1º Tambor

Ontem foram só 17h de trabalho em alto ritmo!

1º Apiário levou os últimos enxames, foi crestado, em seguida tratado. Alimentação não precisou devido às centenas de murtas que estão a plena floração.

Depois já em casa, houve que tratar de todo o processo de extracção com a minha pequena tina e extractor.

Já noite dentro e haveria de ser tempo de ir ao campo meter alças a lamber e regressar para lavar e limpar chão, bancada, etc…

1º tambor quase cheio!!

Deixo-vos um vídeo..

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Sobre abelhasdoagreste

Jovem, apicultor apaixonado e que comercializa inovação apícola.
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12 respostas a 1º Tambor

  1. Carlos Figueiras diz:

    Boas Afonso, como estás?

    Estou com uma dúvida, é o seguinte:

    Ainda não fiz a cresta, neste momento a flora já não é muita, mas sempre há algumas silvas, alguns cardos daqueles lilázes e como as colmeias estão perto da Vila sempre há as flores e as hortas das pessoas, mas a partir de meados do mês que vem, começa o cardo amarelo rasteiro ( penso que o nome cientifico é o CARLINA RACEMOSA, vi no FLORA-ON) e este fim de semana dei uma volta pelo campo à volta do apiário e constatei que há milhares de pés de cardos, tenho também azinheiras por perto o que pode dar alguma melada. A questão é a seguinte:

    Quando acabar esta floração lá para finais de Agosto, início de Setembro e eu efectuar a cresta não corro o risco de poder ser um pouco tarde para efectuar os tratamentos?

    P.S: Os enxames são os que eu comprei ao António

    Abraço!

    • Carlos,
      Eu se fosse a ti, retirava o mel e tratava já!
      Depois mal começe esse cardo a andar retiras as tiras e metes as meias alças.

      Setembro é muito tarde!!
      Já tratei as de Alcochete
      Pra semana vão as do Tejo e dentro de 15 dias as daqui começam também a ser crestadas e tratadas.

      • Carlos Figueiras diz:

        E não há o problema de o tratamento ” ficar a meio” ?, já que o fabricante do produto diz para deixar estar as tiras pelo menos durante 6 semanas, e eu vou fazer a cresta no próximo fim de semana e colocar depois as alças no início de agosto que é quando a floração do cardo começa em força e aí só passaram 3 a 4 semanas.

        Abraço!

    • Se as varroas não morrerem em 4 semanas…dificilmente morrerão!!
      E mais umas alças de mel de cardo devem gerar algum valor…
      O que eu faria neste momento? Extraía o mel de 1Q do ninho a cada colmeia para a raínha ter onde pôr, depois colocava esse quadro e tratava…4 semanas depois, tiras pró lixo, alças pra cima.

      • Carlos Figueiras diz:

        Ok Afonso, vou fazer como dizes.

        Em relação ao valor do mel do cardo, acho que cá em Portugal não valoriza muito, além de cristalizar com facilidade e depois ser uma fonte de reclamações para quem não percebe do assunto.
        Mas pelo que pesquisei no estrangeiro o mel das diversas espécies de cardo é bastante valorizado.
        Como tu dizes no caso do mel de urze de margoriça, eu neste caso também penso que a questão seja, ganharmos escala e exportarmos para os lugares onde valorizam mais estes tipos de meis.

        Abraço!

