vezes durante a campanha, a varroa chega a estar 18 semanas por ano em contacto com o produto. Algo que é um maná para a ocorrência de resistências ser acelerada. Na minha opinião é esse o maior fator também nos químicos de síntese, cujos tratamentos estão desenhados para 6 semanas, sendo o ciclo reprodutivo da varroa de 19 dias, pelo que o desenho, dose, número de tiras e exposição deveria ser claramente alterado para no máximo 21 dias.

    As questões da temperatura são muito pertinentes, pois sobretudo entre meio de outubro e início de março, quando a temperatura baixa, a volatilização é mais lenta. Doses sub letais ficam na colmeia, e pode aumentar assim em mais 1 ou 2 semanas a exposição anual. A literatura não indica resistência, mas junto à Quinta do Conde, faz pro mês que vem 8 anos que já vi colmeias com o timol lá dentro a volatilizar e as varroas a passearem alegremente sobre as abelhas. Se não é resistência…chamemos-lhe…alta tolerância ao Timol! lol
    Realmente a Zona que vai de Setúbal até ao Seixal, seria de excelência para estudos sobre varroacidas…

    Sou muito mais defensor dos tratamentos flash, pois atuam até 4 dias, e nunca causam exposição prolongada. No máximo o àcaro fica exposto 3 semanas no total do ano ao acaricida. Seja com que produto for! Se for com fórmico por esta forma, são apenas 8 ciclos de menos de 12h, ou seja, uma exposição total anual de 4 dias. Mas como é complicado fazê-lo, podemos aproveitar cada ida ao apiário para fazer o knock down dos foréticos, metendo 24cc a 60% ou 65% a volatilizar(dependendo da temperatura), seja em penso higiénico ou papel de cozinha. Além disso este choque esteriliza muitas varroas, pois o macho é muito mas muito mais sensível. Assim, uma pequena dose que penetra nas que estão encapsuladas não matará a fêmea, mas mata o macho varroa, e as irmãs crescem e amadurecem como não fecundadas. Este processo diminui muito a fertilidade das varroas e limita grandemente o seu desenvolvimento populacional. Mais tarde, ao recolher o zangão atuamos por uma 2a via, ao usar o limão é a nossa 3a via…e ao tratar os desdobramentos quando ainda não há cria selada é a 4a via. Conseguimos pois passar o ano inteiro, e só pela cresta usar algo mais agressivo, seja químico ou via tratamento térmico da cria!

    Como nunca usei Timol, devido a vê-lo relacionado com enormes perdas de Outono e Inverno (isto é opinião e não literatura), não sei por experiência própria os tempos de volatilização. Mas se o usasse, teria de aprender mais sobre ele.

    Aqui a varroa esteve calma durante o inverno, excepto no apiário que tenho perto de 1 vizinho, que ao que sei tem escondidas dentro do mato 6 ou 7 colmeias…parece-me que já não deve ter as 6…pois herdei ali claramente varroas. As minhas estão muito fortes, e vou-lhes controlando as varroas toda a primavera, mas as 3 primeiras colmeias que lá foram pilhar, mostraram varroa em força no zangão, e uma delas tinha muitas varroas, pelo que penso nesse caso ter saltado o tratamento do outono por descuido. As vezes acontece! Vamos ao carro buscar algo…e passamos uma em claro.

  4. Eduardo Gomes diz:

    Obrigado Afonso. Mais claro não era possível.

    Porque achas que a zona entre Setúbal e o Seixal é boa para um estudo dos acaricidas?

  5. Bernardino diz:

    Olá Afonso,
    permita-me três perguntas
    O tratamento com fórmico, não corroí as rede e as bandejas dos estrados sanitários?
    O tratamento e colocado em cima dos quadros do ninho ou pela gaveta do estrado?
    O acido fórmico, a sua volatilização é acedente ou descendente?
    Desde já o meu obrigado.

  6. Eduardo, aquela zona está pejada de pequenos apicultores, de colmeias, enxames silvestres…e muita falta de conhecimento. Axo que a concentração de erros na utilização de produtos como ali é difícil de bater! A isto associa-se um clima ameno e reproducção da abelha e da varroa todo o ano, logo aumenta a quantidade de tratamentos.
    Bernardino, o fórmico corrói tudo o que é metal…aí nada a fazer! sobretudo as redes de quem usa estrados sanitários.
    O tratamento deve ser colocado por cima, pois a densidade específica do ácido quando volatiliza é de cerca de 1,18 a 1,1 relativamente ao ar. Ou seja, embora gás, irá comportar-se como uma coluna líquida descendente. Tal é muito importante, pois o tempo de volatilização, a concentração e toxicidade para a varroa dependem destes fatores.
    O ideal será ter a menor concentração de àcido possível, mas garantindo 20+ ppm de concentração e durante o maior período possível. Ácido menos concentrado tem peso específico menor, descerá mais lentamente, terá por isso mais tempo para penetrar a capa de cera que cobre a cria. No entanto volatiliza pior e por isso é mais difícil de atingir os 20ppm.
    Há ainda que entender que a volatilização é exponencial e não linear com a temperatura, daí ser tão difícil acertar com as doses e os inexperientes ou que usam apenas por ouvir conversas de café se arriscam a fazer asneira.
    Sobe a temperatura e temos de ir ajustando a concentração sempre para que seja menor.

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