Falhas nos tratamentos!

Tem sido frequente que escreva sobra Varroa e sobre tratamentos.

Mas nestas alturas em que há pessoas a ligarem dizendo ” as abelhas estão a morrer”, não me canso de “bater no ceguinho”…

É a minha opinião de que quer a falta de tratamento a tempo e horas, quer o uso repetido e abusivo de princípios ativos irão levar ao aumento destes fenómenos e portanto, piorar a situação atual.

Sempre que se coloca um tratamento e se diz que não funcionou por um ou outro motivo, seja num apiário ou colmeia…algo correu mal para essas abelhas e para esse apicultor.

Os fenómenos de resistência surgem sempre desta forma. Numa primeira fase começa por falhar pontualmente numa colmeia, a qual depois espalha esses àcaros na fase de colapso. No ciclo de tratamento seguinte serão 4 ou 5 as colmeias em que falha e a cada ciclo de tratamento que se segue as falhas irão aumentar. Até que a dose é aumentada e a resistência parece desvanecer…puro engano! Alguns ciclos mais tarde o processo é repetido.

Vejamos na Argentina

Até hoje…o único método 100% eficaz e que se desconhece resistência é o vapôr da caldeira.

Ali perto, numa ilha ao largo do Brazil, podemos ver que a co-adaptação entre varroa e abelha está em curso, apesar de ser uma pequena ilha com uma variabilidade genética de appis, prova-se que a convivência é possível Faça click Aqui!!

Mas de um exemplo não se pode extrapolar. E o que este estudo nos permite conhecer é que são os vírus, nomeadamente o DWV que nos estragamo equilíbrio.

Assim, é de extrema importância deixar que as possíveis matriarcas para a nossa exploração cheguem a níveis críticos de varroa, por forma a entendermos quais as que apresentam os sintomas típicos de viroses com cargas de varroa similares às demais. Isto só é possível saber ao deixá-las em stress. E retirando depois as que não interessam para deixar apenas as que realmente interessam.

Desconheço o grau de herditabilidade destas características, mas tenho a convicção de que é grande, ou que o facto de fazer 2 gerações anuais de raínhas em vez de 1a ajuda imenso na fixação destas características.

Por tudo o descrito podemos pois ir até à Nova Zelândia para recolhermos um pouco de info sobre o que por lá se aconselha.

Um pouco por todo o lado há trabalho a ser feito. E muita pena tenho que por cá não sejamos líderes na coisa. Sendo o trabalho feito um pouco a bochecho e sem apoios oficiais. No meu caso concreto, bem que gostaria de fazer mais, mas nem consigo alocar mais tempo nem existe qualquer recurso que nos seja colocado à disposição. Vejamos aqui

Podemos no entanto entender como as nossas acções podem influenciar os resultados imediatos. Ora vejam Aqui mesmo!

Nesta volta quase global pelas pesquisas que são feitas um pouco por todo o mundo, eis o que posso deixar como conselho;

– Trocar raínhas pelo menos 1x ao ano e usar o período de pausa de postura para levar abaixo a varroa

– Em colónias nas quais a varroa não morra com o tratamento, retirar toda a cria e derreter na caldeira (para essa varroa nunca ser maioritária no apiário)

– Rodar trata mentos, nunca usando o mesmo princípio ativo mais de 1x por ano

– Sempre que possível usar tiras de cera em vez de folha inteira, pois cera nova feita pelas abelhas é livre de resíduos

-Quem criar raínhas, escolha as matriarcas e monitorize mensalmente a evolução da varroa nelas (aqui ainda falho as x), mas faça filhas apenas se com 10% de infestação não apresentarem viroses (aqui não falho!). Só assim terão esses genes como maioritários.

 

Boas Leituras!!!

Sobre abelhasdoagreste

Jovem, apicultor apaixonado e que comercializa inovação apícola.
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