Alteração climatérica…

Nesta altura, é pois uma benção para as abelhas…mas veja-se a diferença para o que seria a trajetória normal da temperatura de um Outubro dito “Normal”.

Sinto-me um bocado assustado com isto…

Tempo1

É que com a tendência para se agravar, é muito difícil sequer entender que futuro teremos enquanto apicultores. Está prevista nova onda de Calor, com temperaturas mesmo no final de Outubro acima de 25ºC aqui no litoral…imagino que no interior se abeirem dos 30.

Estou num processo eu próprio de entender no que poderei reduzir a pegada ecológica da minha exploração, e por todo o lado só me ocorre 1 local…no diesel, pois é a minha maior fatura e é de longe o meu maior fator poluente. São duas as formas de o conseguir: Quer por ter de visitar menos as abelhas, quer por assim que possível trocar de carro por um menos poluente.

Outra opção que tomei é a de 2018 em diante, sempre que tenha resultados apícolas positivos, retirarei uma quantia, que utilizarei para no futuro adquir um terreno que será para plantar uma floresta e assim converter uma zona ribeirinha num habitat próprio dessa zona, com salgueiros, amieiros e um mix muito diverso de àrvores.

É hora de entendermos, mas sobretudo de agir!

Até fora do âmbito profissional, e visto que vou dentro de meses renovar a minha nova casa, fazê-lo por forma a otimizar a eficiência energética. Como tal, tenho de subir pelo menos de C para B a categoria da mesma em termos de eficiência.

Mas que futuro teremos? É uma questão muito importante…

E sobretudo deveria ser feito e tornado público com grande ênfase, qual o limite sustentável do uso energético por pessoa.

Vamos pagar muito caro estes anos de desregra pelo ambiente…não sei de quanto será a fatura, mas pela amostra suponho que será extraordináriamente superior ao que está previsto e calculado.

Sobre abelhasdoagreste

Jovem, apicultor apaixonado e que comercializa inovação apícola.
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5 respostas a Alteração climatérica…

  1. No ano de 1964, ano em que eu fui ás sortes, no dia de natal desse ano, aqui em Ortiga (Mação), eu e alguns companheiros fomos todos tomar banho para o local habitual, no rio Tejo, porque a temperatura do ar chegou aos 30º graus Centígrados. Parecia verão. Também, no final dos anos 80, houve anos em que não tivemos inverno e durante o verão choveu a rodos, não se registando qualquer incêndio florestal nesse ano. Portanto haja calma; o clima mediterrâneo é muito irregular e por vezes surpreendente.

  2. Gustavo, o problema não é um ano anormal…é a sucessão deles. Não vamos deixar de ter chuva, mas ao analisarmos década a década, vemos que temos a mesma precipitação média, mas distribuida por cerca de 20 dias menos de precipitação. A temperatura máxima está a subir linearmente (média anual), o que agregado a menos dias de recipitação provoca lavagem de solos em vez de infiltração e muito menos dias com humidade relativa do solo que permita às plantas terem ciclos mais longos. É isto que está a mudar, e é isto que se observa nos gráficos de longo prazo que por vezes publico.

  3. Tirando as décadas de 50-60, em que tivemos em Portugal uma pequena era fria e chuvosa, os restantes anos da minha vida não encontro 2 deles iguais, em anos sucessivos. Anos muito secos sucedem-se a anos muito chuvosos, invernos frios sucedem-se a invernos muito quentes, mês de Março e Abril secos, seguidos de primaveras chuvosas.Orlando Ribeiro, o nosso grande geógrafo, no seu livro (Portugal, o mediterrâneo e o atlântico) explica muito bem o instável equilíbrio climático em que portugal, pela sua latitude, está colocado, como zona de transição entre o polo e o equador. Concordo consigo na teoria de que os fenómenos climatéricos tendem a ser cada vez mais concentrados, mas recordo que dados climatológicos que analisava habitualmente na minha vida profissional, por exemplo da estação de Faro (aeroporto) já indicava alta concentração de quedas pluviométricas, que num dia podem levar a chover o equivalente a 1 mês (mais de 100 mm).Estes dados referem um período de análise entre 1933-1970. Por exemplo, em 1967, em Lisboa, caíram mais 500 mm de chuva em 24 horas, com centenas de mortes associadas ás cheias (Nunca se soube o número exato de mortes.) Fala-se em 800-1000 mortos

    • É isso Gustavo,
      Mas hoje em dia, com o desacelerar da corrente de ar conhecida como jet stream, os fenómenos climatéricos tendem a promover periodos mais longos de estabilidade climatérica, seja ela em Baixa ou Alta pressão. A corrente do Golfo pensa-se estar também a perder velocidade, e a cada grau que a atmosfera aquece corresponde uma muito maior quantidade de energia por evaporação, originando furacões mais fortes e com menor intervalo entre eles. Estes fatores serão muito importantes, pois originarão fenómenos climatéricos que seriam raros e extremos com muito maior frequência.

  4. É a terra em constante adaptação ás alterações geológicas (movimento de placas), vulcânicas, ou antrópicas. Cada nova adaptação traz consigo novos modelos climáticos, melhores ou piores dependendo do local de observação. Nada é estático, nada é seguro. Os mais capazes, ou
    mais atentos e conhecedores, encontrarão sempre forma de minimizar os impactes e seguir em frente. Os que só se lamentam e acusam, desses não reza a história. Temos pena…

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