  2. José Marques diz:

    Olá Afonso

    Aproveitando a liberdade que me é concedida venho divagar sobre um assunto que é importante e oportuno já que estamos em princípio de cresta e fim de ano apícola :
    PROVISÕES DE OUTONO / INVERNO
    Neste período as abelhas devem ter mel e pólen em quantidade suficiente para chegar à Primavera, época em que a flora e clima lhes permita sobreviver.
    Em Fevereiro e Março, com desenvolvimento da criação, uma colmeia Langstroth, com 6 a 8 quadros ocupados, perde 60 a 80 g de provisões por dia .
    Uma floração aproveitável e/ou xarope estimulante poderão dispensar outra alimentação suplementar, nestes meses .
    Um apicultor prevenido acautela as provisões necessárias, desde o Outono .
    Nas regiões em que a floração de Outono é nula, deixa mel, logo na cresta ou distribui xarope concentrado, antes da chegada do frio.Se há esperança de recolha de néctar, deixa espaço e, no fim, verifica se as reservas são suficientes .
    Em zonas de climas temperados como os nossos verifica-se que para passar o Inverno e começar o aumento da criação são necessários, no mínimo, 7 a 8 Kg de reservas.
    Todas as colmeias em risco de falta de provisões, até meados de Março,devem receber alimentação suplementar (xarope concentrado ou candi sólido ) .
    Tão importante como o mel é o pólen. Com o nosso clima e flora o abastecimento de pólen parece ser menos crítico . Sabe-se que a falta de polén para o desenvolvimento da criação.
    Em caso de chuva e frio prolongados, na época de arranque usam-se sucedâneos do pólen fresco, tais como pólen seco, farinha de soja e levedura de cerveja .
    Sobre a quantidade de provisões há três datas importantes para registo das colmeias : Um no fim da cresta, um no fim do Outono e outro na primeira visita de fim do Inverno .
    Constatou-se, em ensaios realizados :
    – Que o desenvolvimento da criação no fim do Inverno / início da Primavera é proporcional às provisões deixadas no fim do Outono
    -. Que o rendimento em mel ou enxames tem relação directa com a área de criação do início da Primavera .
    Na quantificação das reservas há algumas indicações que podem ser úteis :
    – Se se pesarmos o tipo de colmeia vazia que usamos, acrescentarmos 3 Kg do peso das abelhas e criação ( reduzida no fim da cresta ) mais os 8 Kg de limite das reservas temos o peso total de referência. Quando pesarmos uma colmeia saberemos se está abaixo ou acima do desejado .Para quem a pesagem esteja fora de questão há uma escapatória , menos rigorosa. Levantamento parcial da traseira do estrado, que dará a sensibilidade de colmeia “leve” ou “pesada”
    As variações nas colmeias são grandes com os anos, regiões apiários, e em cada apiário
    Casos extremos costumam ser colmeias zanganeiras e doentes, por defeito e as dos extremos nos apiários em fila , por excesso, devido à deriva das abelhas.
    Uma colmeia que fique com alça no Inverno consome cerca de 4 Kg a mais, o que alem de ser anti-económico é proibido para os tratamentos usuais .
    Refira-se que 3 dm2 de favo de mel pesam 1 Kg e um favo Langstroth 2 Kg de mel .
    Um Kg de xarope concentrado ( 2:1 ) não é a mesma coisa que 1 Kg de mel. Nem em quantidade nem em qualidade . Um Kg de xarope tem 66,6 % de açucar e 1 Kg de mel tem 80 % Um Kg de mel tem calorias, vitaminas e sais minerais e 1 Kg de açucar tem só calorias
    .A tendência tem sido aumento do consumo de açucar . Há países “civilizados” em que a produção de mel é igual, em Kg , à do consumo de açucar na apicultura . Não é preciso fazer contas para se saber como se está sobre o risco da adulteração e, pior, sobre o enfraquecimento do sistema imunitário das abelhas.
    Um americano descobriu que o mel que se deixava nas provisões era mais rentável do que o valor desse mel depositado a juros no banco, com taxa melhor do que a actual . Parece que não foi ouvido .
    Num outro ensaio foram deslocadas colmeias duma região para outra, com floração atrasada 2 a 3 meses, uma em relação à outra. Durante três anos as colmeias desenvolveram a criação , antecipadamente, como se estivessem na região de origem , com perdas evidentes .A explicação parece ser a de que os seres vivos criam instintos e sobrevivem por habituação, através de muitas gerações .
    Se assim é, com se sentirão as rainhas importadas a centenas ou milhares de Km , com condições totalmente diferentes ? – Bem claro !

    Saudações

    • Olá José Marques.

