Mel de Margoriça

Este ano vou pela primeira vez experimentar a produzir algum mel de margoriça.

Este mel é extremamente apreciado noutros países, o seu preço é prémium, e não entendo o porquê de não ser aproveitado. Visto que um dos meus apiários tem cerca de 8ha forrados de margoriça ao redor, seria patéta de não o aproveitar.

O vídeo que vos deixo explica como se faz,

 

Quando a preços,

http://www.paynesbeefarm.co.uk/english-honey/227g-english-heather-honey/

http://www.paynesbeefarm.co.uk/honey-in-bulk/english-heather-honey/

 

Não estaremos a ser tolinhos por não aproveitar?!

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Sobre abelhasdoagreste

Jovem, apicultor apaixonado e que comercializa inovação apícola.
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14 respostas a Mel de Margoriça

  1. Joaquim Pascoal diz:

    Afonso, umas fotos da margoriça. Aqui no Alentejo por esse nome não conheço.
    Pascoal

  2. António Ferreira diz:

    A floração da magoriça aqui na região de Lafões inicia-se em Setembro.Normalmente fica nos ninhos para reforço para o inverno.

    • É isso que não entendo o porquê António. Que tal estimular as abelhas 4 semanas antes e depois fazer algumas “Bombas de Abelhas” para aproveitar essa floração?

      • apibeiras diz:

        Afonso, não entendes, porque ainda não te aventuraste na “cresta” da magoriça 🙂 Pode até correr-te bem, mas tal como refere o António Ferreira, é mais rentável para nós (estou incluído) que essa produção de Outono/Inverno fique a alimentar as colmeias… Numa conversa com café podemos falar melhor para entenderes… Já extraio esse tipo de mel há muitos anos, mas limito-me a alguns frascos de prova para mim, pelas suas particularidades… Já experimentei de várias formas rentabilizar esse mel e houve sempre algo que correu mal, face ao que se perdeu vs ganhou…

      • Oi Apibeiras!
        Entendo perfeitamente que é dificil e chato de extraír. Entendo que um apicultor individualmente não o possa nem queira fazer, pois com pouquinha producção não se chega a lado algum. O que não entendo é que cooperativas, associações e apicultores em conjunto não se juntem para arranjar o canal de escoamento para esse mel. Depois sendo ele bem pago como vos mostro que o é…é só agrupar a produccção e usar as melarias e UPP’s existentes, numa altura em que ninguém tem mais nada que fazer na apicultura e as melarias estão apenas a ganhar pó.
        Como diria um Alemão que cá esteve : “O Português é um Povo muito Rico!, tão Rico que se dá ao luxo de desaproveitar muitas das coisas que tem à mão”
        Ou seja, se outros o fazem…porque o havemos de deixar para as abelhas comerem?!
        Nunca posso concordar em deixar mel que vende a mais de 25Eur/kg para alimentar abelhas, quando há povos a transumar abelhas de propósito para esta colheita…mesmo que fosse pago a 5eur/kg ao apicultor!!.
        O que me parece é que a falta de organização do setor nos faz a todos perder oportunidades. Mas a culpa é de quem? é nossa!! Afinal nós somos o setor e os nossos dirigentes estão sentadinhos a coçar a “coisa”, sem qualquer visão estratégica.

  3. Olá Joaquim,
    É uma urze pequena que floresce no fim do verão, de meio de Agosto até Novembro.
    Heide publicar umas fotos lá de Alcochete depois na altura.

  4. Deixo-vos ainda a disponibilidade de meis de urze de um enorme fornecedor Alemão,
    2 t Heather ( 20%Erika , 27%Calluna) Spain 105 immediately
    2 t Heather ( 33%Erika , 4%Calluna) Spain 105 immediately
    Que apenas tem 4ton para venda….ou seja, há mercado e pouca oferta!,
    Noutros méis chega a ter 80ton para entrega!!,

    Um setor profissional exige organização, dedicação, trabalho e uma enorme aprendizagem sobre como produzir. Este ano estou a ter essa noção, em como um maneio adequado pode triplicar a produtividade de um local. E na margoriça podemos fazer o mesmo.

