A hora do mel!

Aos poucos a minha exploração vai amadurecendo, e estas palavras são escritas já com as muitas raínhas de Outono a passarem pelo primeiro impacto do tempo frio com 2 a 3 discos de cria selada e varroa abaixo de 0,5%.

Assim, espero ter muitos enxames em arranque em Fevereiro, saltando de núcleos (forma como inverno toda a exploração) para colmeia cheia durante o mês de Fevereiro…altura em que espero sinceramente colocar a varroa em 0,1% ou menos (excepto nos Bio, onde 1,5% é aceitável).

Com a maturidade da exploração, começarei enfim a poder ter enxames sem a pressão do desdobramento. Podendo finalmente duplicar a producção de mel que até aqui era esperado e voltar a crescer na producção de pólen…sobretudo na Primavera, chegando finalmente aos 10/12 tambores de pólen anuais…o meu limite a trabalhar sozinho com este equipamento.

Já no mel, cada apiário trabalhado na sua forma madura deverá crescer a producção também…e ficando para essa altura a divulgação dos resultados. Mas que pelos testes de producção deverão equiparar a zona às zonas mais favoráveis do interior.

É difícil que a maioria de voçês, que nunca foram ao campo connosco, possam entender em profundidade aquilo que digo. Mas os que já fizeram connosco o maneio de outono perceberão precisamente aquilo de que falo e a forma pouco convencional com que trabalhamos. Algo que está próximo da “loucura” é o que nos diz quem vê pela 1a vez…mas que permite baixar varroa, nosema, renovar pela 2a vez no ano as raínhas e acelerar o processo de selecção via Zangão e via Matriarcas.

Em 2019 iremos também incluir logo no maneio de outono a alimentação sólida de Inverno…tudo de uma assentada e tentarei se o ano permitir com cash flow suficiente, ter pelo menos os 3 primeiros atrelados transumantes feitos. Pois tenho de começar a preparar-me para a chegada da Velutina e esta será uma prioridade, ultrapassando sem fazer pisca a instalação dos novos portões e a mecanização e paletização do Armazém.

Continuaremos a crestar suportados pelo serviço das melarias e tentaremos expandir o mel a retalho.

Onde iremos?

Axo que pergunto a cada dia isto mesmo.

A resposta é sempre de que não podemos trabalhar sozinhos e de que há que pensar sempre numa rede de operadores de qualidade, fornecedores de qualidade e no cliente que quer Qualidade. É neste último o nosso foco!, não é nem pode ser o barato.

Sempre sem esquecer que temos de encontrar forma de produzir! Sem producção nada se faz e nada se consegue. Produzir é essencial. E embora com medo da chegada da vespa…a única resposta a dar é prepararmo-nos o melhor possível!

Sobre abelhasdoagreste

Jovem, apicultor apaixonado e que comercializa inovação apícola.
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2 respostas a A hora do mel!

  1. Eduardo diz:

    Boa noite Afonso! Se keres um conselho este ano no inicio da primavera espalha o maior numero de armadilhas k puderes pelos apiarios todos!

  2. Qual o futuro para a apicultura, quando acabo de ver no site da Ecocolmeia que o mel é o 3º produto mais adulterado do mundo? E adulterado não significa só químicos ambientais e sanitários, significa, infelizmente mixórdias açucaradas ou não, pensadas para dar a sensação do aumento de produtividade, e enganar as abelhas em relação ao ambiente climático anual. Mas quem sabe disso são as abelhas, e o engano voltar-se-á, mais cedo ou mais tarde, contra o próprio enganador. Porque, por muitas previsões que os serviços meteorológicos façam, não me lembro, nos meus já avançados anos de vida, de nenhuma verdadeiramente correta, para lá de 1 ou 2 semanas de antecipação. Por isso aquilo a que chamamos maneio, como alimentação, estimulo, ou reforço, é um pau de 2 bicos. Aceitável para ajudar no arranque os novos povoamentos, mas nunca, mesmo nunca, como técnica para produzir mais mel. A queda do preço do mel deve-se ao sentimento do consumidor de que nem este produto natural escapa á mixordice, por isso tanto vale comprar o chinês, como o europeu, e aquele sempre é mais barato. Fazer uma marca leva anos, destruí-la basta um instante. Como diz o mestre com que aprendi a evoluir nesta arte, a produção de mel do ano seguinte, começa na cresta do ano anterior. Quem rouba barba e cabelo, rouba só desta vez! Quem deixa mel suficiente para um ano normal (verão tórrido e inverno frio e prolongado) deixa a barba criar mais cabelo. Além das inúmeras horas que nos poupa em trabalho, tempo e dinheiro, e presença familiar. Mas eu talvez não saiba fazer contas……Boa noite e boas colheitas…

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