      Concordo com algumas das coisas que expões. Mas não com todas.
      Na Primavera, e caso não saiam, penso que perdem cerca de 200gr por dia em peso.
      Quanto à importação de raínhas, penso ser muito mais problemático a ida de raínhas originárias do Sul muito para Norte do que o inverso. As abelhas Nórdicas são bastante mais precavidas e habituadas a estios longos, pelo que se adaptam muito bem cá. Excepção a algumas linhagens Cárnicas que sofrem muito com o calor do nosso interior.
      Deixar o mel do ninho para elas é na minha opinião quase obrigatório, mas no entanto saliento que caso haja por exemplo nesta altura alguma floração de verão, é bem melhor extraír 1 desses quadros de ninho e colocar em seu lugar uma cera ou um quadro recém extraído, afim de a raínha poder fazer alguma postura extra e não ter dificuldades no arranque de outono.

  3. eusebio diz:

    olá Afonso qual é o tratamento que tu estás a dar nesta altura eu dei lhe uma doze de limão será que estou a trabalhar vem será que me podes ajudar obrigado

  4. Olá Eusébio,
    Eu retiro o mel e estou a usar um tratamento convencional. Neste caso Apistan, pois faz 10 anos que não o usava e como tal julgo ser eficaz fazer uma utilização.
    Limão nesta altura é tarde e só funciona bem se ao mesmo tempo cortar os zangãos.
    Agora voltarei a tratar no outono com fórmico.

  5. José Marques diz:

    Olá Afonso

    Termos opiniões iguais ou diferentes, mudarmos de opinião, qual é o problema ?
    A verdade não é só uma !
    Mas hoje gostaria de escrever sobre a VARROSE,por ser um problema muito importante e de grande actualidade.
    A VARROSE é uma doença endémica e uma epidemia em Portugal , na Europa e por quase todo o mundo.No combate a esta doença, uma estratégia sanitária clara e participada pelos apicultores, precisa-se .
    A falta de esclarecimento dos apicultores, a paragem da investigação veterinária, com as empresas apoiadas na protecção do licenciamento , a resistência da varroa aos remédios usados repetidamente, durante anos e o abuso do açucar pelos apicultores não oferecem garantias nem esperanças .
    Se as abelhas perderem ,por arrasto perdem os apicultores (mel) , os agricultores (polinização) , e toda a população (alimentos/economia).
    Mas para quê ser pessimista quando já se estão a fabricar enxames de microrobots que farão a polinização sem perigo de serem comidos pelos pássaros ou atacados pela vespa velutina .
    ABELHAS
    Ciclo biológico das abelhas : A passagem do ovo, a larva , a ninfa até a insecto adulto demora 21 dias para a abelha e 24 para o zangão . As abelhas têm uma longevidade de 1 a 2 meses no Verão e cerca de 5 meses no Inverno .
    Ciclo de evolução da colmeia : O crescimento da criação e abelhas começa em Jan/ Fev/Março,
    Atingindo o máximo desenvolvimento em Junho . A partir de Julho o número de abelhas e criação começam a diminuir , atingindo um número mínimo estável nos meses de Inverno .
    VARROAS
    Ciclo biológico das varroas : Tem duas fases. Uma que dura 13 dias , dentro dos alvéolos com criação de abelhas e zangãos , com preferência por estes. Nestes 13 dias a varroa que é um ácaro minúsculo, passa de ovo , a larva a ninfa e a ácaro adulto nos primeiros 8 a 9 dias e nos últimos 5 dias atinge a maturação sexual , ainda dentro do alvéolo. .
    Na segunda fase , chamada fase forética , as varroas vivem sobre as abelhas e transferem-se de umas abelhas às outras pelo contacto directo. Estão prontas para se reproduzir e fazem -no entrando nos alvéolos de criação não operculada e continuando o desenvolvimento nos alvéolos depois de operculados
    Nas duas fases sugam a hemolinfa das abelhas e da criação, matando ou debilitando .
    Como a criação dos zangãos é mais volumosa e demora mais tempo no alvéolo, o número de varroas que se desenvolvem é superior, numa relação de 4 a 5 na de zangãos para 2 a 3 nos alvéolos de obreira.
    Descolada da criação e das abelhas , dentro da colmeia, as varroas podem durar até 10 dias . Abandonadas fora da colmeia, depende das condições, mas duram menos.
    Ciclo de desenvolvimento das varroas como colónia : Este ciclo está relacionado com o ciclo de desenvolvimento da colmeia, visto que as varroas se desenvolvem sobre a criação das abelhas e zangãos. Mas os ciclos não se sobrepõem .
    No início da Primavera o crescimento do número de varroas começa com um ligeiro atrazo em relação ao aumento do número de abelhas e criação . Aumenta, ao mesmo tempo que a criação e abelhas também aumentam . Assim, até Junho, a percentagem de varroas mantem-se constante, não trazendo, geralmente problemas novos ao apicultor .
    De Julho a Novembro, por razões ambientais, temperatura mais elevada e menor humidade, o número de varroas continua a crescer, enquanto a criação, abelhas e zangãos diminui.
    A percentagens de varroas relativamente à criação e às abelhas aumenta rapidamente tornando este período de Julho a Novembro muito crítico.
    É neste período que aparece, com frequência um virús oportunista, das abelhas com asas deformadas , que alerta o apicultor quando já é tarde e ajuda a mortandade.
    Por isso devem ser feitos dois tratamentos eficazes , um em Julho e o outro em Novembro.
    Como precaução recomenda-se outro em Fev. ou Março ,visto que o número de varroas aumenta , embora as percentagens de varroas em relação às abelhas e criação se mantenham.
    NOTA FINAL : Muitos apicultores interrogam-se se devem protelar o tratamento para aproveitar as crestas de Outono . Penso que: 1 – o tratamento de Julho é prioritário
    2 – devemos ser generosos para as abelhas se queremos que elas sejam para nós . Com as previsões de Julho e Agosto :Raros e dispersos aguaceiros e trovoadas . Sem chuva e com as temperaturas máximas , sempre 2 a 6 ºC acima da média, os nectários , certamente , vão secar.
    Saudações

