Testes…Sucesso?

Após as primeiras amostras que foram tiradas alguns dias após o teste ao oxálico, e após falar com alguns amigos e ler num fórum Espanhol que a eficássia de algo parecido havia sido nula (apenas um amigo meu relatou boa eficiência), fiquei um pouco assustado, voltei a agarrar em frascos com àgua e a gota mágica de sabão da louça…e fui tirar mais amostras!…pois poderia ter acertado nos que não tinham varroa.

Talvez o tipo de glicerina influencie?
Talvez o tipo de papel?

Ainda não sabemos!, e uma vez mais as entidades responsáveis andam a dormir na forma, quando 2 anos após a colocação no mercado do AluenCap…e por cá ninguém testou nem há notícias de nada. Era tempo de estarem a decorrer em meio académico estudos ao procedimento Argentino, ao procedimento Chileno e mais recentemente a comprovar que o método Americano também resulta. Pois com 10eur e 200 colmeias ficam com infestação de varroa baixa… (caso resulte)!
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Os resultados da direita para a esquerda,
1 – 0 V
2 – 1 V
3 – 0 V
4 – 6 V
5 – 0 V
6 – 0 V
Portanto ou estou mesmo a ficar louco, ou resulta!
As vezes pergunto-me se após os resultados podem ter sido influenciados pela temperatura extrema?

São estas coisas que não sabemos…e que podíamos e deveríamos ter raspostas, pois tudo isto é tão barato que o protocolo científico de uma tese de mestrado se faria num àpice e a baixo custo.

Sei fazer isso, mas recuso-me…pois não teria validade científica, e enquanto produtor, é-me suficiente os resultados.
Mas enquanto membro da comunidade apícola e enquanto cidadão…fico deveras desapontado por não se falar disto a nível das instituições. DGAV, INIAV, Ministério da Agricultura (é quem paga a conta dos MUV´s) e sobretudo a FNAP que deveria estar atenta ao setor que supostamente representou durante estes 2 anos.

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Sobre abelhasdoagreste

Jovem, apicultor apaixonado e que comercializa inovação apícola.
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9 respostas a Testes…Sucesso?

  1. João Oliveira diz:

    Bom dia Afonso
    Usou o AluenCap?
    Cmps
    JO

  2. Olá João, Não usei. Daí estar a tentar perceber que alternativa existe…pois suspeito que após o periodo de licenciamento, vá saír para o mercado a preço parecido aos existentes, quando o custo de fabricação é de cerca de 0,15eur/unidade.

  3. Os resultados da queda do varroa, que indica, são colhidos nas bandejas, após a aplicação do oxálico? Se são, quanto a mim indicam que o oxálico não teve qualquer impacto na queda do varroa, mas ele está lá feliz e contente da vida. Confirme esta minha sugestão, metendo uma tira de amitraz nessas mesma colónias e só depois podemos avaliar. De qualquer modo, não percebi muito bem como fez o teste.

    • Ricardo Oliveira diz:

      Boa noite Gustavo,
      A foto postada pelo Afonso mostra bem que o teste não se baseou na contagem de varroas no estrado. Porém existe uma dúvida bem maior e esta retrata a veracidade do teste, (talvez o Afonso me possa ajudar a responder). O teste mostra 6 colmeias com tratamento, mas existiram outras que não identificadas aqui (do mesmo apiário) que também foram sujeitas ao teste? Se sim quais os resultados? Digo isto, porque mostrar apenas o resultado do tratamento de seis colmeias tratadas sem qualquer colmeia “controlo”, não indica sucesso absolutamente nenhum, pois tal como o Afonso indica, isso pode ser o resultado das altas temperaturas (levando à morte de mais varroas) ou de colónias mais resistentes à varroa.
      PS: Quanto ao teste que o Gustavo indica, este faria para mim mais lógica, pois saberia se a aplicação do oxálico tinha efeitos directos no aumento do número de varroas no estrado sanitário. O que acha Afonso?

      • Respondendo a ambos!,
        A queda não indica com qualquer veracidade o nível de infestação, pois sobretudo no verão as formigas levam muitas varroas.
        Abelhas amas colhidas junto à cria aberta, e o percentual calculado, tal como mostrei alguns post atrás são a forma mais fidedigna.
        So tenho as contagens pós tratamento, mas se havia aqui e acolá abelhas a iniciar asas ratadas, isso queria dizer que o nível de infestação estava em torno dos 15%…mas não consigo ter certezas absolutas.
        Certo é que algo matou as varroas, tenha sido o calor ou a temperatura.
        Mas como já tinha testado o o mesmo em Fev…ou o frio tb mata varroas, ou podem tirar as vossas conclusões.
        O que faria sentido seria um estudo sério e por uma entidade credível!, pois eu nem sou entidade nem tenho esse reconhecimento para o poder fazer, nem tenho capacidade financeira para estudar estas coisas e dedicar aí o tempo em vez de o dedicar à minha apicultura.

  4. José Marques diz:

    Olá Afonso

    Está de parabéns: os seguidores do Blog reagem. O Blog está vivo !
    Perante a ameaça da varroa e outras doenças não podemos baixar os braços.
    Eu, como todos os apicultores, também, tenho dúvidas.
    Por exemplo, gostaria de saber os resultados dum ensaio comparativo entre a eficácia do apivar (pesticida), o timol (biológico) e o AluenCap (nova descoberta sul americana)..
    Mas não basta bater com a varinha de condão. Todo o trabalho tem custos e o princípio deve ser utilizador pagador. As entidades ligadas ao sector apícola se são privadas ( Associações ou Federação) ou oficiais (Direcção geral ou Delegações Regionais) não são organismos de investigação. Se encomendam trabalhos têm que os pagar, no primeiro caso debitam aos associados e no segundo aos contribuintes.
    Cabe aos agrupamentos de apicultores solidarizarem-se e pagarem os trabalhos que considerem necessários para si próprios ou terem capacidade para convencer as entidades apícolas que os resultados são de interesse regional ou nacional .
    O que não podemos é querer a Lua a preço de saldo !
    Cumprimentos

    • Ou seja, os serviços públicos não servem para nada! Os milhares de investigadores que gravitam em volta do estado e dos fundos comunitários investigam o quê? Astronáutica?

      • Gustavo, infelizmente a maioria da investigação é Pseudo-Investigação, grande parte em Siências Sociais que é onde temos mais gente formada e em mestrado ou doutoramento. Na vertente Agrária há ao que sei muito pouco e com muito poucos recursos…

  5. Concordo plenamente José Marques!

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