Porque apicultura é ecologia

Eis um artigo que resume de forma muito concisa o que a maioria desconhece, e o faz de forma muito propositada…afim do que axo ser a facilidade de alegar desconhecimento para manter um padrão de vida.

Vejam o artigo….Aqui!

Eis a realidade do consumo  de àgua…à qual falta ainda os dados sobre a indústria do papel, que em alguns casos e por ter furos de captação próprios foge a esta contabilidade, e porque no final recolheu àgua limpa e a devolve suja aos rios.

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Sobre a varroa…mais info!

Como a informação mais recente sobre a nossa Arqui-enimiga é cada vez mais completa, convém começar por entender as bases, para depois se adquirir o conhecimento mais complexo.

Assim esta imagem é extremamente elucidativa de como funciona o ciclo de reproducção da varroa,

Varr

Penso que não há muito a explicar, pois é extremamente perceptível.

Há que entender que a varroa é cega, surda (tal como as abelhas), mas extremamente sensível a odores, feromonas, temperatura…enfim! Há que entender que a qualquer alteração de cheiro da colónia de abelhas a varroa se consegue adaptar e imitar esse mesmo odor em menos de 30min e imitar o mesmo sem ser detetada.

Há pois formas de a combater, e a mais usada é a forma química, a qual afeta a varroa quando ela está na sua pausa entre ciclos de postura (estado forético). No entanto, este estadio deixa-a protegida durante 2/3 do tempo, enquanto se reproduz.

Desta forma, surgem novas linhas de pensamento, nas quais se tenta encontrar uma solução para reduzir o potencial reprodutivo da varroa, que na abelha asiática (Apis Cerana) apenas se reproduz na criação de zangão.

Porque é que isto acontece?

Pois na Apis Cerana o zangão tem um respiráculo que permite trocas gasosas e a reproducção da varroa. Já a cria de obreira de Apis Cerana, caso seja parasitada pela varroa, irá libertar marcodores químicos que farão com que as abelhas a removam, em auto-sacrifício em prol do todo. Além disto, e se a remoção não for rápida, ela própria rodará sobre si mesma e morrerá asfixiada, afim de não permitir que a varroa se multiplique.

Nas imagens anteriores podems ver que a nossa Apis Mellífera tem também características hegiénicas que variam de colónia para colónia e que devem ser alvo de apurada selecção por parte do apicultor.

Sabe-se também que algumas larvas emitem marcadores químicos que pedem a sua remoção ao ser parasitadas, e portanto há que seleccionar abelhas que os reconheçam.

Temos que entender como é ténue o sucesso da varroa na colmeia de Apis Melífera, e que basta reduzir a metade o seu sucesso reprodutivo para reduzir a 1 tratamento anual o controlo necessário. Vejamos:

Ponto de Partida 10 varroas, e 15 ciclos reprodutivos, inerentes a 8 meses de reproducção acelerada, tendo em conta a duplicação do número de varroas a cada mês e triplicação aquando de cria de zangão presente

10Jan – 20 Fev – 60 Mar – 180 Abr – 540 Mai – 1620 Jun – –época de baixa na cria– – 3240 Set – 9720 no final de Outubro —- Dez mesmas 9720.

Considerando como tratamento eficaz 90% de redução, 10% de 9720 são ainda 972 varroas, um segundo tratamento com a mesma eficássia faria 97 varroas e um 3º traria o seu número a 9,7 varroas…as tais cerca de 10 que significariam sustentabilidade.

Vamos calcular agora, para os mesmos dados, mas com abelhas que cortem a metade o sucesso reprodutivo da varroa e que com cria de zangão presente em vez de 3x, apenas duplique mensalmente o número de varroas.

10 Jan – 15 Fev – 30 Mar – 60Abr – 120Mai – 240Jun – –época de baixa na cria– – 360 Set – 720 Out —–  Dez as mesmas 720

Considerando varroacida com a mesma eficássia de 90%, e bastaria um tratamento para se ficar com 72 varroas apenas, e se fosse usado um segundo tratamento, a varroa ficaria a 7 por colmeia em Janeiro do ano seguinte…ou seja, 30% abaixo do nível inicial. Passando a ser necessário apenas entre 1 a 2 tratamentos por ano.

