Detalhando o Plano,

Seria de um enorme egoísmo se guardasse para mim o que de novo tem surgido de conhecimento.

Assim detalho o meu plano para o 2018 em diante, pois talvez outros queiram seguir e agarrar o barco também…

1 – Durante o mês de Fevereiro (final), altura em que usualmente coloco a 1a ronda de meias alças, irei identificar os 50% de colmeias que mais me agradam em cada apiário, seja o apiário de 5 ou 60…estas colmeias serão marcadas. Nesta altura, todas as colmeias serão avaliadas com amostragem de varroa e as que sejam consideradas “bombas de varroa” serão prontamente tratadas e marcadas para na visita seguinte levarem com novas raínhas.

Todas as que façam parte do lote das 50% melhores terão a sua taxa de infestação anotada e levarão todas tratamento orgânico por igual (um shot de timol). De fio a pavio, trato todas as melhores e as outras!, embora as bombas de varroa tenham de ser cuidadas de forma diferente.

2 – Até meio de Maio, estas 50% das melhores colmeias vão sendo despojadas das suas marcas pelos seguintes critérios  – Qualquer tentativa de enxameação retira a colmeia do lote de potenciais reprodutoras – Colmeia demasiado Agressiva sai de imediato da lista – Colmeia que quebre ou deixe de ter um padrão de cria que me agrade também é desmarcada. Nesta altura uma nova avaliação das colmeias restantes identificará novamente o nível de infestação de varroa, saíndo do lote de potenciais reprodutoras todas as que apresentem contagens acima da média e sendo as melhores raínhas marcadas.

Todas as colmeias levam um shot de àcido fórmico por esta altura (excepto as potenciais reprodutoras), sendo que todas terão doado aproximadamente a mesma quantidade de cria selada para desdobramentos. Optarei por não retirar quadros com significativa quantidade de zangão, afim de não serem falseados os resultados.

Espero nesta altura ter reduzido a minha amostra de potenciais reprodutoras a cerca de 50 – 70 colmeias. Que desta forma e ao não levarem qualquer tipo de redução na quantidade de àcaro, me permita avaliar a taxa de crescimento da varroa em condição de plena producção. Ao mesmo tempo todas as restantes terão de estar com varroa muito baixa, afim de não serem doadoras de varroa.

3 – Na data de cresta farei a avaliação final, em que terei em conta a estimativa de producção de mel, e nova avaliação da varroa. Esqueci de dizer que colocarei também marcação nas que produzam pólen como eu gosto. Assim destas colmeias (diria que 50), cerca de metade são descartadas por terem uma produtividade abaixo da melhor metade. Só as colmeias com as 3 marcas (mel, pólen e marca inicial (esta inclui ser dos 50% melhores e nunca ter tentado enxamear nem ser agressiva) chegarão à avaliação final. Que espero reúna pelo menos umas 25 colmeias.

4 – Destas 25 colmeias finais, será novamente descartada a metade que tenha tido o maior crescimento de varroa. A contagem final não pode ser alta…mas o mais importante é o crescimento populacional da varroa. Isto permite-me ter um gráfico que mostre claramente as diferenças!, não interessando o ponto de partida, mas o diferencial de crescimento mensal médio da varroa na colmeia.

Nesta altura as 12 melhores colmeias serão despojadas de 2Q de reservas, raínha e 2Q de cria aberta, e colocadas juntas no mesmo apiário e cada uma no seu núcleo. Passarão o verão sem serem tratadas, e na data do pick de outono irei tirar novamente amostras. Serão as reprodutoras para 2019 e outono de 2018. Nesta altura serão tratadas, mesmo que a contagem de varroa seja baixa. Pois são demasiado valiosas! Passarão o Inverno em núcleo.

Deste momento em diante utilizarei matriarcas minhas e apenas esporádicamente uma matriarca ou outra que virá da Dinamarca, pois variabilidade genética é importante e os critérios lá usados incluem a Nosema, algo que aqui não farei, mas que me esforçarei por manter. Visto que o protocolo deles na busca de resistência à varroa está já no ano 3, e que se soma a fecundação de ilha, há que ver que é muitíssimo melhor do que algo que possa eu fazer. Mas vou aproveitar estes 7 apiários que tenho práticamente sem vizinhos para fazer o meu trabalho de casa bem feito.

E agora que tenho tempo livre oferecido pelas minhas costas…aproveito para colocar o material ao jeito e fazer uma ficha de avaliação para as colmeias. Mais um kit de material que estará na carrinha. Poderia não quantificar atravéz de uma 4a marcação…mas quero fazê-lo, para que as raínhas comecem a ter um Pedigree que eu possa seguir, e que 2019 em diante todas vão para o campo marcadas.

Sobre abelhasdoagreste

Jovem, apicultor apaixonado e que comercializa inovação apícola.
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7 respostas a Detalhando o Plano,

  1. Francisco diz:

    Bom dia
    Não será selecção/exclusão a mais, não estaremos nós a desequilibrar o meio ambiente.

    Francisco Fonseca

  2. Penso que não Francisco…até porque as abelhas têm uma enorme capacidade de obter novas variações e mutam com muito maior frequência que os humanos. Em Portugal só temos práticamente abelhas seleccionadas por Sao Pedro…

  3. Filipe Massano diz:

    Olá Afonso. Parece 1 bom plano e com probabilidade de sucesso, vou seguir,só tenho 1 duvida como vais gazer o shot de timol em fevereiro? Para atuar ñ é preciso alta temperatura, 1 vez k atua por evaporação?

  4. Sim, é Filipe, pelo menos 16ºC. Diria que aí na serra tudo terá de ser feito com 1 mês mais tarde do que aqui…

  5. Filipe Massano diz:

    Sem duvida, k aki arrancam mais tarde, mas este ano estou a pensar aplicar o 1° tratamento em principio de fev. E seria algo a base de amitraz k faz cair a varroa , para morrer ao frio.
    O k te parece? No entanto, como fazes o shot de timol?

  6. Axo que sim, que parece ser boa opção. Mas sendo feita, elas não precisarão da aplicação de timol antes do fim de Abril. Refiro-me ao shot de timol como sendo uma aplicação única, em vez de as 2as aplicações habituais.

  7. Antonio Ferreira Malhão diz:

    Bom dia, pois já estive consigo uma vez na Lousa, onde explicou a cura com limão. Pois cheguei a conclusão, que tenho mesmo cura-las fins de Fevereiro ou Março com timol e primeiro sacar-lhe o mel de eucalipto e pelo menos quinze dias sem alças. Agora vejo que as associações que nós pagamos as cotas e departamentos do Estado nos deviam dar mais informações. Mas isto é o País do regafofe. Um abraço.

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