  5. João Barros diz:

    Pelo que percebi esse mel deve ser muito espesso, pois não se consegue extrair por centrifugação e só fazendo como no filme. Gostava de o poder provar. Por enquanto preciso é de ganhar mais experiência nos maneios, etc, senão eheheh. Já sabes Afonso se precisares de ajuda avisa, estou com tempo vago e não posso ir abrir as minhas todos os dias lol. Abraço, João.

  6. José Marques diz:

    Olá Afonso

    Urze é o nome comum de diversas plantas da família das ericáceas : Queiró, magoriça (margoriça, mogariça, margariça, mongariça) , erica, caluna, torga, carrasca, moita etc.
    Os nomes variam com as espécies e com os locais.
    Conheço duas espécies muito melíferas e bastante distintas.
    Uma que conheço como magoriça cresce em zonas de sombra e húmidas, tem ramos longos ( 50 cm e mais) e flores brancas ou rosadas. Floresce em Setembro/Novembro ( parece que há variedades ou locais em Abril ). O mel é claro e muito viscoso, de sabor ligeiramente amargo, não muito acentuado . Não é , normalmente crestado.
    Outra urze que conheço como queiró, torga ou moita é uma planta rasteira (ramos com cerca de 20 cm), tem raízes grossas e duras. Floresce em Março (na zona centro do País), em solos pobres e soalheiros. As flores são vermelhas e muito perfumadas.
    O mel é menos viscoso (pode ser centrifugado), não solidifica e é muito escuro e perfumado, com sabor característico. Este mel tem os seus apreciadores. Em Portugal é crestado, principalmente no norte do País.
    A produção de quaisquer destes dois tipos de mel é muito condicionada pelo frio e chuva ( reduzida ou excessiva) das épocas em que são produzidos .Se nos méis multiflorais a produção é boa ano sim ano não, nestes será boa uma vez em cada quatro ou cinco anos.
    Quanto ao apoio estatal específico a esta produção não sou tão exigente. Já me contentaria que houvesse “inspectores, não burocratas nem fiscais, mas que fossem amigos dos apicultores, que visitassem os apiários e ajudassem na cura das doenças das abelhas. É isto que se faz nos países civilizados (por exemplo Inglterra e outros). Perguntem ao Senhor Vicente “Algarvio” o que fez e como fez, durante mais de três décadas, na Suécia .

    Saudações

    • Obrigado pelo complemento de informação e partilha!
      Apenas complemento dizendo que o aproveitamento e sobretudo a valorização destes méis únicos e não falsificáveis é que pode ser a chave para a rentabilização da apicultura.

  7. Eduardo diz:

    Boas tarde! José marques aki na minha zona existem pelo menos quatro especies! A de flor branca que crescem muito e florece em fevereiro, outra de flor rosa que tb cresce um pouco!
    Depois ha uma mais rasteira que esta agora a florir da uma flor rosa! E a pouco tempo vi uma que so aparece em montanha, e mt rasteira a flor é um rosa mt clarinho quaze branca, parece um tapete!

    • José Marques diz:

      Olá Eduardo

      A sua explicação só confirma a grande variedade das espécies de urze e isso não ajudará muito à decisão do Afonso .
      Há méis de urze bons e maus e há quem aprecie e quem não goste. Quanto a preços penso que terá a ver com procura local e poder de compra . Não são preços de mercado.
      Seria bom que outros participantes se pronunciassem sobre os tipos de mel de urze que conhecem .

      Cumprimentos

  8. João Barros diz:

    A que estão a falar é a Calluna vulgaris, certo?

    • José Marques diz:

      Olá João Barros

      Do pouco que apurei a Urze Queiró é uma espécie vegetal do género Calluna e espécie Calluna Vulgáris.
      É um arbusto anão de flores róseas avermelhadas, muito melífero, que floresce em Março ( no centro do País ).
      Haverá, certamente, outras variedades semelhantes a florescer em outras datas e noutros locais . A Natureza Mãe é muito fértil e florida .
      Continua-me a parecer importante tentar estabelecer a ligação entre as espécies de urzes e os tipos de mel que produzem. Um catálogo deste tipo seria tão importante para o produtor como para o consumidor. Fica o desafio de Frei Tomás.

      Cumprimentos

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