Chegada ao Paraíso!

Passei neste último fim de semana uma tarde apícola no Paraíso…

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E pude descobrir que perante tal fluxo de néctar o difícil mesmo é que as abelhas não melem com extraordinária força!

Assim, a miséria que está a ser causada por esta onda de calor que se extende de uma forma longuíssima e que ameaça sériamente toda a minha colheita de rosmaninho (chão de areia) é para os produtores de mel de urze uma benção, pelo menos para já, visto que também lhes poderá minar a colheita do rosmaninho e terminar a campanha bem cedo.

Mas para já…era o mais forte fluxo que eu já havia visto,  literalmente tudo pingava néctar dentro das colmeias, o cheiro era intenso.

Qualquer caixa mesmo pobremente povoada enche um par de alças com um fluxo assim!

Não era o caso das abelhas que visitámos…que estavam bastante boas e que ao serem continuamente desbloqueadas estarão também em forma para o rosmaninho…caso chova até lá!! (ali os primeiros rosmaninhos abrirão apenas dentro de 2 semanas).

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Não me contive, e tive de fazer planos para que no próximo ano se for novamente dar formação à zona, leve cerca de 30 colmeias a experimentar tal fluxo…a ver do que serei capaz num fluxo assim!, se o ano permitir…

São as Serras da Sertã que proporcionam esta fartura…onde uns vêm mato, pude finalmente deitar-me na minha visão do que é ser o Tio-patinhas d’apicultura. Literalmente n’uma cama de flores.

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Para quê fazer jardins?… Se levar as minhas colmeias, o local está escolhido, e será aqui!

P.S. – A previsão já retirou a possibilidade de chuva na próxima semana. Estou a ficar muito apreensivo para a 2a metade da Primavera. Corremos aqui no Agreste o risco de que dos 3 apiários a Sul não saia 1a só alça de mel…apesar de lá haverem lindos enxames.

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Sobre abelhasdoagreste

Jovem, apicultor apaixonado e que comercializa inovação apícola.
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8 respostas a Chegada ao Paraíso!

  1. Jorge Godinho diz:

    Boa Tarde
    O ano passado, no final do verão fiz um desdobramento, tudo correu bem, tirando o facto de a colonia mae, ter morrido durante o inverno. Mas, salvou-se a colonia filha que está actualmente com uma dinamica otima e na qual coloquei um sobreninho já há duas semanas. O pior é que este fim de semana fui abri-la e além de estarem a puxar a cera com grande afinco. também já tinha um quadro do sobreninho, o do meio, cheio de criação de obreiras mas também alguma de zangão. Perante este cenario resolvi tirar dois quadros de criação do ninho, coloca-los numa colmeia mais fraca, baixei o quadro do sobreninho que tinha criação para o ninho e ainda acrescentei uma laminha no ninho para elas puxarem. Acrescentei também um quadro com uma laminha no sobreninho.
    Gostaria que comentassem este meu procedimento e se isto vai de encontro a dar espaço a rainha para ela aumentar a colonia mas de uma forma equilibrada para evitar uma possivel enxamiação.
    Ah, estamos a falar de colmeia reversivel
    Mt obrigado
    cumps
    JG

    • Deixe-a subir e incentive inclusive a postura no sobreninho!! Depois assim que o sobreninho tenha 5 ou 6Q de postura meta a raínha no de baixo com um par de laminas de cera para o desbloquear. Acima do primeiro ninho uma excluidora, seguida de meia alça e o sobreninho no cimo. 10 dias mais tarde terá no sobreninho 3 ou 4 lindas realeiras, é só tirar a raínha com 1Q de cria selada e 2Q de reservas para um núcleo e deixar as 2 realeiras mais lindas nascerem. A excluidora sai também!, assim desdobra, produz mel (sobreninho e meia alça) e renova a raínha.

      • Jorge Godinho diz:

        Obrigado Afonso
        Só receio que esse maneio todo já seja muita “fruta” para apicultor, amador e de fds…mas prometo que vou tentar ..lol

  2. Jorge Filipe diz:

    Boas Afonso o que isso tem de bom é que dá flores duas vezes por ano, penso que se elas forem preparadas para essas alturas será um espectáculo.

  3. José Marques diz:

    Olá Afonso

    Penso conhecer a região e não resisto à tentação de apresentar algumas considerações .
    Passei por lá há três dias e as abelhas eram numerosas a sugar essa urze. Nos rosmaninhos que começavam a despontar, ainda não poisavam .
    Como afirmou aquilo é um paraíso, portanto um local de passagem . Uma coisa é admirar a paisagem outra é ter que viver nela, como as abelhas.
    1 – A Flora da região
    Como em todo o lado, na Primavera há fores . Servem de subsistência às abelhas.
    Plantas melíferas locais há o alecrim, que floresce em Fevereiro e Março e serve apenas para desenvolver a criação . Há esse tipo de urze, rasteira , cor de rosa e, aromática.É muito melífera e floresce em Março e Abril . Na região é conhecida por moita de torga ( moitas são todas as urzes e de torga porque as raízes são grossas e ardem como carvão) Desenvolve a criação e dá mel , que é aromático, como a flor e castanho escuro . Por fim há o rosmaninho que floresce em Maio e é a planta mais melífera..
    Claro que o ideal é ter, num raio de 2 Km, abundância das três plantas .
    2 – O clima da região
    Como zona de interior centro tem temperaturas mínimas mais baixas no inverno, com uma desfasagem de ciclo de desenvolvimento de cerca de um mês. Acontece frequentemente o inverno prolongar-se e/ou o verão antecipar-se. As três plantas melíferas são muito sensíveis a estas variações de frio e chuva . Por aproximação experimentada, diria que de quatro em quatro anos há um de boa produção de mel .
    3 – Assistência
    Como sabe é diferente assistir um apiário junto à residência ou a 220 Km . Quando chegamos de, 3 em 3 meses, os acidentes verificados já não são remediáveis. Por vezes nem detectáveis.

    Conclusões : Em todos os locais há oásis melíferos que podem ser procurados e estudados (nem tudo o que parece é).
    Como em todas as regiões há nichos que podem ser explorados . Um nicho da região, que é do seu conhecimento, oferece rainhas de raça negra, sob a forma de células reais. É uma boa ideia porque a região não é contaminada por outras raças e de baixo custo, porque o ciclo de produção demora só 10 dias, no máximo. Assim haja clientes .
    No seu caso concreto , com uma longa vida pela frente, faria um ensaio com 5 colmeias , durante os anos que considerasse concludentes , antes de investir trabalho e dinheiro.
    Este conselho é de amigo e é de graça !
    Saudações

  4. Olá José,
    Desde já obrigado.
    A minha idéia é aproveitar as idas mensais a dar formação para levar 30 colmeias a passear em Março e voltar a trazê-las de regresso ao litoral no fim de junho, antes do sofocante calor e risco de incêndio. Assim levando-as já com 6 ou 7Q de cria e aproveitando o facto de estarem já desenvolvidas para aproveitar o curto fluxo, fazendo o desdobramento do pico do fluxo do rosmaninho e aproveitando a viagem que de qualquer forma terei de fazer. Com esta abundância e uma boa população, pelo que vi as abelhas colocam 20kg ou mais de peso por semana, se forem desenvolvidas e cera puxada metida nas alças.

  5. José Marques diz:

    Olá Afonso

    Acredito que caminha dois passos à minha frente .
    Melhor do que imaginar é sempre melhor experimentar !
    Saudações

  6. José Marques diz:

    Ps : O distrito é zona protegida portanto ….

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