Nota – hoje em dia é muito difícil encontrar varroacidas com 90% de eficássia, pelo que o caminho tem de ser feito na escolha das abelhas!, pois basta uma pequena redução no sucesso reprodutivo da varroa para que o seu controlo seja muito mais simples.

Estes cenários colocados são hipotéticos mas realistas, e a variação no número de ciclos reprodutivos da varroa será variável de ano para ano com a climatologia.

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Detalhando o Plano,

Seria de um enorme egoísmo se guardasse para mim o que de novo tem surgido de conhecimento.

Assim detalho o meu plano para o 2018 em diante, pois talvez outros queiram seguir e agarrar o barco também…

1 – Durante o mês de Fevereiro (final), altura em que usualmente coloco a 1a ronda de meias alças, irei identificar os 50% de colmeias que mais me agradam em cada apiário, seja o apiário de 5 ou 60…estas colmeias serão marcadas. Nesta altura, todas as colmeias serão avaliadas com amostragem de varroa e as que sejam consideradas “bombas de varroa” serão prontamente tratadas e marcadas para na visita seguinte levarem com novas raínhas.

Todas as que façam parte do lote das 50% melhores terão a sua taxa de infestação anotada e levarão todas tratamento orgânico por igual (um shot de timol). De fio a pavio, trato todas as melhores e as outras!, embora as bombas de varroa tenham de ser cuidadas de forma diferente.

2 – Até meio de Maio, estas 50% das melhores colmeias vão sendo despojadas das suas marcas pelos seguintes critérios  – Qualquer tentativa de enxameação retira a colmeia do lote de potenciais reprodutoras – Colmeia demasiado Agressiva sai de imediato da lista – Colmeia que quebre ou deixe de ter um padrão de cria que me agrade também é desmarcada. Nesta altura uma nova avaliação das colmeias restantes identificará novamente o nível de infestação de varroa, saíndo do lote de potenciais reprodutoras todas as que apresentem contagens acima da média e sendo as melhores raínhas marcadas.

Todas as colmeias levam um shot de àcido fórmico por esta altura (excepto as potenciais reprodutoras), sendo que todas terão doado aproximadamente a mesma quantidade de cria selada para desdobramentos. Optarei por não retirar quadros com significativa quantidade de zangão, afim de não serem falseados os resultados.

Espero nesta altura ter reduzido a minha amostra de potenciais reprodutoras a cerca de 50 – 70 colmeias. Que desta forma e ao não levarem qualquer tipo de redução na quantidade de àcaro, me permita avaliar a taxa de crescimento da varroa em condição de plena producção. Ao mesmo tempo todas as restantes terão de estar com varroa muito baixa, afim de não serem doadoras de varroa.

3 – Na data de cresta farei a avaliação final, em que terei em conta a estimativa de producção de mel, e nova avaliação da varroa. Esqueci de dizer que colocarei também marcação nas que produzam pólen como eu gosto. Assim destas colmeias (diria que 50), cerca de metade são descartadas por terem uma produtividade abaixo da melhor metade. Só as colmeias com as 3 marcas (mel, pólen e marca inicial (esta inclui ser dos 50% melhores e nunca ter tentado enxamear nem ser agressiva) chegarão à avaliação final. Que espero reúna pelo menos umas 25 colmeias.

4 – Destas 25 colmeias finais, será novamente descartada a metade que tenha tido o maior crescimento de varroa. A contagem final não pode ser alta…mas o mais importante é o crescimento populacional da varroa. Isto permite-me ter um gráfico que mostre claramente as diferenças!, não interessando o ponto de partida, mas o diferencial de crescimento mensal médio da varroa na colmeia.

Nesta altura as 12 melhores colmeias serão despojadas de 2Q de reservas, raínha e 2Q de cria aberta, e colocadas juntas no mesmo apiário e cada uma no seu núcleo. Passarão o verão sem serem tratadas, e na data do pick de outono irei tirar novamente amostras. Serão as reprodutoras para 2019 e outono de 2018. Nesta altura serão tratadas, mesmo que a contagem de varroa seja baixa. Pois são demasiado valiosas! Passarão o Inverno em núcleo.