  6. Concordo contigo com a exposição que fazes. Em Julho esse tratamento deve ser o mais eficaz possível. Já no outono, e caso o tratamento de verão tenha sido eficaz, penso que apenas faz falta um àcido como preventivo de outras doenças, quer sejam elas de orígem fúngica, bacteriológica ou sejam àcaros da traqueia ou mesmo varroas. Ambiente àcido por algum tempo ajuda a colmeia, morrendo algumas abelhas débeis, promovendo troca de raínhas cuja feromona seja mais fraca e eliminando parte dos àcaros quer varroas, quer da traqueia.
    É extremamente importante no outono conhecer o nível de infestação médio dos nossos apiários, retirando amostras, pois assim evitamos tratamentos desnecessários e por outro lado ficamos a saber se houveram reinfestações com àcaros vindos da vizinhança… Tirar estas amostras 4 semanas após levantar as tiras dá.nos uma boa idéia.
    Em zonas que não dêm mel de eucalipto como a minha, prefiro depois tratar mais tarde, e consoante os resultados das amostras, poderá ser entre o Natal e o Ano Novo ou mais para o final de Fevereiro. É nesta altura que os tratamentos naturais funcionam pior…e caso haja cria o oxálico não servirá.

  7. José Marques diz:

    Olá Afonso

    Ficou, anteriormente, aparentemente, uma divergência real que realmente é apenas uma divergência aparente :
    1- ” em Fev./ Março, com desenvolvimento da criação,, uma colmeia Langstroth, com 6 a 8 quadros ocupados, perde 60 a 80 g de provisões por dia . ”
    2 – “Na Primavera e caso não saiam, penso que perdem cerca de 200 g por dia em peso. ”
    Estamos a falar de cenários diferentes : No primeiro caso trata-se de dois meses, com entradas e consumos de néctar, pólen e provisões . O balanço negativo indica 60 a 80 g /dia de provisões//colmeia..
    No segundo caso trata-se de uma ou mais semanas chuvosas, em que as abelhas não saem, portanto sem entrada de néctar e pólen e o consumo de provisões será da ordem de 200 g /dia/colmeia.
    Os dois casos têm aproximação com a realidade , tendo em conta variações de ano, local e de colmeia para colmeia. Valem como referências, mas para cenários diferentes .
    Para os apicultores menos crentes haverá, sempre, a possibilidade de recurso à balança e adaptação caso a caso.
    Saudações

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