Resultados,

Após não ter gostado da eficássia da aplicação de verão no combate à varroa, estou pois novamente a passar nos apiários e a fazer o que devo para as meter no lugar.

Assim, com cerca de metade das colmeias já em round 2, apenas o Almo está em modo de desastre, com muitas colmeias que ficaram zanganeiras (ainda sequelas do stress de primavera + culpa do apicultor por após ter renovado as raínhas lhes ter ido roubar as mestras para cumprir com as encomendas). Assim, hé que ir em Agosto tapar essa miséria a custo de núcleos.

Mas fora esse desastre,

Os outros apiários apresentam-se surpreendentemente bem, com muita cria, colmeias a abarrotar de reservas, algumas a fazerem zangão. Diria que o normal é 3 a 5Q de cria, mas quadro cheio!.

Só hoje vou confirmar em Alcochete se o cenário é geral, mas ontem fiquei com a indicação de que a pasta proteica é uma bomba!, pois no Couço encontrei colmeias a abarrotar, outras inclusivamente a puxar ceras de meia alça devido a estarem cheias de gado e eu lhes ter dado xarope pela 2a vez. Algumas tiveram de ser desbloqueadas de 1Q de mel, afim de ocuparem esse novo quadro de cera puxada já com cria e continuarem esbeltas para a tágueda e seguidamente margoriça.
Não sei onde vão buscar as reservas que têm, sei que nada gastaram até agora, e talvez as 2as rondas de xarope que somam 1,7Kg por colmeia e mais 2 rondas de pasta proteica num total 920gr por colmeia estejam a resultar em pleno. Seja como for, excepção feita ao Almo, todos os outros apiários devem ter 60% de colmeias prontas a desdobrar dentro de 5 a 6 semanas, pelo que conto fazer pelo menos 75 – 120 núcleos de 6Q durante Setembro, podendo terminar de encher Alcochete, Couço e ainda o Novo apiário tanto do Couço como o de Mato Grosso, além de cumprir com as entregas de enxames encomendados.

Para 2018, há linhas mestras que irão mais uma vez transfigurar a minha operação;
1 – Pólen vai ser o produto prioritário sobre todos os outros, com objetivo de 1ton.
2 – Vou deixar de vender raínhas (pois os preços de mercado não são interessantes face ao tempo que perco e ao jeito que elas me dão na minha exploração, e sobretudo por não querer para já raínhas fecundadas em nucléolo), passarei apenas a disponibilizar realeiras e as raínhas fecundadas que farei serão todas para uso próprio (umas 400 – 500 em 2018). Pois quero que para já continue a ser uma operação unipessoal, com ajuda esporádica apenas.
3 – Vai nascer o apiário “Terra de Perdizes” que fará jus ao nome do local onde anualmente costumava cobrar meia dúzia dessas belas e saborosas aves e ainda o novo apiário de “Bombas”, em local com imenso rosmaninho e alecrim.
4 – Excepto se for Primavera de muita chuva, todas as colmeias receberão 2as alças apenas após serem crestadas de 3Q por 2x, espero assim obter uma uniformidade quase total dos apiários, alças a transbordar de mel e bastante menos trabalho.

A ver…

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Sobre abelhasdoagreste

Jovem, apicultor apaixonado e que comercializa inovação apícola.
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2 respostas a Resultados,

  1. José Marques diz:

    Olá Afonso

    Antes, depois da colheita do mel, baixavam-se os braços e começava o descanso apícola.
    Agora é diferente, as preocupações não têm fim.
    Quanto a preocupações, deixo à consideração dos blogers um projecto de tratamento anual da varrose.
    Consiste em dois tratamentos por ano e eventuais tratamentos pontuais de emergência quando necessário.
    Primeiro um tratamento à base de “químicos” ( acaricida/pesticida), logo a seguir à cresta, em Julho/Agosto.
    É neste período que as abelhas começam a diminuir e as varroas continuam a desenvolver-se. A percentagem de varroas aumenta muito pelo que é necessário atacar prontamente e em força. O acaricida a aplicar dependerá da melhor informação que cada um tiver.
    Se o tratamento for eficaz, deverá fazer-se outro tratamento em Novembro. Desta vez com remédio mais suave (biológico) por exemplo à base de Timol.
    Como nem as abelhas, nem as varroas se desenvolvem no inverno, a percentagem mantem-se constante até à primavera.
    Na primavera as abelhas desenvolvem-se mais do que as varroas, pelo que a percentagem destas diminui e não haverá problemas até Julho.
    Para casos pontuais de emergência, em qualquer data, convêm ter à mão um remédio de pronto socorro.
    Se tiverem melhor receita a comunidade agradece.
    Boas Férias

  2. Olá José Marques,
    A abordagem que faz é possível, mas na minha opinião estremamente insuficiente para manter as abelhas em forma.
    O que proponho em vez disso é o uso dos bio durante o verão, quando a temperatura permite, guardando a bomba para 8 semanas antes da colocação de alças. Aconselho sempre tratar no próprio dia da cresta e crestar cedo. Tratar novamente no Outono, menos de 80 dias após o tratamento de cresta, que com as altas temperaturas costuma ser o menos eficaz, usando então o timol ou outro do estilo no final da tágueda. Entretanto mete-se o Inverno, a varroa não cresce em algumas zonas, mas com invernos tendencialmente mais quentes, isso mudou! Então sabemos através de leitura que na 3a semana de Janeiro temos históricamente a temperatura em minimos anuais, pelo que é altura ideal para o uso do “tal químico” que funciona por contacto, logo muito mais eficaz com as abelhas amontoadas numa bola invernal…basta uma tira no centro do bolo de abelhas. 8 semanas volvidas…alças prea cima!! e tira-se a tira.

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