Deste momento em diante utilizarei matriarcas minhas e apenas esporádicamente uma matriarca ou outra que virá da Dinamarca, pois variabilidade genética é importante e os critérios lá usados incluem a Nosema, algo que aqui não farei, mas que me esforçarei por manter. Visto que o protocolo deles na busca de resistência à varroa está já no ano 3, e que se soma a fecundação de ilha, há que ver que é muitíssimo melhor do que algo que possa eu fazer. Mas vou aproveitar estes 7 apiários que tenho práticamente sem vizinhos para fazer o meu trabalho de casa bem feito.

E agora que tenho tempo livre oferecido pelas minhas costas…aproveito para colocar o material ao jeito e fazer uma ficha de avaliação para as colmeias. Mais um kit de material que estará na carrinha. Poderia não quantificar atravéz de uma 4a marcação…mas quero fazê-lo, para que as raínhas comecem a ter um Pedigree que eu possa seguir, e que 2019 em diante todas vão para o campo marcadas.

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A sentir-me motivado…

Por estes dias, e devido à dor de costas que me atormenta e me leva a andar com emplastros e direitinho como um fuso…foi pois hora de aprender e matar o tempo com a aquisição de novo conhecimento e de andar em modo Exames.

É certo que na vida, de quando em vez há um momento que muda a nossa percepção sobre as coisas, e é este o caso no que à Varroa diz respeito e ao que posso e devo fazer na minha exploração.

Sinto-me incrívelmente desconhecedor e “anjinho”, quando alguém que como eu tem abelhas, consegue explicar de uma forma tão cristalina o problema da varroa, o porquê e como do seu crescimento e elaborar um plano tão detalhado sobre como efetuar o seu controlo. Seria imensamente tacanho da minha parte se não aproveitasse tal trabalho e detalhada explicação para colocar em prática na minha exploração.

Sinto que aquilo que aprendi e que partilho está agora obsoleto, apesar de por cá ser ainda ” A última Coca-Cola do Deserto”, há pois outras pessoas que fazem com que este pensamento esteja totalmente obsoleto. Felizmente este novo conhecimento chegou e vai obrigar-me a alterar radicalmente o como e quando monitorizar a varroa, o como e quando tratar, mas sobretudo poder colocar em marcha o meu próprio projeto de melhorar a resistência das minhas abelhas à varroa.

Sinto-me pois um apicultor rejuvenescido no que à varroa respeita, muito mais capaz e a percorrer o caminho para que novamente possa deixar os químicos de síntese, apesar de uma exploração que tem estado em contínuo crescimento.

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Deixo ainda uma palavra para as explorações apícolas que estão neste momento a passar dificuldades, pois têm sido inúmeros os relatos de pessoas desanimadas com a apicultura. Para eles um abraço…e vão ver que não tarda os dias começam a crescer, as abelhas a aumentar o volume de cria e a febre estará de volta!, deixando este ano péssimo para trás…dentro de pouco mais de 2 meses, serão novamente as fotos como a anterior que nos farão acreditar novamente.

Está quase!!

P.S. – Este ano o pessoal do Eucalipto estácertamente a aproveitar…é que aqui, só tenho 5 colmeias a encalitrar…mas as x vou lá só para sentir o aroma bom que elas emanam. E se núcleos de Outubro já estão com meias alças…imagino o que será a malta que tem colmeias adultas.

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Caveira!

Assim, e para quem nunca viu uma Ladra Profissional de mel, aqui está uma!

É a Traça conhecida como Borboleta Caveira, que por vezes é apanhada e prontamente executada pelas abelhas em julgamento sumário, aparecendo as asas propolisadas ou o esueleto junto às colmeias.

Neste caso um exemplar perfeito, com as suas lindas cores. Espero que gostem deste lindo inseto…enorme e majestoso. Um simpático adversário das nossas abelhas.

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Because of My World…

We live here…and here is the only place we know of that sustain life.

Have you seen any planet as beautiful as our?

So,

VEJAM A BELA…

Why are we so committed into making it as ugly as all the other ones?

