Amostras

É pois tempo de obrigatóriamente tirar amostras e ver se o 1/2Q de cria que resta por esta altura se parece com beleza ou tragédia.

Basta um enxame que cubra 4 ou 5 Q para que tudo esteja bem, esteja pois a varroa abaixo de 1%. Espero mesmo que esteja abaixo de 0,5% na maioria das amostras.

Isso cumprido e comida de reservas…e terei um sorriso na cara. Pois em tempo de fome..demasiadas abelhas só quer dizer, mais custo.

Assim espero que estejam, assim vos espero encontrar. É que dentro de pouco tempo regressará o pólen rico…e se a geada não apertar, talvez seja um Inverno tranquilo.

Confirme-se a previsão da bola de cristal..e afinal se voltará a provar que a estratégia dos tostões funciona.   😉

Já no Domingo..será que trago as 2 raínhas da serra que faltam na mesa para dar por encerrada a campanha das lindas perdizes? Já sei onde moram, e é o casal de açores que as fez mudar de zona. Lindo falcão que adoro ter na Serra, obrigado por me fazeres companhia e as deixares ainda mais alerta e mas deixares mais abaixo. Mas avisa a senhora raposa que com ela o baile é outro e já por 2x que por uma questão de poucos metros não lhe dou os “Bons dias!”, a ela e aos 4 bacorinhos que seguem a velha marrã.

Sobre abelhasdoagreste

Jovem, apicultor apaixonado e que comercializa inovação apícola.
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4 respostas a Amostras

  1. Carlos Marques diz:

    Esses animais tão belos que você costuma caçar, já não os voltará a ver na Serra.

    Cumprimentos

    • Não entendi Carlos!? Porque não os voltarei a ver? Aqui no meu cantinho da Serra o meu impacte neles é mínimo. Tiro alguns para comer..os outros ficam. Para ter uma idéia ainda esta semana e com a caça a meio…estava um bando de 11 perdizes que ainda não foi tocado e outro de 9 a que ainda sobram 7 e um outro de 4 que ainda lá estão todas. Pelas suas palavras deduzo que não conheça a arte delas..que é a de desaparecerem! Até hoje, o meu tetra avô não acabou com elas, os meus bisavôs também não, o meu avô, o meu pai…e eu farei o mesmo! Ficarão cá muito depois de mim. Aliás, hoje somos mesmo muito poucos caçadores na serra, e o perigo está apenas e só na alteração de habitat por práticas agrícola e em doenças exóticas. Não no caçador! Há inclusive muitas espécies extintas que já regressaram (bufo, açor, javali). No caso do javali, chegaram a apenas 9 anos atrás, mas como aqui há muito mais comida, reproduzem-se como loucos e passámos de 7 em 2010 para cerca de 200 em 2020.

      • Carlos Marques diz:

        Refiro me concretamente aos animais caçados, esses já não os voltara a ver na serra. Cada ser vivo é único. A beleza está em aprecia los no seu habitat natural. Tente colocar se no lugar deles, mesmo que sejam animais. Eu compreendo que faz parte do ciclo da vida, até porque quase todos nós consumimos carnes, mas acredito que seria possível evitar algumas situações. Só mesmo em caso extremo de que pusessem em causa outras coisas. Imagine quando avista uma peça de caça, antes de premir o gatilho, tentar imaginar qual seria o seu destino, a rotina diária do animal, o seu ciclo de vida normal, de repente, desfeito por um tiro sem justificação. O prazer de caçar ou degustar a carne do animal não deveria ser superior ao prazer de apreciar a sua beleza no seu habitat natural. De qualquer forma, compreendo que faz parte.

      • Carlos, eu não vejo as coisas assim. Axo que há um ciclo anual, e seja a perdiz joaquina ou a perdiz mariana…tanto me dá! Quero é que existam, que sejam uma população saudável e formada por animais sadios, bravos, espertos. Não tenho esse dilema moral, e aceito que morrer faz parte de viver. Como não os como vivos, tenho de 1º caçá-los. Da mesma forma que quando se comem caracóis, camarós, frango…até uma alface! Nas abelhas passa-se igual, optei por fazer como o Érico…e têm todas o mesmo nome, assim substitui-se uma por outra igual. Pessoalizar animais não faz parte do meu léxico, embora quando se cria de nascimento um cão, um gato, um porco ou o cabrito…custa sempre! Mas só saíndo aquele…pode entrar um novo. Isto é igual nas nossas vidas, e na minha Serra. Foi de tantos…agora é minha, e quando eu me for, espero que a Serra fique para muitos outros desfrutarem dela. A Serra não sentirá a minha falta, desde que haja outra vida que a cuide.

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