O Campo & a Cidade

O post de hoje é algo de diferente, pois não falamos diretamente de apicultura.

O post de hoje é sobre o Campo, e sobre a vida que nele se faz, mas também sobre uma cidade cada vez mais distante da vida agrícola e que compreende cada vez menos…mas que se axa no direito de impôr os seus caprichos.

Digo isto com a convicção de ser um “Guardião” do Campo, e da sua vida.

Não sou um tauromáquico ferrenho (assunto da moda), mas já pratiquei pesca, continuo a ser caçador, continuo a cultivar a ser proprietário florestal, a ser apicultor.

Hoje em dia, muitas das pessoas que são urbanas, descendem a apenas 2 ou 3 gerações de distância das chamadas “gentes da província” ou dos “retornados”. Mas no entanto parece que a sua memória se apagou.

Vemos um “Bairro Alto”, as Docas de Alcântara, um Sudoeste ou um Rock In Rio, que no seu final estão pejados de lixo por tudo quanto é lado.

Passamos por um Estuário do Tejo que apesar de ser Parque Natural, tem todas as manhãs apanhadores de ameijoa ilegal às dezenas e bem visíveis desde o tabuleiro da Ponte Vasco da Gama.

Temos Valetas das Estradas…cheias de Lixo, de ervas secas com químicos…e tantas e tantas pessoas que mantêm na “Terra” dos avós uma ou várias pequenas Quorelas que nem sabem onde ficam pois o mato é todo igual, e não é tratado nem cuidado…é pura e simplesmente abandonado e negligenciado…e arde quando tiver de arder.

….Mas sentem-se no direito de exigir aos outros…

Fazem marchas pelo “Ambiente”, fazem petições pelo pobre “Toiro”…que em seguida provávelmente terminam num almoço com uns nugget’s de galinha do Mac. Seguramente de uma galinha que foi voluntária para a tropa!!

Nos tempos da PIDE…era esse o trabalho dos homens do lápis azul. Trabalho de fazer tudo o que não fosse consensual ao regime…a ser condenado ao desaparecimento e perseguição.

O trabalho de um regime democrático é o de aceitar as minorias, de as defender e de as explicar. De fazer os cidadãos entenderem que todos fazem aqui ou acolá parte de uma.

Existem os Nerd da comic con, os aceleras dos carros kitados, os dos casinos, os dos pombos correios, os da pesca, os dos toiros, os do rock, os do metal, os dos festivais, os das motos, os da caça, os do sofá, os da bola, os da cerveja, os que são de comunidade gay…e muitos muitos outros.

Não descriminar a minoria dos outros e defender a minoria desses outros é no fundo respeitar a/as nossas minorias.

Como homem do Campo, axo que a minoria “Vegan” tem tanto direito a existir como as minhas minorias.

O que não posso jamais aceitar é que algumas minorias queiram impôr as suas ideias, sob o seu ponto de vista, sob forma de proibição de outras minorias que por vezes até são maioritárias quando comparadas às suas próprias.

Isso é censura…é ditadura.

2point

Democracia é respeitar todos, defender todos, mesmo aqueles que têm oposição à nossa ideia. Isto porque a verdade absoluta não existe. Podemos explicar aquilo que defendemos, temos o direito até de procurar que outros vejam as coisas da nossa forma. Mas jamais proibir, perseguir.

Respeito é uma linda palavra!

Sobre abelhasdoagreste

Jovem, apicultor apaixonado e que comercializa inovação apícola.
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2 respostas a O Campo & a Cidade

  1. JG diz:

    LI…fiz uma pausa…e nada mais me veio a cabeça para acrescentar ao teu texto!..apenas uma frase: bendita escola da vida que leva as pessoas a pensar dessa forma.

    Obrigado

  2. Paulo Nunes diz:

    Acho interessante a imposição do fim das touradas e afins de pessoas que não sabem a diferença entre um orégão e uma hortelã.
    Existem milhares de espécies ameaçadas de extinção neste planeta, gostava de saber o que é que esses defensores pelo fim das touradas fizeram ou fazem para tentar reverter a situação.
    Gostava de saber o que é que estás pessoas no dia em que que deixar de existir touradas vão fazer pelo touro bravo, porque no dia em que as touradas acabarem, muito provavelmente é só mais uma raça ameaçada porque se pode tornar economicamente inviável.
    Nesse dia todas estas pessoas muito preocudas o que vão fazer é adoptar um touro e levá-lo a viver na sua varanda apreciando a bela paisagem de betão que os rodeia enquanto desfrutam de um bom vinho com castas colhidas numa qualquer vinha desprovidas de vida que isso sim deveria incomodar todos nós e que é muito bem relatado num post neste mesmo blog

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