Continuando a falar sobre varroa…

Agora que a venda de Amitraz em soluções caseiras foi interrompida, iremos assistir a que nos próximos 2 anos o stock irá tendencialmente esgotar-se e muitos apicultores recorrerão obrigatóriamente a outros métodos de controlo.

Assim, serão os homologados (caríssimos) com base de amitraz a solução seguinte, haverá outros que irão fazer das tripas coração para fazer contrabando dos produtos proibidos e haverá felizmente uma franja de apicultores que optará por ganhar conhecimento (algo que tem uma curva de aprendizagem por vezes dura nos primeiros tempos).

A retirada do mercado das formulações de Amitraz em conjunto é para mim ainda um mistério, pois falamos de diversas marcas e laboratórios…sem que tenha havido uma explicação cabal. Devem de saber algo que não nos foi dito nem publicado…mas não vou levantar suspeições infundadas.

Deixo aqui link’s sobre grupos de pesquisa,

coloss

ate mesmo a monsanto

Li algures que devemos de começar a entender a varroa como uma “Peste Migratória”, tal é a sua capacidade de se transferir entre colónias que estejam nas imediações umas das outras (cerca de 2as milhas).

Agora temos já um suposto novo medicamento no mercado “Varroa Gate”, que supostamente impediria a re-infestação. No entanto nada de novo…pois o princípio ativo é o Piretróide ao qual as varroas têm resistência desde há mais de uma década. Portanto é só mais uma forma de na minha opinião “Sacar Dinheiro ao Apicultor”.

Temos e devemos sim, interiorizar 2 conceitos,

1 – Abelhas Tolerantes à Varroa – São todas as colónias de abelhas que aguentam grandes cargas de varroa sem exibirem sintomas de viroses.

2 – Abelhas resistentes à varroa – São todas as colónias de abelhas que ativamente limitam o sucesso da varroa dentro da colónia. Quer seja através da remoção de cria parasitada (Abelhas com alto vigor Hegiénico), quer seja por desalojarem o àcaro de cima das companheiras (estas reconhecem o àcaro e atacam-no, mordendo-o com as mandíbulas e danificando-o), seja por qualquer oura forma de luta (exemplo pode ser ciclo de cria selada algumas horas mais curto, ou larvas que façam auto-sacrifício).

Pesso almente não me interessa minimamente o como…pois não tenho conhecimento científico suficiente. Interessa-me sim o resultado final, que penso começar a dar resultados práticos poucos anos após ser implementada uma forte pressão selectiva.

Nota: Nada disto são trabalhos de curto prazo, e este trabalho não cria abelhas resistentes da noite para o dia. Os tratamentos não podem ser abandonados sem que se avalie permanentemente o estadio de infestação, que variará grandemente de ano para ano com a climatologia e flora. Servirá sim para no médio prazo reduzir a necessidade de tratamento e no longo prazo apenas tratar esporádicamente em vez de ser a regra, e este longo prazo podem muito bem ser 15 ou 20 anos, sendo o médio prazo pelo menos 3 anos(1º ano selecção de matriarcas, 2º ano filhas destas matriarcas a darem zangãos para cruzarem com as filhas das matriarcas de 2º ano, e primeiro resultado ao 3º ano, mas que só será perceptível com mais um par de gerações, devido à herditabilidade ser um processo que não se estabelece geramente em mais de 20 ou 30% por cada geração que passe. Portanto antes de 5 anos não se espera que 50% das colónias exibam o comportamento das matriarcas de 1º e 2º ano. Fixação de características não dominantes demora tempo…

Sobre abelhasdoagreste

Jovem, apicultor apaixonado e que comercializa inovação apícola.
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