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A alimentação

Para já o Outono não requer que se faça qualquer investimento em alimentação, pois o Eucalipto abriu cedo aqui no Agreste, a sul as urzes finalmente chegaram, e na Serra D’Aire o stress também está finalmente a desaparecer e as abelhas devem aproveitar estes dias solarengos e com temperaturas a rondar os 20ºC para obterem uma reserva de pólen adequada e para pelo menos colocarem os tais 3Q de cria que são indispensáveis à renovação geracional com massa crítica suficiente. Pois aqui no centro as abelhas estão lindas, mas de Alverca para sul o sofrimento foi grande…

Este ano no que a alimentação diz respeito, a minha ida à Dinamarca fez-me mudar a perspectiva do que é alimentar abelhas e do que temos de fazer, quando e como. Ficou claro para mim que poderia poupar uma imensidão no custo por Kg, e essa poupança já me pagou neste momento a viagem.

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Outra coisa que ficou clara para mim é que”SEMPRE” que não exista uma banda de néctar fresco nas colónias em torno da cria, a colmeia está em stress alimentar e precisa de hidrato de carbono para não reduzir a sua atividade quer de limpeza quer de cuidados à cria!

Quando falamos de alimentar, também o tipo de alimentador e quantidade é relevante! (ver foto acima), sendo que um enxame de caixa cheia precisa de pelo menos 3kg de xarope a cada 2as semanas se não houver fluxo a entrar, e os mini-micro alimentadores que por cá usamos são trabalhosos e de dimensão inadequada. Um enxame que cubra todo o ninho e esteja em carência, ao recolher 3Kg de xarope apenas armazenará 1,7kg desse peso, sendo que o restante fica imediatamente nas abelhas sob forma de reservas vivas.

A forma como as reservas são vistas nos países Nórdicos é substancialmente diferente de como nós as encaramos, sendo que só reservas desoperculadas são encaradas por eles como utilizáveis pelas abelhas no imediato, e reservas operculadas são consideradas como reservas usadas apenas em emergência pelas abelas, isto independentemente da quantidade das 2as.

Assim, sendo que o nosso maior estio é o quente, é necessário rever aquilo que até aqui fazia, e mudar a estratégia.

Em 2º lugar, a estratégia de alimentação de Primavera tem de ser também alterada, sobretudo porque ao direccionar a exploração para o pólen, significa que temos de ter sempre a postura em máximos, que devo deixar de lado o inconstante mel e que com este maneio poderei fazer muito mais desdobramentos programados e tratar a meia Primavera para não deixar jamais a varroa subir de 2%, visto que não terei alças em cima até muito mais tarde.

Se cada alimentação quinzenal corresponder à retirada de 3Q desse ninho na seguinte quinzena, espera-se que cada enxame forte dê pelo menos por 6x uma maquia de 3Quadros ( 18Q = 3,5 enxames de 5Q), e esperam-se 4 meses de recolha de pólen. Assim, não parece ser oneroso este maneio, que apesar de só levar 1a alça já tarde e de reduzir em muito o potencial de producção de mel, mas que aumenta em muito o potencial de recolha de pólen, supondo que os  capta-pólens estariam 90 dias fechados e 30 dias abertos neste período.

O Carrascal será a cobaia! e veremos o que de lá sai.

Previsto – 17 capta pólen fechados num total de 90 dias (só até julho, sem pólen de outono e supondo 2as aberturas programadas de 5 dias cada e mais 20 dias de mau tempo num total de 120 dias) rendimento suposto das 22 colmeias (17 fortes), 306Q com 50% de cria e 50% reservas e 102kg de pólen e no final 20 meias alças de mel.

Custo = 500Eur/ano (custo sem fator humano por apiário numa exploração profissional) + 300 eur em xarope.

Será assim linear? Não sei…geralmente nunca o é, mas seguiremos o desenrolar deste post ao longo da campanha, com as pesagens e com as contagens de quadros de lá retirados.

Se a rentabilidade for a prevista, significa que o meu maior custo anual passaria a ser o alimento, que superaria o custo do diesel, mas que a rentabilidade por apiário iria subir novamente (algo desejável). No entanto o factor de risco em anos de primavera chuvosa seria maior, e a perda potencial também maior devido ao maior investimento envolvido.

