A parte 3 da apicultura…

Hoje é dia de papel, a parte invisível da apicultura profissional.

Esta é a parte que nos torna diferentes de quem o faz por carolice ou como complemento. E é esta parte que encerra um sem número de obrigações e despesas que faz com que seja extremamente incorrecto que em Portugal o nível de apoios não faça qualquer distinção entre o facturado e a outra metade invisível.

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No meio disto tudo não há inocentes! Eu não sou…tu não és…as entidades muito menos.

O que é certo é que como estão as coisas no presente, a rentabilidade da apicultura está sobretudo em 2as partes do bolo. Aqueles que têm 300 ou 400 colmeias e nada declaram, ou na parte que faz sentido ser assim que é a dos que têm até 50 colmeias e vendem tudo a frasquinho à porta. Esses sim deveriam ser autorizados e até promovidos, afim de dar às gentes do campo o tal incentivo a terem algo seu e cuidarem da propriedade.

O exemplo Alemão diz-nos que o apicultor que quer ter escala (mais de 60 colmeias) tem de pagar um indexante à segurança social sobre cada colmeia que possui, e que ao mesmo tempo herda um conjunto de apoios que não estão disponíveis para o que o faz por hobby. Distinguindo assim claramente o que é actividade familiar de complemento e polinização como serviço gerado gratuitamente por essa troca com a isenção de contribuição, dos que por outro lado o fazem com o fim de incrementar substancialmente o rendimento.

O modelo Espanhol, que fomenta fortemente a profissionalização e que permite que muitas centenas de apicultores sejam transumantes mas não transumantes em modo de trabalhos forçados nem sempre com medo de que as suas colmeias se percam para o fogo.

Temos ainda o modelo Africano…em que é tudo o molho e fé em Deus!

O modelo Português, assenta como é hábito num conjunto de sábios tecnocratas que tomam todos os apicultores por igual, que arreiam uma porrada surreal de impostos sobre quem deseja pagar e ser honesto, sem que a contrapartida seja depois de uma continuidade organizada no sistema de agrupamento de producção, sem se ser quoerentemente apoiado nessa profissionalização e considerando automáticamente vendas como sendo lucros. Um PAN de brincadeira, regras de hegiene de século seguinte, mas importações de falsificações sem fiscalização. Quase uma obrigatoriedade a andar pelo caminho das sombras.

Como disse anteriormente..não há santos nisto! mas era muito fácil estar-se bem melhor!!

Sobre abelhasdoagreste

Jovem, apicultor apaixonado e que comercializa inovação apícola.
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4 respostas a A parte 3 da apicultura…

  1. Paulo Dourado diz:

    Na Suiça contas talvez com os dedos das mãos os apicultores que declaram o mel que vendem.

    Os outros não declaram as vendas, mas tambem não são declaradas as várias despesas e investimentos que fizeram ao longo do ano.
    A suiça que acho que é o pais com maior numero de apicultores por quilometro quadrado da europa. Aqui o mel é vendido a cerca de 25 euros o quilo ( venda direta à população). Se o queres escoar todo rapidamente tem uma empresa que o compra a cerca de 15 euros o quilo.

    Se acho que todos deviam de declarar o mel que vendem ? Acho que sim, a partir do momento que as vendas gerassem um valor que se justifique todos os trabalhos que isto envolve…

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