Tudo questões de um país onde temos de descobrir por nós a apicultura profissional e os seus meandros, pois temos imensa tradição numa apicultura que é sobretudo amadora ou profissional mas que usa a mesma forma de ser feita da anterior. Além disso a enorme diversidade de climas dentro de um tão pequeno Portugal é algo que faz com que tenhamos de descobrir cada realidade por nós mesmos.

 

 

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Planos para 2018

A nóva época arrancou solarenga…

O Agreste tem planeado continuar a crescer, e deixar para trás a horrorosa campanha de 2017.

Para já a seca continua, e se as previsões se cumprirem o cenário não é o mais animador.

Como objetivo a chegada às 550 colmeias em estado adulto + núcleos e mini-núcleos, o duplicar da quantidade de pólen produzido e que pelo menos o mel não seja tão mau como o deste ano…não sou nada exigente e peço só 12 tambores.

Visto que me vou centrar mais no pólen, a chegada à 1ton deste maravilhoso oiro tem de ser vista com normalidade.

Com a alteração de maneio que está a ocorrer, espero ter mais tempo livre, ou seja, suportar tratar mais colmeias, até porque passarei a fazer raínhas muito menos frequentemente e em muito maior quantidade. Ou seja, quando as condições forem adequadas, farei cerca de 250 realeiras de cada virada, e assim que estas estejam aceites terei 4 dias dedicados a fazer núcleos, tendo de fazer 80 cada dia…mais coisa menos coisa. Nada que me atormente, apenas terei de fazer muito bem a matemática do tempo necessário à recolha do pólen.

Planos aparte, faltam poucas semanas para se iniciar a obra do meu “Cantinho do Pólen”, espaço dedicado à secagem e beneficiação do meu oiro.

Conseguirei tomar conta de tudo? há-de de dar…

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Serra D’Aire,

Hoje passei o dia na Serra D’Aire,

No imenso medronhal cujas flores dos primeiros medronheiros ainda irão demorar pelo menos mais duas semanas a estarem no ponto de trabalho para as abelhas.

Felizmente alguns urzes resolveram florir…e as abelhas estão agora a começar a responder. O total de baixas não vai variar das colmeias mantidas em modo convencional, e das 106 que iniciaram o verão, apenas umas 80 – 85 chegarão ao Natal como colónias invernáveis. No entanto é com enorme alegria que registo uma recuperação da cria, que na maioria das colmeias apresenta um par de milhares de abelhas a nascerem por estes dias e as raínhas a meterem ovos com um ritmo crescente. Todas as que apresentam neste momento 3Q de cria sólidos jão não me assustam, diria que metade delas! As restantes, espero que com as boas reservas, flores e bons cuidados e mimos do dono, cheguem dentro de poucos dias a esse limiar de massa crítica.

A varroa, que quando adquiri a exploração estava em 22%, está agora em cerca de 2,5%, sendo que lhes aviei mais uma tareia hoje, e é expectável que reduza a 1% neste final de mês…valor que me deixa descansado, tendo em conta as boas perspectivas de floração que deixará a Serra florida todo o inverno, e sendo que a mesma está muito perto das colmeias, permitirá que se o Inverno não endurecer demasiado, as abelhas estejam muito dentro do limiar de segurança no que a viroses respeita.

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Assim, mais uma vez, mostra-se que é possível e não é demasiado complexo fazer uma apicultura sem químicos de síntese…sendo apenas necessária alguma flexibilidade mental para aprender.

Espero que gostem das fotos…tanto como desfrutei do dia magnífico, por entre 2 bandos de perdizes, algumas dezenas de tordos e um belo de um faisão.

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Formação para 2018

Olá a todos,

Tenho na agenda espaço livre para 2as formações de apicultura ao longo do ano, pelo que se houverem instituições ou grupos de apicultores interessados, irei fechar as marcações até ao Natal, afim de poder planear a minha apicultura de 2018, sobretudo no que a raínhas e mini-núcleos respeita.

Não venderei raínhas em 2018 por falta de tempo, apenas cumprindo uma encomenda que a pedido do cliente passou para 2018. Todos os núcleos para 2018 estão já também reservado e não venderei mais.

Gostaria muito de dar um curso sobre apicultura livre de tratamentos, mas são precisos pelo menos 12 apicultores, e mais maneios nas colmeias.

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